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segunda-feira, 2 de julho de 2018

ami 201 7/18

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“Quando virdes uma alma que anuncia o aborto como feito benigno, sabereis que nela reina o príncipe das trevas, e sua eternidade está por hora no livro da morte.” (São Pio de Pietrelcina)




PALAVRA DE DEUS (Mt16,13-19)

13.Chegando ao território de Cesaréia de Filipe, Jesus perguntou a seus discípulos: No dizer do povo, quem é o Filho do Homem?







14.Responderam: Uns dizem que é João Batista; outros, Elias; outros, Jeremias ou um dos profetas.







15.Disse-lhes Jesus: E vós quem dizeis que eu sou?







16.Simão Pedro respondeu: Tu és o Cristo, o Filho de Deus vivo!







17.Jesus então lhe disse: Feliz és, Simão, filho de Jonas, porque não foi a carne nem o sangue que te revelou isto, mas meu Pai que está nos céus.







18.E eu te declaro: tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja; as portas do inferno não prevalecerão contra ela.







19.Eu te darei as chaves do Reino dos céus: tudo o que ligares na terra será ligado nos céus, e tudo o que desligares na terra será desligado nos céus.







“Tu és Pedro”…




A nossa Igreja não se chama somente Igreja “católica”; é chamada ainda “católica romana”, pelo fato de em Roma habitar o seu chefe. E esta consideração conduz-nos à pedra angular, ao rochedo da Igreja, isto é, à instituição mais notável da história do mundo: ao papado.







O que o papado significa para a Igreja Católica, o que lhe traz de força, de segurança, de unidade e de direção, não é necessário fazê-lo ressaltar perante os fiéis.







Mesmo alguém que não pertença à nossa santa religião, se for um observador imparcial da História, será obrigado a reconhecer naquele trono sem igual, de 19 séculos de idade, a aparição mais imponente da História universal: esse fenômeno único, desse trono que se ergue, desde o tempo de Nero, entre nós com uma solidez inabalável, enquanto as tempestades da História elevam e fazem desaparecer povos e dinastias. Ora, o papado sempre representou um símbolo, que tem suscitado contra ele a hostilidade e os ataques reunidos dos maus, – e, no entanto ele ainda está de pé. O papado nunca cedeu nem abandonou coisa alguma dos seus princípios, não fez conchavos – e, no entanto ainda está de pé.







Está de pé porque não foi um homem que o fundou, mas o Filho de Deus, que lhe fixou os fins para os quais ele deve subsistir, enquanto houver um homem na terra.







Cristo fundou o Papado







Nosso Senhor Jesus Cristo comparou a Igreja a “uma cidade construída numa montanha” (Mt 5, 14), portanto visível a toda gente, – mas uma Igreja visível precisa de um chefe igualmente visível. Não se pode, pois, imaginar a Igreja de Cristo sem o papado. A) Já se trata dele por ocasião da pesca milagrosa em Genesaré; B) Nosso Senhor promete-o a São Pedro por ocasião da sua profissão de fé em Cesárea; e C) confere-lo no decurso da conversa que seguiu a ressurreição.







A) O Salvador alude ao primado do papa, por ocasião da pesca milagrosa de Genesaré. No capítulo V do seu Evangelho, São Lucas relatou o diálogo sublime e comovente entre Nosso Senhor e São Pedro.







A cena passa-se de manhã muito cedo. O Salvador está em pé na margem do lago de Genesaré; por trás dele, está o povo que o seguiu e que quer ouvi-lo. Na margem acham-se precisamente Pedro e seus companheiros, descidos da sua barca e ocupados em lavar suas redes. Cristo sobe à barca de Pedro, e de lá ensina o povo; depois, quando termina, diz a Pedro: “Avançai em pleno mar e deitai as redes para pescar” (Lc 5, 4). Simão Pedro fica muito admirado dessa ordem estranha. Conhece o seu oficio, pesca há dezenas de anos, toda a sua família e seus próximos também são pescadores, mas ele nunca ouviu coisa semelhante: ir pescar em pleno dia? E ao largo? Bem de certo o Mestre não nasceu naquela região, nem à beira d’água, mas bem longe, em Belém; nada de admirar se ele não entende disso… Todavia, é ordem do bom Mestre… Cumpre executá-la. Ele sabe o que quer. “Mestre, toda a noite trabalhamos, sem nada pescarmos; mas, na vossa palavra, lançarei a rede”.







E Pedro lança a rede. E apanharam tanto peixe que as redes quase se rompiam. Tanto peixe, que eles tiveram de chamar em auxilio a barca vizinha. Tanto peixe, que as duas barcas ficaram cheias até à beira, e quase afundavam.







A alma de Pedro fica transtornada. Ele se prostra diante de Jesus, dizendo: Ah! Senhor, como pude duvidar um só instante? Eu hesitava, faltava à confiança, não compreendia, estava na duvida. Não sou digno de que conteis comigo para vossa grande obra, não sou digno de ser o guia do vosso rebanho. Afastai-vos de mim, Senhor. Sou um homem vulgar, fraco e pecador, e Vós precisais de heróis.







Por sobre as águas do lago tranqüilo resvala a confissão de Pedro, comovido até o fundo a alma; os outros escutam-no em silêncio. Então o Senhor levanta-se, olha Pedro nos olhos e diz-lhe: Mas é a ti justamente que eu quero. Foi por isto que te coloquei no leme, foi por isto que te enviei ao largo, para que sintas a tua própria incerteza, a tua própria fraqueza, e saibas com que auxilio, realizarás a grande pesca humana. Olha em torno de ti, Pedro. Vê quantos pescadores trabalham no lago; e quantos pescadores no mar; e em todos os mares do mundo. Mas a ti, estabeleço “pescador de homens” (Lc 5, 10), não por tua própria força, mas pela minha força, de que te revestirei.







Eis aí a primeira fundação da instituição mais maravilhosa da história do mundo.







B) Isso que Ele então esboça apenas, Nosso Senhor promete-o nos termos mais claros a São Pedro por ocasião da sua confissão em Cesaréia.







Conheceis, todos, essa cena sublime. Na vizinhança de Cesaréia, Nosso Senhor pergunta a seus discípulos o que os homens pensam a seu respeito. Os discípulos enumeram as opiniões do povo. Alguns, entre os Judeus, crêem que Jesus é São João Batista ressuscitado; outros pensam que é Elias, a quem esperavam antes da chegada do Messias, ou Jeremias, ou outro profeta.







Então Cristo dirige-lhes esta pergunta:







“E vós, que dizeis de mim? Vós que conheceis bem minhas palavras e meus atos?”







Os apóstolos, desta vez, já não respondem, mas Pedro declara em nome deles:







“Sois o Cristo, o Filho do Deus vivo”.







Então Nosso Senhor pronuncia as palavras eternamente memoráveis:







“Feliz és tu, Simão filho de João, pois não foi a carne nem o sangue que te revelaram isso, porém meu Pai que está nos céus. E eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela. E dar-te-ei as chaves do reino dos céus: e tudo o que ligares na terra será ligado nos céus, e tudo o que desligares na terra será desligado nos céus” (Mt 16, 17-19).







Poderia o divino Mestre ter falado mais claramente?







Cristo compara a Igreja a um edifício e faz de Pedro a sua pedra fundamental. Pedro chama-se originalmente Simão, e foi o próprio Cristo quem lhe deu o nome simbólico de Pedro, quando o encontrou pela primeira vez (Jo 1, 42). Colocou nas mãos de Pedro as chaves do edifício, o que significa confiar-lhe o poder total de governar, em virtude do qual pode ele abrir ou fechar as portas do céu segundo os méritos dos homens. “Ligar e desligar” em hebraico equivale a proibir e permitir, condenar ou perdoar; logo, equivale a decretar leis eclesiásticas, a ordenar, a governar sobre a base das leis divinas.



















C) O que Cristo prometera a Pedro, deu-lho realmente por ocasião da conversa calorosa e intima que houve entre ambos após a ressurreição. Por três vezes o divino Mestre pergunta a Pedro: “Amas-me mais que estes?” Pedro responde com ardor: “Senhor, vós sabeis tudo, bem sabeis que eu Vos amo”. E por três vezes Nosso Senhor lhe diz: “Apascenta meus cordeiros”…”Apascenta minhas ovelhas” (Jo 21, 15-17). Quer dizer, dou-te, confio-te todos os meus discípulos e todos os meus fiéis.







Não há nisso qualquer coisa de surpreendente? Era a São João que Nosso Senhor mais amava, e, no entanto não o faz chefe da sua Igreja. O apóstolo São Tiago era parente de Nosso Senhor, mas Ele não o escolheu; São Paulo foi o mais sábio dos apóstolos, mas Ele também não o tomou para chefe da sua Igreja. É como se quisesse proclamar com isso, que nem a amizade, nem o parentesco, nem a ciência, são as bases da Igreja, mas tão somente a proteção da onipotência divina. Quis proclamar que o poder supremo que Ele dava ao papa depende dos méritos pessoais, das capacidades e das virtudes do papa. Quis proclamar que, assim como a grandeza e a ciência humanas não bastam por si mesmas para o governo da Igreja, assim também, nem defeitos, nem mesmo pecados, serão capazes de fazer vacilar a base do edifício, porque foi Cristo quem o construiu.







D) Depois da instituição do papado por Cristo, basta-nos indicar que, após a ascensão de Nosso Senhor, São Pedro exerceu realmente os seus direitos soberanos. Temos disto abundantes provas.







É claramente atestado que São Pedro dirigiu a Igreja, e que, desde os primeiros dias, exerceu o poder como chefe dos apóstolos. Após a Ascensão do Salvador, antes porém, da descida do Espírito Santo, “Pedro levantou-se no meio dos irmãos” (At 1, 15) e decidiu que se elegeria um novo apóstolo em lugar do traidor Judas. E depois lemos freqüentemente, nos Atos dos Apóstolos (2, 14; 5, 8; 15, 71), que ele está na primeira fila, que toma a palavra em nome dos apóstolos e dos fiéis, e decide as medidas necessárias ao governo da Igreja.







Quem quiser conhecer a atividade pontifical de São Pedro, basta que leia os Atos dos Apóstolos. Quem primeiro pregou, e quem recebeu os primeiros fieis após a ascensão de Cristo? São Pedro. Quem, dentre os apóstolos, operou o primeiro milagre, curou o coxo de nascimento? São Pedro. Quem expulsou da Igreja o primeiro herege Simão Mago? São Pedro. Quem primeiro visitou as comunidades cristãs da Palestina? Quem recebeu na Igreja o primeiro pagão, o centurião Cornélio? Quem dirigiu o primeiro sínodo apostólico? Sempre São Pedro.







É particularmente interessante a marcha desse concílio. As palavras de um Paulo e dum Barnabé não foram capazes de pôr fim ao debate, foi São Pedro que lhe pôs termo.







Surgira, efetivamente, uma controvérsia entre os primeiros cristãos a respeito da conversão dos pagãos: seria mister fazer passar primeiro pelo judaísmo os pagãos convertidos, e em seguida admiti-los na Igreja? Ou podiam ser batizados imediatamente? Tal era a questão sobre a qual os apóstolos discutiram no concílio de Jerusalém. “Tendo-se travado uma longa discussão, Pedro levantou-se e tomou a palavra” (At 15, 7), – dizem os Atos dos Apóstolos, – e “toda a assembléia guardou silencio” (At 15, 12).







É, portanto, compreensível que a Igreja de Cristo tenha crescido, depois, em união com Pedro, porque, se Pedro é a pedra de base, então a casa só pode estar onde estiver a base, e a Igreja de Cristo não pode estar onde não estiver Pedro. No século III, já os cristãos reconheciam isso. Com efeito, São Cipriano escrevia então:







“Assim como todo raio de luz vem do sol e todo ramo de árvore duma raiz, assim também as comunidades cristãs dispersas pelo mundo, estão unidas à Igreja”.







Resumido de https://rumoasantidade.com.br










MEDJUGORJE, 25/6/2018







"Queridos filhos! Este é o dia que o Senhor me deu para agradecer-lhe por cada um de vocês, por aqueles que se converteram e acolheram minhas mensagens e empreenderam no caminho da conversão e da santidade. Alegrem-se, filhinhos, porque Deus é misericordioso e os ama a todos com Seu imenso amor e os conduz para o caminho da salvação através de minha vinda aqui. Amo-os a todos e lhes dou meu filho para que Ele lhes dê paz. Obrigado por haverem respondido a meu chamado".







Nota: a Igreja ainda não se pronunciou definitivamente acerca de Medjugorje.













Nossa Senhora de Puy-en-Velay, França.


























































Dedicada a Nossa Senhora da Anunciação, o Santuário do Puy-en-Velay (França) é um dos mais antigos da Europa. Por volta do século V, uma viúva recém convertida denominada Villa teve uma aparição da Santíssima Virgem e foi por ela milagrosamente curada.







As notícias do milagre se espalharam rapidamente e muitas pessoas vieram para a capela. A Bem-Aventurada Virgem Maria ouviu as orações de muitos que estavam doentes e aquele lugar de graça tornou-se um local de freqüentes peregrinações.







Os vários bispos sucessivos da diocese construíram uma magnífica igreja.







Mais tarde, no século XIII, São Luiz (rei da França) retornando de uma Cruzada, ofereceu uma Virgem Negra ao santuário.







Vários séculos depois, nasceu Jean-Claude Courveille, em 15 de março de 1787 em Usson, na diocese de Le Puy. Com dez anos de idade ele pegou varíola, que produziram lesões nas córneas. Tinha um grande desejo de estudar para se tornar um padre, mas sua visão ruim tornou isto impossível. Em 1809, em uma peregrinação à estátua milagrosa de Nossa Senhora em Le Puy, teve olhos banhados no óleo das lâmpadas votivas que cercavam o altar. Naquele momento recuperou a visão. A cada ano ele retornava, em agradecimento à Nossa Senhora de Le Puy, e assim, três anos depois, em 15 de agosto de 1812, que ouviu “não com os ouvidos do organismo, mas com os do coração”, o chamado de Maria, que pediu a fundação de uma sociedade religiosa que iria dar o seu nome e cujos membros seriam chamados MARISTAS.



















Porém, há outra célebre efígie da Virgem Maria, em Puy, venerada sob o nome de Nossa Senhora da França, que nasceu do desejo de se prestar homenagem a Maria e à sua Imaculada Conceição, dogma proclamado em 1854. No alto do Rochedo Corneille, dominando toda a região, está a sua escultura. Os católicos erigiram uma gigantesca estátua de Nossa Senhora da França, em ferro fundido. Para moldar tal estátua, Napoleão III (sobrinho de Napoleão I e primeiro presidente da República Francesa) ofereceu 150.000 kg de ferro fundido, vindo dos canhões capturados dos russos, durante a Guerra da Criméia, quando da vitória de Sebastopol em 1855.



















Esses famosos canhões são os chamados canhões da vitória, “um instrumento de guerra transformado em instrumento de paz", disseram ao bispado. Nossa Senhora da França foi inaugurada em 1860.



















FONTES: www.pelerin.com, www.padresmaristas.com.br e www.miraclehunter.com
















A impressionante vida de São Charbel Makhluf







Talvez desconhecido para alguns, São Charbel, o Padre Pio do Oriente, foi um dos santos mais extraordinários da história recente da Igreja. Após a sua morte, o seu corpo incorrupto deixou atônitos os cientistas: totalmente flexível e sem nenhum sinal de decomposição, parecia vivo. Além disso, de seu cadáver jorrava um líquido inexplicável que, utilizado pelos fiéis, realizava milagres portentosos.



























São Charbel










Charbel nasceu em 1828, numa pequena aldeia chamada Beka´Kafra, no Líbano. Desde sua infância se sentia atraído pelo Senhor. Foi o quinto de seus irmãos. Seu nome de batismo era Yussef (José)



















Órfão aos três anos – o pai morreu servindo aos soldados otomanos –, o pequeno José foi criado por um tio. Mandado para o campo, para cuidar do rebanho da família, o menino passava o tempo em uma gruta, na qual se recolhia para rezar.







Com 23 anos, José enfrenta a resistência da família – de sua mãe, que lhe era muito apegada, e de seu tio, que necessitava de braços para o campo – e sai escondido de casa, decidido e disposto a fazer-se monge.







Já no mosteiro de São Maron de Annaya, Yussef troca de nome (simbolizando mudança de vida), passando a se chamar Charbel. O irmão Charbel começa o seu segundo ano de noviciado, quando sua mãe, Brígida, decide visitá-lo. Em uma atitude que pode parecer dura, Charbel escolhe não ver sua mãe, limitando-se a conversar com ela atrás da porta. Instado para mostrar-lhe o rosto, ele responde, resolutamente: “Nós nos veremos no Céu", demonstrando a firmeza em seguir a Cristo em sua vocação monástica e ao mesmo tempo a ínfima brevidade desta vida comparada com a eternidade.







Na vida em comunidade, Charbel tornou-se um notável modelo de submissão e abnegação da própria vontade.







Em 23 de julho de 1859, Charbel é ordenado.







Começa, então, um novo capítulo de sua vida: o agora padre Charbel que se preparava com piedade, devoção e muito zelo para a celebração da Santa Missa. Ele, que era um homem extremamente despojado, tinha peças de vestuário e sapatos que usava especificamente para encontrar com Nosso Senhor no culto eucarístico. Charbel celebrava o Santo Sacrifício com a máxima dignidade e com uma fé tão viva, que, com frequência, durante a Consagração, as lágrimas corriam-lhe dos olhos escuros e profundos, os quais eram como duas janelas abertas para o Céu. E, na contemplação, ficava de tal modo absorto que não prestava atenção alguma a eventuais ruídos ou rumores.







Certa vez, durante a sagrada liturgia, um acólito viu que o santo chorava durante a consagração e que algumas lágrimas caíam no corporal. À hora da purificação dos objetos sagrados, aquele corporal molhado foi causa de grande inquietação para Charbel, que pensou que havia deixado cair o preciosíssimo sangue de Cristo. Preocupado, o padre apresentou o corporal ao seu superior, pedindo perdão por aquilo que pensara ser um ato de negligência sua.







Durante muitos anos, o padre Charbel permaneceu no seio da comunidade monástica, mas, em seu coração, não havia morrido o desejo de tornar-se eremita, vivendo completamente afastado do mundo e dedicando-se inteiramente a Deus. O seu anseio, no entanto, era sempre negado por seus superiores.







Até que, um dia, tendo voltado tarde de seu trabalho no campo, ele pediu ao irmão dispenseiro - que guarda os mantimentos do mosteiro e os distribui aos confrades - que pusesse óleo em sua lamparina, a fim de rezar o Ofício em sua cela. O monge, reprovando Charbel por não chegar mais cedo, deixou-o, por penitência, sem óleo. O monge, então, retirou-se obedientemente para o seu quarto. Um confrade mais jovem se ofereceu para ajudar São Charbel, mas, por brincadeira, colocou água em sua lamparina, ao invés de óleo. Milagrosamente, todavia, a lamparina se acendeu e Charbel pôde rezar o seu Ofício.







Vendo esse milagre, o seu superior se convenceu de que o Senhor realmente o chamava o para a vida eremítica. Permaneceu, então, recolhido no eremitério de São Pedro e São Paulo, até o fim de sua vida. Foi durante este período, nos intervalos em que trabalhava nas aldeias vizinhas, que se espalhou na região a sua fama de taumaturgo.







VIDA AUSTERA DE SÃO CHARBEL







O regulamento lhe permite dormir 5 horas. Mas ele dorme 3 horas e meia. Passa o resto do tempo rezando. Diz: "A prece relaxa os membros mais eficazmente que o sono." Às vezes, permanece horas a fio ajoelhado diante da sagrada hóstia.







Sua cela mede 6 metros quadrados. Um colchão de folhas de carvalho, um jarro de água, uma lâmpada de azeite, um prato de madeira sobre um banquinho, uma pedra que serve de cadeira. Este é todo o conteúdo do quarto.







Na ermida, Charbel fazia uma só refeição a cada 24 horas, às 13 horas. Alimentava-se de poucos cereais e legumes verdes ou cozidos. Nunca comeu carne, nem frutas.







Conta Padre Simeão, de Aitu: “Quando cheguei à ermida, Padre Chárbel estava na capela, ajoelhado, os braços estendidos em cruz”. Permaneceu assim muito tempo. O dinheiro, naturalmente, nada significava para ele. Nem o dinheiro, nem bem material algum.
















Mas no inverno, a neve, o frio, os ventos, as tempestades o castigam com rigor. Procurando maltratar ainda mais o corpo, Padre Charbel veste no inverno a mesma batina que no verão, nada lhe acrescentando.







Sofria de cólicas renais. Agüentava as dores sem se queixar e sem tomar remédios. "Completo na minha carne o que faltou aos sofrimentos de Cristo.""Parece já viver na eternidade", dizia o irmão Elias Mihrini. "Perdia-se em Deus como um rio se perde no mar.", escreveu Paul Daher.



























Mal vestido, mal alimentado, exposto sem defesa ao frio e ao calor, privado de qualquer conforto e de qualquer ternura, era, entretanto, o homem mais feliz da comunidade. Seu rosto estava sempre radiante. Nunca reclamava. Nunca se queixava. Quando rezava, uma luz celestial iluminava-lhe o semblante. O Senhor tornara-se sua verdade, sua força, sua riqueza, sua alegria, a razão de sua vida.































Graças e Milagres de São Charbel







Nosso Senhor, por intercessão de nosso Santo, fez muitos milagres, mesmo na sua vida como após a sua morte, pois tornou-se pouco a pouco evidente para todos que um poder sobrenatural emanava dele. Quando vivo, ele tinha um poder que curava os doentes, acalmava os espíritos malignos.







Uma vez, durante o trabalho campestre, uma cobra saiu de uma moita e se aproximou, ameaçadora. Os trabalhadores-leigos tentam em vão matá-la ou afugentá-la. Apeiam para Padre Charbel que estava pertinho. Ele chega, sereno, e aproxima-se da cobra com calma. Esta se imobilizou. Fazendo um gesto, diz-lhe: “vá embora daqui, ó bendita”. O réptil deslizou calmamente por perto dele e foi embora.







Em 1885, os gafanhotos invadiram a montanha libanesa e começaram a devastar a região de Annaya. Eles foram afastados desta região pelas preces do Padre Charbel e sua bênção.







Muitos doentes, considerados perdidos pela medicina, encontravam cura repentina sob a influência do Padre Charbel que, em geral, chegava, rezava, abençoava a água, aspergia o doente, olhando-o longamente, e se reúrava. O doente levantava-se; estava curado.







Um dia, levaram ao Padre Charbel um jovem chamado “o louco de Ihmej”, pequena aldeia perto do eremitério, que era violento, indomável, agressivo, e muito perigoso. O Padre Charbel libertou-o das cadeias e mandou-o pôr-se de joelhos. O louco, com calma, obedeceu. Nosso Santo põe as mãos sobre a cabeça dele e reza. Terminando a oração, o louco de Ihmej estava totalmente curado.







AGONIA E MORTE































No dia 16 de dezembro de 1898, o padre Charbel começou a Santa Missa. Mas, ao recitar a prece "Pai da verdade, eis o Vosso Filho, vítima do vosso agrado! Aceitai-o", foi atacado pela paralisia. E começou a agonizar, sempre com os lábios em oração. Na noite do Natal desse mesmo ano, em 24 de Dezembro, aos 70 anos, deixou a vida terrena e nasceu para o céu. Faleceu serenamente, cheio de paz e gozo espiritual.



















































Santinho com o painel da Beatificação










Durante três dias após sua morte, por sob seu túmulo, pairou um globo de luz possível de ser visto por todos os monges e, ao mesmo tempo, cânticos celestes belíssimos eram possíveis de serem ouvidos.





























































































Nos anos que se seguiram à sua santa morte, graças, curas e até milagres foram relatados às dezenas e centenas pelos fiéis que recorriam à sua intercessão.































Eram sinais claros da bem aventurança gloriosa que alcançara no Céu.































































O CORPO INCORRUPTO DE SÃO CHARBEL



















O corpo incorrupto de são Charbel é considerado o mais impressionante entre os corpos incorruptos de santos e santas. Poder-se-ia dizer que era um “morto vivo”, visto que, seu corpo, mesmo décadas após sua morte, não somente conservava-se absolutamente intacto como era flexível, morno, suava e o sangue dentro das veias era fluido. Realmente era impressionante. Devido ao suor (não tinha odor ruim, mas, manchava o hábito), os monges responsáveis pela guarda do corpo necessitavam trocar o hábito pelo menos a cada semana para lavá-lo.







Esse milagre, tal qual aqui descrito, conservou-se até o dia de sua beatificação (5/12/1965). Nesse mesmo dia ocorreu um outro milagre: seu corpo (as partes moles) simplesmente “evaporaram”, desapareceram, ficando seu esqueleto limpo, no entanto, com a aparência de um “esqueleto de um vivo”, isto é, os ossos eram (e ainda são) de cor rosada, cor de “vinho”. O corpo não se decompôs: simplesmente desapareceu, deixando os ossos limpos com um suave aroma de rosas e de cor de “vinho”. Ainda hoje se conservam assim.







São provas de que a nossa Igreja é a verdadeira Igreja fundada por Deus e deixada no mundo como testemunha da Verdade: Jesus Cristo. Os corpos incorruptos dos santos como santa Bernadete, são Charbel, santa Maria Domingas Mazarello, santa Josefina Bakhita, são João Maria Vianney, santa Catarina Labouré e muitos outros são provas de que o Deus do Universo acompanha sua Igreja com amor dando provas claras e inquestionáveis de que sua Santa Religião é a católica.







Que tal realidade aumente e confirme sempre mais a nossa fé. Amém!







Fontes: https://padrepauloricardo.org, www.santosebeatoscatolicos.com e http://maepuraeincomparavel.com








































COMUNIDADE ÂMI PARTICIPA DA CONFECÇÃO DO TAPETE NA FESTA DE CORPUS CHRISTI















Neste último dia 31/05 dia de Corpus Christi, tivemos oportunidade de confeccionar o tapete da Ami...com a participação da Elmira, Edna , Irene, Ana Maria e José Carlos... a alegria é grande, uma maneira tão singela de expressar nosso amor por Jesus Eucarístico!!! Se você ainda não fez está experiência fica o convite para o próximo ano...e verá a alegria que transborda de seu coração..!!!















Graças e louvores se dêem a cd momento ao Santíssimo e Diviníssimo Sacramento!!! Viva Jesus Hóstia Sagrada!!!



















Luciane (membro da Ami)
















FRASES DO PAPA FRANCISCO







Sobre o amor de Deus, no dia da festado Sagrado Coração: “se poderia dizer que hoje é a festa do amor de Deus”, um amor que é como “um mar sem fundo”.







“Foi Ele que nos amou por primeiro, Ele é o primeiro a amar”. “Deus é assim: sempre por primeiro. Ele nos espera por primeiro, nos ama por primeiro, nos ajuda por primeiro”.
















Sobre o aborto: “no século passado, todo mundo se escandalizava com o que os nazistas faziam pela pureza da raça. Hoje fazemos o mesmo com as luvas brancas”.







“A família humana à imagem de Deus, homem e mulher, é uma só. É uma só”.
















EM DEFESA DA VIDA
















ORAÇÃO A NOSSA SENHORA PROTETORA DOS NASCITUROS EM DEFESA DA VIDA INDEFESA















Ó Senhora Nossa, Maria Santíssima! Carregados de imperfeições, pecados e vícios, ousamos comparecer diante de Vosso trono de bênçãos. Não viemos aqui para pedir-Vos nem ouro, nem prata, nem riqueza alguma. Nem sequer viemos falar de nossas necessidades espirituais.







Viemos tão somente para apresentar-Vos a nossa súplica em favor daqueles a quem é negado o direito sagrado de nascer; em favor dos que têm a vida ameaçada por aqueles que a deveriam defender.







Senhora, iluminai as mulheres que têm o poder de gerar; mostrai-lhes quanto é maravilhoso ser mãe. Despertai a consciência dos médicos, para que jamais cortem essas flores em botão, sob o falso pretexto de proteção à vida das mães.







Ó vencedora das grandes batalhas de Deus! Fazei compreender aos homens que não é a fecundidade humana que torna o mundo pequeno, e sim as injustiças e a ambição desenfreada.







Ó Senhora Protetora dos Nascituros! Fazei valer a Vossa onipotência suplicante diante do trono do divino Salvador, a quem protegestes contra a perseguição de Herodes, fugindo para o Egito.







Finalmente Vos pedimos, Senhora: multiplicai os apóstolos da vida como as estrelas do céu e as areias das praias, para que os partidários do aborto e as mães e pais indignos deste nome, se sintam confundidos e humilhados, e, reconhecendo a sua crueldade, se voltem para Deus, fonte da vida. Fazei que, quanto antes, seja proclamada a vitória da vida sobre a morte e o sorriso das crianças seja a alegria de todos os lares.







Isto Vos pedimos por Cristo Nosso Senhor. Amém.(Com aprovação eclesiástica)






















“Fui abortada, por isso defendo a vida em qualquer circunstância”







“Minha mãe me abortou e nasci viva com 6 meses. Fui abandonada

no hospital e sou grata a Deus por minha vida.”

Massiel Moreno, sobrevivente de um aborto







“Se fala dos direitos das mulheres, do direito de escolha sobre o seu corpo. Porém quem defendeu os meus direitos? Quem me protegeu e impediu que me machucassem?”, questionou Massiel Moreno, sobrevivente de um aborto, à Comissão de Saúde do Senado do Chile, em razão de um projeto de lei de legalização do aborto.















“Minha mãe me abortou porém nasci viva”







Massiel nasceu durante um aborto que falhou. Ela tinha 6 meses de vida intrauterina e, ao sair do ventre de sua mãe biológica, pesava 1,700 gramas e media 36 centímetros. Até hoje Massiel sofre seqüelas causadas pelo aborto – dentre as quais uma paralisia cerebral que afeta a capacidade psicomotora, a psicomotricidade fina e o movimento.







Como conseqüência do aborto, ela precisou ficar meses numa incubadora no hospital. Apesar dos péssimos diagnósticos de quando era bebê, um casal que não podia ter filhos a adotou. Massiel teve de passar por múltiplas cirurgias e por 18 anos precisou freqüentar o centro de reabilitação Teletón.







Mesmo com tantas limitações, ela queria estudar e se formar. Ela realizou esse sonho em 2012, quando conseguiu o seu diploma de jornalista.







“Eu, que fui abortada, estava trazendo outra vida ao mundo”







Depois disso, ela se casou e engravidou – os médicos disseram que a gravidez agravaria a sua deficiência e que seria muito difícil – mas os prognósticos médicos nunca se cumpriram e hoje ela é mãe de uma menina perfeita e saudável.







Em agosto de 2016, Massiel fez um discurso aos parlamentares chilenos e afirmou: “O aborto é o sentimento mais egoísta que um ser humano pode ter. Eu nasci como sou por causa de um aborto, mas apesar disso, eu amo a minha vida tal como é. [Se não tivesse sido abortada] quem sabe eu tivesse tido uma vida mais fácil e com menos dores, desfrutando da minha filha de outra maneira. Fui privada de muitas coisas por causa do aborto.”







“Lamento pela minha mãe biológica, imagino que ela deve sofrer pelo que passou comigo. Quem dera eu lhe pudesse dizer que não sofra porque eu sou muito feliz.”







Ela questionou os legisladores: “Se fala dos direitos das mulheres, do direito de escolha sobre o seu corpo. Porém quem defendeu os meus direitos? Quem me protegeu e impediu que me machucassem? Minha mãe adotiva é extraordinária, minha família é o meu maior tesouro e defendo a vida em todas as circunstâncias. Sou totalmente contra o aborto porque todo ser humano tem direito a viver o que lhe cabe viver, por terrível que seja.”







E completou: “Deste ato de morte, saiu a vida; e essa vida se expandiu, floresceu e agora eu pude dar a vida. Sou uma pessoa agradecida a Deus e a vida. Eu sou amada e posso amar. Não peço mais nada. Só que vocês, senhores legisladores, não aprovem uma lei que vai impedir que nasçam bebês que têm direito a nascer. Me chamo Massiel Moreno e sou sobrevivente de um aborto.”







Fonte: https://contraoaborto.wordpress.com





























































Dom Adair José Guimarães, Bispo de Mozarlândia – Go
















NOTA PÚBLICA SOBRE A LEGALIZAÇÃO DO ABORTO NO BRASIL



















Está em vias de ser julgada no Supremo Tribunal Federal a Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) nº 442 que, em suma, poderá abrir nosso país à prática do aborto. Nesse momento delicado, entendemos por bem vir a público expressar nossa preocupação com o julgamento mencionado.



















Já desde há muito tempo, poderosos organismos internacionais tentam legalizar o aborto no Brasil, tentativas essas que sempre fracassaram dada a heróica resistência de nosso povo, cuja maioria esmagadora é contrária à prática desse ato. O Congresso Nacional, casa em que os anseios verdadeiros do povo brasileiro encontram o devido acatamento, tem rejeitado qualquer alteração legislativa que vise a legalizar a prática do aborto ou mesmo a ampliar as possibilidades de que ele venha a ser praticado sem punição na esfera criminal. Trata-se de uma decisão política de um Poder da República e não de uma omissão de nossos legisladores.



















O povo brasileiro e as instituições democráticas precisam ser alertados de que o que está em curso no Supremo Tribunal Federal nada mais é do que uma tentativa espúria de dobrar o Poder Legislativo (cujos membros são eleitos pelo povo) ao Poder Judiciário (cuja cúpula representada pelo Supremo Tribunal Federal foi toda ela indicada pelos últimos presidentes da República). De fato, em países nos quais a consciência cristã já foi enfraquecida pelo laicismo e pelo individualismo, a tática destes grupos de pressão tem sido a de recorrer a plebiscitos e fazer o aborto triunfar pela manifestação direta da população (como recentemente aconteceu com a Irlanda). Já no Brasil, onde a fé cristã em suas vertentes católica e protestante ainda é parte importante da vida da quase totalidade da população, o que se tenta é conseguir, via Poder Judiciário, aquilo que jamais se conseguiria pela votação direita ou mesmo por meio de leis democraticamente aprovadas.



















Devemos lembrar que o Supremo Tribunal Federal é apenas o guardião máximo das leis e da Constituição Federal. Caso julgue procedente a ADPF nº 442, os onze Ministros de nossa corte maior estarão atribuindo a si mesmos um papel que não lhes cabe: o de senhores das instituições, funcionando como agentes de crises e fomentadores de uma ruptura institucional que parece cada vez mais inevitável. Rogamos, assim, a Deus, por intermédio da Virgem de Aparecida, Rainha e Padroeira do Brasil, para que ilumine os Ministros do Supremo Tribunal Federal, dando-lhes a consciência da gravidade da situação atual, encorajando-os a que se limitem ao seu papel institucional.



















E rogamos a todos os católicos sob nosso cuidado pastoral a que se ergam em defesa da vida, seja privadamente com orações, seja fazendo ouvir suas vozes publicamente de modo a evitar que o mal do aborto venha a ser permitido em terras brasileiras.































Mozarlândia – Go, aos 20 dias de junho de 2018







Dom Adair José Guimarães Bispo Diocesano










Copa dos Imundos







Aos leitores dessas próximas linhas encabeçadas por esse título provocativo, proponho uma reflexão séria e sincera, diante do grandíssimo perigo que o Brasil está enfrentando nos atuais dias.







Enquanto a Copa do Mundo de futebol é assistida por milhões de pessoas em todo mundo, é preciso dizer que a assim denominada ‘Copa dos imundos’ iniciou-se no mesmo país que sedia essa competição internacional.







A Rússia foi a primeira nação do mundo que sucumbiu às garras dos imundos propagadores do aborto pelo mundo. Logo a seguir da Revolução bolchevista-marxista, em 1917, a ditadura instaurada por Lenin e seus companheiros comunistas aprovou, em 1920, esse crime hediondo contra a vida dos bebês, que é um imenso e verdadeiro genocídio que se alastra pelos séculos 20-21.







Com a promoção e a realização dessa ‘Copa dos Imundos’, de matriz ateia, em outros países vários legisladores, juristas, médicos, advogados, sociólogos, diversas fundações internacionais e ONGs formaram equipes identificadas por cores bem significativas nas suas camisas: a preta do ódio à maternidade, a roxa da aversão aos valores da vida, a vermelha do sangue dos bebês abortados e a cinza da indiferença diante do sofrimento das mulheres forçadas a fazer esse crime. O mais dramático e ofensivo desse campeonato imundo é que nenhuma dessas equipes quer levantar a taça da vitória sozinha, mas todas elas pretendem ser vencedoras desse cruel torneio de morte dos inocentes.







Com essa Copa cruel se pretende instaurar a cultura da morte, na qual tudo vale a pena, desde que crianças indefesas sejam mortas dentro do ventre de suas mães. Mães que são abandonadas, não só pelos homens que a engravidaram, mas também por instituições de saúde, por médicos eticamente mal formados e, infelizmente, pelas suas famílias e por pessoas amigas, nas horas mais difíceis de suas vidas, que são as horas de decisão sobre como levar adiante a vida de um filho recém concebido, o que fazer para cuidá-lo, sobretudo quando vem com alguma doença incurável, como alimentá-lo, como inserí-lo num mundo culturalmente a favor do seu assassinato.







Infelizmente, muito dinheiro ensangüentado circula pelo mundo para que governos, tribunais internacionais, congressos médicos, conferências em vários países, ONGs com nomes disfarçados, como a poderosa ONG com Direito de Decidir (FreeChoice) e as mídias comprometidas com essa cultura da morte, julguem, encontrem falsos argumentos científicos, e terminem promovendo essa ‘Copa dos Imundos’.







Antes da Copa do Mundo de futebol começar, no dia 14 de junho de 2018, na capital da Argentina as ‘torcedoras do aborto’ comemoravam, com alegria e bandeiras azuis, a vitória apertada, por apenas quatro votos a mais, a aprovação, na Câmara Federal dos deputados, a lei do aborto em todo esse país sul-americano.







Depois de dois dias a equipe bicampeã da Copa de futebol, a Argentina, que tem um dos melhores jogadores do mundo, Leonel Messi, empatava com a Islândia, país nórdico, com pouca tradição futebolística no cenário internacional. Muitos argentinos e argentinas choravam em Buenos Aires por esse pífio resultado, que pode comprometer o tricampeonato para esse país, onde se valoriza mais uma bola vitoriosa dentro da rede adversária do que um bebê dentro do ventre materno.







No Brasil, mulheres e homens que participam dessa ‘Copa dos Imundos’ projetam macular, no próximo 22 de junho, com suas presenças agressivas, a Igreja da Candelária, um lugar de oração e de silêncio no centro do Rio de Janeiro, além de ser um dos patrimônios culturais da Cidade Maravilhosa, com gritos e pichações a favor do aborto, ofensas à Igreja Católica e frases depreciativas sobre a maternidade, dizendo que as mulheres são donas exclusivas do seu útero, agindo da mesma maneira como se comportaram há anos atrás diante de um lugar sagrado, a Catedral de Buenos Aires, ofendendo os jovens, que deram um abraço a essa igreja, com palavras de baixo calão, mostrando seus seios desnudos e fazendo gestos despudorados.







Num outro campo onde se joga bastante essa ‘Copa dos Imundos’, há um time misto com nove homens e duas mulheres, treinados por um partido, o PSOL, que tem no seu programapartidário a mesma genética abortista dos bolchevistas russos de 1920. É muito triste assistir a um jogo no qual já se sabe, previamente, o resultado, que é favorável à constitucionalidade do aborto, uma vez que, nas audiências públicas programadas para o início de agosto no Supremo Tribunal Federal, a grande maioria das pessoas e instituições, que terão voz dentro delas, são publicamente conhecidas como promotoras do aborto no Brasil.







O que mais chama a atenção nessas equipes favoráveis à vitória do aborto sobre a vida é a discrepância do tempo, já que na Argentina querem liberar o aborto até os três meses e duas semanas, e no Supremo Tribunal Federal se vai acolher a ADPF 442, impetrada pelo PSOL, até os três meses de idade do feto.







O que acontece nesse intervalo de duas semanas ninguém é capaz de explicar, pois no Brasil não se é pessoa humana ate a décima segunda semana, enquanto que na Argentina não se é pessoa humana até a décima quarta semana. Parece que os juízes brasileiros e os legisladores argentinos, discordando sobre estas duas semanas, estão favorecendo o preconceito entre vizinhos, já que no Brasil se é uma pessoa com três meses e “nuestros hermanos argentinos” são mais retardados na sua humanização!







Esta ‘Copa dos Imundos’ tem que ter um fim no Brasil e no mundo!







Mas como finalizar um processo mundial mantido com muito dinheiro sanguinolento e com organismos internacionais tão poderosos favoráveis à legalização e normalização do aborto em todos os países do mundo?







Ressuscitando em todos os brasileiros o valor e a beleza do patriotismo e da consciência de nação!







Parece que só na Copa do Mundo de futebol que os brasileiros gostam de vestir a camisa verde e amarela, de pintar seus rostos com essas mesmas cores, de ostentar com alegria a bandeira nacional, de apresentar uma nação unida em torno de um só objetivo, que é elevar o nome do Brasil como hexacampeão de futebol.







Quem é patriota de verdade no Brasil quer ver não só taças serem levantadas na final de uma Copa do Mundo, com a qual se poderá colocar mais uma estrela de campeão na camisa verde e amarela. Quem é patriota quer que os brasileiros e as brasileiras tenham a possibilidade de verem a luz brilhante dos olhos de mães que chegaram ao final de suas gestação sem a ameaça de abortarem seus filhos; querem levantar a taça da cultura da vida, conquistada graças aos esforços feitos em equipe, onde “jogando” com amor à pátria, a de hoje e a do futuro, “suportando” os pontapés e agressões dos antipatriotas- abortistas, sabem vencer o ódio deles com o respeito sagrado ao direito inviolável à vida, cláusula pétrea da Constituição “cidadã” de 1988.







Não é por acaso que o Hino Nacional brasileiro, que se canta com a mão direita sobre o coração, tenha como estribilho presente a referência à maternidade e à filiação:







Dos filhos deste solo és Mãe gentil







Pátria amada







Brasil!







O Hino Nacional também exorta aos verdadeiros patriotas que não fujam à luta contra tudo e contra todos que querem matar futuros cidadãos brasileiros no seio materno, e deixarem mulheres, as grandes e melhores agentes de humanização de uma nação, sofrendo doenças psicológicas e arriscando suas vidas nessas operações de aborto.







Ao lado do patriotismo, encontra-se a própria cultura brasileira enraizada no primeiro ato público em favor da vida, que foi realizado no dia 26 de abril de 1500. Uma missa celebrada pelo frei Henrique de Coimbra, digno filho de São Francisco de Assis, num domingo, na Praia da Coroa Vermelha, no litoral da Bahia. Nesse dia e ano plantou-se em terras brasileiras a semente dos valores que criaram uma nação brasileira aberta ao acolhimento de todas as raças, cores, condições sociais, culturas e religiões. A Eucaristia celebrada às margens do Oceano Atlântico introduziu na Terra de Santa Cruz o fruto mais imediato da Crucifixão e Morte de Cristo no Calvário há mais de 2000 anos: a comunhão da Humanidade com Deus e a comunhão dos homens entre si, como irmãos dessa família divina, que é constituída por todos os povos.







A cultura brasileira é uma cultura a favor da vida e não da morte, e além das estatísticas evidenciarem essa natureza cultural do brasileiro – aproximadamente 80% dos brasileiros são contra o aborto –, é bom recordar essa realidade aos 11 ministros do STF, que ganhariam mais tempo para julgarem causas realmente mais favoráveis ao bem do Brasil. A nossa nação só será uma nova nação quando se abrirem “as portas” dos corações das brasileiras grávidas, para que por aí passem futuros construtores da civilização do amor e da paz.







Como a primeira missa na Terra da Santa Cruz, depois batizada com o nome Brasil, foi rezada por um filho espiritual de São Francisco de Assis, o santo que soube louvar a Vida do planeta Terra, encerremos essa reflexão séria e sincera sobre como uma nova estratégia dará à cultura da vida mais uma vitória sobre a cultura da morte.







A estratégia da Oração de São Francisco: “Onde houver ódio, que eu leve amor; onde houver ofensa, que eu leve o perdão; onde houver discórdia, que eu leve a união; onde houver dúvidas, que eu leve a fé; onde houver erros, que eu leve a verdade; onde houver desespero, que eu leve a esperança; onde houver tristeza, que eu leve a alegria; onde houver trevas, que eu leve a luz”.









Autor







Dom Antonio Augusto Dias Duarte







Bispo Auxiliar do Rio de Janeiro
















CASA PRÓ-VIDA MÃE IMACULADA















“Sê forte e corajoso” Josué 1-9, esse será o tema do III retiro “Chamado a Ser Homem” realizado anualmente pela Casa Pró-Vida Mãe Imaculada. Neste ano, o convidado especial é o Tiba Camargo, presidente do movimento Juntos Pela Vida. O evento traz palestras e pregações sobre a identidade masculina, com missa celebrada pelo Padre Silvio Roberto, MIC, diretor da Casa Pró-Vida.







Será realizado o dia 19 de agosto de 2018, informações e inscrições pelo site: www.casaprovidami.com.br




























Por que celebramos

a morte de nossos próprios filhos?







Como explicar tantas pessoas comemorando o que, por qualquer um minimamente consciente da verdade do aborto, seria de se chorar e lamentar?







Depois de o aborto ser legalizado por referendo na Irlanda, na última semana foi a vez da Argentina. Com a diferença de que, aqui, na América Latina, o aborto foi aprovado pelos deputados (falta ainda a ratificação do Senado). Em ambos os casos, no entanto, as mesmas cenas se repetiram: inúmeras mulheres nas ruas celebrando a futura morte dos próprios filhos.







A razão de ser desta matéria é, mais do que qualquer outra coisa, comentar essa estranha reação.







Poderíamos falar aqui do número de abortos que — ao contrário do que a mídia mentirosamente propaga — certamente aumentará na Argentina, assim comoaumentou no Uruguai e em inúmeros outros países onde o aborto foi despenalizado. (Isso, é claro, se o projeto passar também no Senado, como já dito.) Poderíamos desenvolver toda uma argumentação respondendo, uma a uma, as farsas relacionadas com a legalização do aborto. Poderíamos falar, ainda, da principal organização por trás dessa ação na Argentina, que não, não é o movimento feminista, mas sim o Fundo Monetário Internacional.







Mas o impacto de um punhado de jovens mulheres festejando a descriminação do aborto é forte demais para que falemos de outra coisa. Como explicar tantas pessoas comemorando o que, por qualquer pessoa minimamente consciente da verdade do aborto, seria de se chorar e lamentar? O que explica uma geração — a nossa, no caso — que faz festa com a autorização para seres humanos inocentes serem assassinados no ventre de suas mães?







Procuramos fornecer uma espécie de resposta a essa pergunta quando comentamos o caso da legalização do aborto na Irlanda. A grande razão para comemorações como essa deve ser procurada em um obscurecimento — quando não em uma completa negação — do direito natural. O que é errado não pode tornar-se certo, o que é mau não pode tornar-se bom por força de lei. As pessoas só chegam a celebrar o mal, portanto, se antes o relativizaram.







O Papa São João Paulo II havia notado esse mesmo problema quando escreveu, 23 anos atrás, que:







Dentre todos os crimes que o homem pode realizar contra a vida, o aborto provocado apresenta características que o tornam particularmente grave e abjurável.




[…] Mas hoje a percepção da sua gravidade vai-se obscurecendo progressivamente em muitas consciências. A aceitação do aborto na mentalidade, nos costumes e na própria lei, é sinal eloqüente de uma perigosíssima crise do sentido moral que se torna cada vez mais incapaz de distinguir o bem do mal, mesmo quando está em jogo o direito fundamental à vida. Diante de tão grave situação, impõe-se mais que nunca a coragem de olhar frontalmente a verdade e chamar as coisas pelo seu nome, sem ceder a compromissos com o que nos é mais cômodo, nem à tentação de auto-engano. A propósito disto, ressoa categórica a censura do Profeta: “Ai dos que ao mal chamam bem, e ao bem, mal, que têm as trevas por luz e a luz por trevas” (Is 5, 20). Precisamente no caso do aborto, verifica-se a difusão de uma terminologia ambígua, como “interrupção da gravidez”, que tende a esconder a verdadeira natureza dele e a atenuar a sua gravidade na opinião pública. Talvez este fenômeno lingüístico seja já, em si mesmo, sintoma de um mal-estar das consciências. Mas nenhuma palavra basta para alterar a realidade das coisas: o aborto provocado é a morte deliberada e direta, independentemente da forma como venha realizada, de um ser humano na fase inicial da sua existência, que vai da concepção ao nascimento. [1]







Trocando em miúdos, as inúmeras pessoas que — tanto na Irlanda, quanto na Argentina — foram às ruas para manifestar a sua aprovação ao aborto, fizeram-no achando que estavam a celebrar um bem.















Com isso já é possível compreender o quão perigoso é dar às consciências o primado da razão, como se o ser humano pudesse autonomamente decidir o que é certo e o que é errado, sem referência a nenhuma moral objetiva. Contra essa idéia relativamente bem difundida (às vezes dentro da própria Igreja), cabe dizer: o que importa ao ser humano não é simplesmente “seguir a própria consciência”; antes, é necessário que nos preocupemos em formá-la da maneira correta, procurando adequá-la à realidade das coisas, sob o risco de que nos tornemos tiranetes, sonhando em “mudar o mundo” só para que ele caiba nas loucuras que nós mesmos inventamos.







Essas loucuras nossa época inventa para não ter de se confrontar com a verdade. À parte aquelas pessoas realmente enganadas por maus professores e pela manipulação midiática — cujo número não se pode subestimar —, o que boa parte dos que defendem a despenalização do aborto quer é uma “válvula de escape” para viver a vida como bem entende, sem enfrentar o incômodo de lidar com as conseqüências dos próprios atos.







Sim, porque — gostem ou não — a grande responsável por estarmos festejando a morte de nossos filhos chama-se “mentalidade contraceptiva”. O Papa São João Paulo II mesmo aludiu a ela quando afirmou, em relação ao crime do aborto, que “uma responsabilidade geral, mas não menos grave, cabe a todos aqueles que favoreceram a difusão de uma mentalidade de permissivismo sexual e de menosprezo pela maternidade” [2].







A grande responsável por estarmos festejando a morte de nossos filhos chama-se “mentalidade contraceptiva”.



















A nossa sociedade, antes de matar os filhos nos ventres de suas mães, mata-os na própria mente, em seus planos de vida, no modo como se relaciona sexualmente.







Filhos normalmente não são queridos, mas, quando o são, não devem passar de um ou dois. Pensar em filhos, para a nossa época, tão habituada a viver o sexo fora da família, é viver em pavor constante. Os homens não os querem de jeito nenhum, porque não querem responsabilidade; as mulheres entram na mesma onda e temem que a maternidade lhes roube a liberdade e a beleza física… Quando a criança já foi concebida, então, o que resta à nossa sociedade irresponsável, senão pedir às autoridades que risquem da lei penal o crime do aborto — como fizeram na Irlanda, estão fazendo na Argentina e alguns ministros do STF não vêem a hora de fazer também no Brasil?







Os países que legalizaram o aborto comprovam: quando essa prática é descriminada, o seu número não diminui; pelo contrário, transforma-se em método “contraceptivo” — com a diferença de que preservativos frustram a vida antes de ela existir; o aborto faz isso depois, ou seja, mata.







Quando um país decreta, portanto, que seus filhos podem ser mortos antes de nascer, muito antes está a idéia — menos grave, sim, mas nem por isso inofensiva — de que seus filhos podem ser mortos antes de ser concebidos. Essa mentalidade é a primeira inimiga da vida intrauterina e, a longo prazo, a única maneira de recuperar nossa civilização é mudando completamente a cultura antinatalista em que estamos imersos.







Até lá, todo e qualquer remédio será sempre paliativo. Até lá, ainda assistiremos a muitas pessoas, tragicamente, comemorando a futura morte dos próprios filhos.







Referências







Papa S. João Paulo II, Carta Encíclica Evangelium Vitae (25 de março de 1995), n. 58.







Id., n. 59.







Equipe ChristoNihil Praeponere (https://padrepauloricardo.org)
























































quarta-feira, 27 de junho de 2018

Informativo AMI 7/2017



“O Anjo apontando com a mão direita para a terra, com voz forte disse: Penitência, Penitência, Penitência!”

TERCEIRA APARIÇÃO DE NOSSA SENHORA DE FÁTIMA









PALAVRA DE DEUS (Mt 13,44-52)
"O Reino dos céus é também semelhante a um tesouro escondido num campo. Um homem o encontra, mas o esconde de novo. E, cheio de alegria, vai, vende tudo o que tem para comprar aquele campo. O Reino dos céus é ainda semelhante a um negociante que procura pérolas preciosas. Encontrando uma de grande valor, vai, vende tudo o que possui e a compra. O Reino dos céus é semelhante ainda a uma rede que, jogada ao mar, recolhe peixes de toda espécie. Quando está repleta, os pescadores puxam-na para a praia, sentam-se e separam nos cestos o que é bom e jogam fora o que não presta. Assim será no fim do mundo: os anjos virão separar os maus do meio dos justos e os arrojarão na fornalha, onde haverá choro e ranger de dentes. Compreendestes tudo isto? Sim, Senhor, responderam eles. Por isso, todo escriba instruído nas coisas do Reino dos céus é comparado a um pai de família que tira de seu tesouro coisas novas e velhas." 
BÍBLIA AVE-MARIA



COMENTÁRIOS DE SÃO GREGÓRIO (da CATENA ÁUREA de SÃO TOMÁS DE AQUINO)

Ou de outra maneira, o tesouro escondido no campo significa o desejo do céu, e o campo em que se esconde o tesouro é o ensinamento do estudo das coisas divinas: “Este tesouro, quando o encontra o homem, o esconde”, é dizer, a fim de conservá-lo; porque não basta guardar o desejo das coisas celestiais e defendê-lo dos espíritos malignos, mas é preciso ainda despojá-lo de toda glória humana. Porque esta vida é como que o caminho que nos conduz à pátria, e os espíritos malignos, a maneira de certos ladrões, estão continuamente acercando nosso caminho, e desejam despojar aos que levam publicamente pelo caminho esse tesouro. E vos digo isto não com o fim de que nossos próximos não vejam nossas boas obras, mas a fim de que não busquemos as glórias exteriores em nossas boas obras. E o reino dos céus é semelhante às coisas da terra no sentido de que a alma deve elevar-se das coisas conhecidas às desconhecidas, e do amor das coisas visíveis até as invisíveis. Segue: “E por causa da alegria”. Compra sem dúvida o campo depois de haver vendido tudo o possui aquele que renunciando aos prazeres da carne deixa debaixo de seus pés todos seus desejos terrenos por guardar as leis divinas.

“Assim também é semelhante ao reino dos céus um homem negociante que busca boas pérolas, e havendo encontrado uma de grande valor, foi, vendeu tudo que tinha e a comprou”
Ou também se entende por boa pérola a doçura da vida do céu, por cuja possessão UEM a encontra vende tudo o que tem. Porque o que conheceu uma vez perfeitamente, no quanto é possível, a doçura da vida do céu, abandona com gosto tudo o que antes havia amado sobre a terra, torna sem beleza quanto lhe agradava a seus olhos, e só brilha em sua alma a claridade da pérola preciosa.


Ou de outra maneira, se compara a Santa Igreja a uma rêde porque foi entregue a uns pescadores, e todos mediante ela são arrastados das ondas da vida presente ao reino eterno, a fim de que não pereçam submergidos no abismo da morte eterna. Esta Igreja reúne toda classe de peixes, porque chama para perdoá-los a todos os homens, aos sábios e aos insensatos, aos livres e aos escravos, aos ricos e aos pobres, aos fortes e aos débeis. Estará completamente cheia a rêde, isto é, a Igreja, quando no fim dos tempos estiver terminado o destino do gênero humano. Por isso segue: “A qual, quando está cheia”, etc., porque assim como o mar representa o mundo, assim também a margem do mar figura o fim do mundo, e é neste momento quando são guardados em vasilhas os bons e os maus são jogados fora. É dizer, os escolhidos serão recebidos nos tabernáculos eternos, e os maus, depois de haver perdido a luz que iluminava o interior do reino, serão levados às trevas exteriores, porque agora contêm a rêde da fé igualmente, como a mesclados peixes, a todos os maus e bons. Mas logo na margem se verá os que estavam dentro da rêde da Igreja.
Mas tudo isto é melhor para temer que para expor; porque com o objetivo de que nada pode alegar a desculpa de que ignorava esta doutrina, apoiando-se na escuridão dos suplícios eternos, o Senhor disse sem rodeios os tormentos que experimentarão os pecadores.

Se por coisas novas e velhas se entende, como querem alguns, os dois Testamentos, é preciso negar que foi douto Abraão, quem, ainda que tenha conhecido os feitos do Novo e Antigo Testamento, entretanto, não pôde expressá-lo. Tampouco podemos comparar a Moisés como douto pai de família, porque ainda que tenha ensinado o Antigo Testamento, nada disse do Novo. Mas as palavras do Senhor devem aplicar-se não a eles, mas aos que pertenceram à Igreja. Estes tiram de seu tesouro coisas novas e antigas quando por seus costumes suas palavras pregam os dois Testamentos.


cn



RETIRO PE. ROBERTO CHAMI 19-20/8
Pe. Roberto Medeiros Santuário São Miguel Arcanjo de Bandeirantes Início: 8:30 Local: Chácara da Ami – Chami R. Vereador Wadislau Bugalski Almirante Tamandaré /PR Curados e Libertos - “ Porque Para Deus Nenhuma Coisa é Impossível.” Lc 1,37 VENDA ALMOÇO E LANCHE NO LOCAL 19 e 20 de Agosto Informações: 3657-4285 / 3085-4330 E-mail: ami.sede@bol.com.br



TERCEIRA APARIÇÃO DE NOSSA SENHORA DE FÁTIMA – 13/7/1917
Dando continuidade às matérias dos dois últimos informativos, passamos a relatar a aparição de julho conforme descrita pela própria Irma Lúcia, que foi uma das três crianças que viu a santíssima virgem Maria:

Momentos depois de termos chegado à Cova de Iria, junto da carrasqueira, entre numerosa multidão de povo, estando a rezar o terço, vimos o reflexo da costumada luz e, em seguida, Nossa Senhora sobre a carrasqueira.
– Vossemecê que me quer? – perguntei.
– Quero que venham aqui no dia 13 do mês que vem, que continuem a rezar o terço todos os dias, em honra de Nossa Senhora do Rosário, para obter a paz do mundo e o fim da guerra, porque só Ela lhes poderá valer.
– Queria pedir-Lhe para nos dizer Quem é, para fazer um milagre com que todos acreditem que Vossemecê nos aparece.
– Continuem a vir aqui todos os meses. Em Outubro direi Quem sou, o que quero e farei um milagre que todos hão-de ver, para acreditar.
[– Tenho aqui um pedido se Vossemecê converte uma mulher do Pedrógão e uma da Fátima e se melhora um menino da Moita.
Nossa Senhora disse que era preciso rezarem o terço para alcançarem as graças durante o ano.]
E continuou:
– Sacrificai-vos pelos pecadores e dizei muitas vezes, em especial sempre que fizerdes algum sacrifício: Ó Jesus, é por Vosso amor, pela conversão dos pecadores e em reparação pelos pecados cometidos contra o Imaculado Coração de Maria. Ao dizer estas últimas palavras, abriu de novo as mãos, como nos dois meses passados. O reflexo pareceu penetrar a terra e vimos como que um mar de fogo. Mergulhados em esse fogo, os demónios e as almas, como se fossem brasas transparentes e negras ou bronzeadas, com forma humana, que flutuavam no incêndio, levadas pelas chamas que delas mesmas saíam juntamente com nuvens de fumo, caindo para todos os lados, semelhante ao cair das faúlhas em os grandes (incêndios), sem peso nem equilíbrio, entre gritos e gemidos de dor e desespero que horrorizava e fazia estremecer de pavor (deveu ser ao deparar-me com esta vista que dei esse ai! que dizem ter-me ouvido). Os demónios distinguiam-se por formas horríveis e asquerosas de animais espantosos e desconhecidos, mas transparentes como negros carvões em brasa.
dnferno

Esta vista foi um momento, e graças à nossa bôa Mãe do Céu; que antes nos tinha prevenido com a promessa de nos levar para o Céu (na primeira aparição) se assim não fosse, creio que teríamos morrido de susto e pavor.

Resultado de imagem para Senhora um pouco mais alto um Anjo com uma espada de fogo
Santa Jacinta, Lúcia e São Francisco Marto após a visão do inferno.

Assustados e como que a pedir socorro, levantámos a vista para Nossa Senhora que nos disse, com bondade e tristeza:
– Vistes o inferno, para onde vão as almas dos pobres pecadores; para as salvar, Deus quer estabelecer no mundo a devoção a Meu Imaculado Coração. Se fizerem o que Eu vos disser, salvar-se-ão muitas almas e terão paz. A guerra vai acabar. Mas, se não deixarem de ofender a Deus, no reinado de Pio XI começará outra pior.1 Quando virdes uma noite alumiada por uma luz desconhecida2, sabei que é o grande sinal que Deus vos dá de que vai a punir o mundo de seus crimes, por meio da guerra, da fome e de perseguições à Igreja e ao Santo Padre. Para a impedir, virei pedir a consagração da Rússia a Meu Imaculado Coração3 e a Comunhão reparadora nos primeiros sábados. Se atenderem a Meus pedidos, a Rússia se converterá e terão paz; se não, espalhará seus erros pelo mundo, promovendo guerras e perseguições à Igreja4. Os bons serão martirizados, o Santo Padre terá muito que sofrer, várias nações serão aniquiladas. Por fim, o Meu Imaculado Coração triunfará. O Santo Padre consagrar-Me-á a Rússia que se converterá e será concedido ao mundo algum tempo de paz. Em Portugal se conservará sempre o dogma da Fé. {Depois das duas partes que já expus, vimos ao lado esquerdo de Nossa Senhora um pouco mais alto um Anjo com uma espada de fogo em a mão esquerda; ao cintilar, despedia chamas que parecia iam incendiar o mundo; mas apagavam-se com o contacto do brilho que da mão direita expedia Nossa Senhora ao seu encontro: O Anjo apontando com a mão direita para a terra, com voz forte disse: "Penitência, Penitência, Penitência!"
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E vimos numa luz imensa que é Deus algo semelhante a como se vêem as pessoas num espelho quando lhe passam por diante um Bispo vestido de Branco; tivemos o pressentimento de que era o Santo Padre.
Vários outros Bispos Sacerdotes, religiosos e religiosas subir uma escabrosa montanha, no cimo da qual estava uma grande Cruz de troncos toscos como se fora de sobreiro com a casca; o Santo Padre, antes de chegar aí, atravessou uma grande cidade meia em ruínas, e meio trémulo, com andar vacilante, acabrunhado de dor e pena, ia orando pelas almas dos cadáveres que encontrava pelo caminho; chegado ao cimo do monte, prostrado de joelhos aos pés da grande Cruz, foi morto por um grupo de soldados que lhe dispararam vários tiros e setas, e assim mesmo foram morrendo uns trás outros os Bispos, Sacerdotes, religiosos e religiosas e várias pessoas seculares, cavalheiros e senhoras de várias classes e posições. Sob os dois braços da Cruz estavam dois Anjos cada um com um regador de cristal em a mão, neles recolhiam o sangue dos Mártires e com ele regavam as almas que se aproximavam de Deus.}Isto não o digais a ninguém. Ao Francisco, sim, podeis dizê-lo. Quando rezais o terço, dizei, depois de cada mistério: Ó meu Jesus, perdoai-nos, livrai-nos do fogo do inferno; levai as alminhas todas para o Céu, principalmente aquelas que mais precisarem. Seguiu-se um instante de silêncio e perguntei:
– Vossemecê não me quer mais nada?
– Não. Hoje não te quero mais nada.

Notas:
1) A 1ª guerra mundial acabou em 1918. Na época das aparições o papa era Bento XV. Nossa Senhora previu a vinda de Pio XI. Posteriormente Lúcia voltou a confirmar o nome do Papa Pio XI (pontificado de 1922 a 10-2-1939). À objeção de que o início da Segunda Guerra Mundial (1939-1945) teria sido no Pontificado de Pio XII, ela respondeu que a anexação da Áustria, em 1938, fora o verdadeiro início da guerra.
2) No dia 25 de janeiro de 1938 apareceu um grande sinal no céu observado em vários países da Europa (França, Inglaterra, Alemanha, Holanda, Espanha, Portugal). Foi documentado por diversos jornais (diário “ABC” de Madri, “ABC” de Sevilla, “Vanguardia” de Barcelona...). A revista “TIME” de 7 de fevereiro de 1938 registrou:
Em Portugal, multidões corriam aterrorizadas gritando: “O fim do mundo!”
Na França mentalizada na guerra, o grito era “C’est la guerre!” Na Áustria e outros países da Europa, aldeões ajoelhando-se faziam oraciões. Na Holanda, alegres celebrantes aclamavam as imensas cortinas de luz roxa, laranja, púrpura, verde, azul e branco que giravam e resplandecíam no céu norte como um augúrio feliz pelo nascimento da Princesa Juliana. Em Londres, que não havia visto aurora boreal desde a horrível noite em que um Zeppelin bombardeou durante a Guerra, alguém, pensando que o Castello de Windsor estava en chamas, chamou o Departamento de Bomberos de Windsor. As redes telefônicas européias em geral estiveram congestionadas por exaltados ou temerosos consultantes.
Cientistas da Universidade de Grenoble na Francia disseram que a Europa Ocidental não havia visto tal manifestaçõa desde o año 1709.
Na América do Norte as luzes foram visíveis tão distantes ao sul como Baltimore.

A respeito deste sinal, em 8-8-1941 Lúcia escreveu ao bispo de Leiria:
“Um dia fui a sua casa (de Jacinta), para estar um pouco com ela. Encontrei-a sentada na cama, muito pensativa.
– Jacinta, que estás a pensar?
– Na guerra que há-de vir. Há-de morrer tanta gente! E vai quase toda para o inferno! Hão-de ser arrasadas muitas casas e mortos muitos Padres. Olha: eu vou para o Céu. E tu, quando vires, de noite, essa luz que aquela Senhora disse que vem antes, foge para lá também
– Não vês que para o Céu não se pode fugir?
– É verdade! Não podes. Mas não tenhas medo! Eu, no Céu, hei-de pedir muito por ti, por o Santo Padre, por Portugal, para que a guerra não venha para cá (18), e por todos os Sacerdotes.
Ex.mo e Rev.mo Senhor Bispo! V. Ex.cia não ignora como, há alguns anos, Deus manifestou esse sinal que os astrónomos quiseram designar com o nome de aurora boreal. Não sei. Parece-me que, se examinarem bem, verão que não foi nem podia ser, da forma que se apresentou, tal aurora. Mas seja o que quiserem. Deus serviu-se disso para me fazer compreender que a Sua justiça estava prestes a descarregar o golpe sobre as nações culpadas e comecei, por isso, a pedir, com insistência, a Comunhão reparadora nos primeiros sábados e a consagração da Rússia. O meu fim era, não só conseguir misericórdia e perdão de todo o Mundo, mas, em especial, para a Europa. Deus, na Sua infinita misericórdia, foi-me fazendo sentir como esse terrível momento se aproximava, e V. Ex.cia Rev.ma não ignora como, nas ocasiões oportunas, o fui indicando. E digo ainda que a oração e penitência que se tem feito em Portugal não aplacou ainda a Divina Justiça, porque não tem sido acompanhada de contrição nem emenda. Espero que a Jacinta interceda por nós no Céu.
Já disse, nos apontamentos que enviei sobre o livro «Jacinta», que ela se impressionava muito com algumas coisas reveladas no segredo. Assim era a vista do inferno, a desgraça de tantas almas que para lá vão, a futura guerra, cujos horrores ela parecia ter presentes. Faziam-na estremecer de pavor. Quando a via muito pensativa, perguntava-lhe:
– Jacinta, em que pensas? E não poucas vezes me respondia:
– Nessa guerra que há-de vir, em tanta gente que há-de morrer e ir para o inferno. Que pena! Se deixassem de ofender a Deus, nem vinha a guerra, nem iam para o inferno!”

3) Este pedido foi feito em 13-6-1929. Irmã Lúcia descreve:
“Estando uma noite só, ajoelhei-me entre a balaustrada, no meio da capela, a rezar, prostrada, as Orações do Anjo. Sentindo-me cansada, ergui-me e continuei a rezá-las com os braços em cruz. A única luz era a da lâmpada. De repente iluminou-se toda a Capela com uma luz sobrenatural e sobre o Altar apareceu uma Cruz de luz que chegava até ao tecto. Em uma luz mais clara via-se, na parte superior da cruz, uma face de homem com corpo até à cinta, sobre o peito uma pomba também de luz e, pregado na cruz, o corpo de outro homem. Um pouco abaixo da cinta, suspenso no ar, via-se um cálix e uma hóstia grande, sobre a qual caíam algumas gotas de sangue que corriam pelas faces do Crucificado e duma ferida do peito. Escorregando pela Hóstia, essas gotas caíam dentro do Cálix. Sob o braço direito da cruz estava Nossa Senhora («era Nossa Senhora de Fátima com o Seu Imaculado Coração... na mão esquerda, ... sem espada, nem rosas, mas com uma Coroa de espinhos e chamas...»), com o Seu Imaculado Coração na mão... Sob o braço esquerdo, umas letras grandes, como se fossem de água cristalina que corresse para cima do Altar, formavam estas palavras: «Graça e Misericórdia». Compreendi que me era mostrado o mistério da Santíssima Trindade e recebi luzes sobre este mistério que não me é permitido revelar. Depois Nossa Senhora disse-me:
– É chegado o momento em que Deus pede para o Santo Padre fazer, em união com todos os Bispos do Mundo, a Consagração da Rússia ao Meu Imaculado Coração, prometendo salvá-la por este meio. São tantas as almas que a Justiça de Deus condena por pecados contra Mim cometidos que venho pedir reparação: sacrifica-te por esta intenção e ora.
Dei conta disto ao Confessor que me mandou escrever o que Nossa Senhora queria se fizesse. Mais tarde, por meio duma comunicação íntima, Nossa Senhora disse-me, queixando-se:
– Não quiseram atender ao Meu pedido!... Como o rei de França*, arrepender-se-ão e fá-la-ão, mas será tarde. A Rússia terá já espalhado os seus erros pelo mundo, provocando guerras, perseguições à igreja: O Santo Padre terá muito que sofrer.”

* Em 1689, um ano antes de morrer, Santa Margarida Maria tentou, por vários meios e iniciativas, fazer chegar ao «Rei Sol», Luís XIV da França, uma mensagem do Sagrado Coração de Jesus, com quatro pedidos: gravar o Sagrado Coração de Jesus nas bandeiras reais; construir um templo em Sua honra, onde devia receber as homenagens da Corte; o Rei deveria fazer a sua consagração ao Sagrado Coração; e deveria empenhar a sua autoridade perante a Santa Sé para obter uma missa em honra do Sagrado Coração de Jesus. No entanto, nada se conseguiu. Parece mesmo que esta mensagem nem sequer chegou ao conhecimento do Rei. Só um século mais tarde, a família real responderia, na medida do possível, a esta mensagem. Luís XVI, em 1792, concebe a ideia do seu voto ao Coração de Jesus, mas já só o realiza na prisão do Templo, prometendo cumprir, após a sua libertação, todos os pedidos comunicados por Santa Margarida Maria. Mas, para a Providência Divina, era já tarde: Luís XVI foi guilhotinado em 21 de Janeiro de 1793.




4) De fato, ainda em 1917, pouco depois das aparições, houve a revolução russa. A Rússia além de ser o primeiro país a se tornar comunista foi também o primeiro (em tempos modernos) a legalizar o assassinato de bebês em gestação pela prática abominável do aborto. O comunismo espalhado pelo mundo ocasionou a morte de cerca de cem milhões de pessoas, além da perseguição contra a Igreja. Também o aborto se difundiu pelo mundo matando uma quantidade incalculável de bebês inocentes e indefesos.




- Aparições de anjos – embora os anjos sejam seres espirituais, não corporais, Deus pode permitir que se manifestem visualmente.










NOTÍCIAS CURTAS
Dom José Mario Angonese, até então bispo auxiliar de Curitiba foi nomeado bispo de Uruguaiana. A missa de envio será no dia 6 de julho, 19h, santuário Nossa Senhora do Carmo. Nossa gratidão ao querido Dom José Mario que celebrou missas na CHAMI (chácara da AMI).
PROCISSÃO DE CORPUS CHRISTI EM CURITIBA reuniu cerca de 100.000 pessoas que seguiram Jesus eucarístico. Durante a procissão uma surpresa: uma pombinha branca pousa sobre o ombro de Dom José Peruzzo!

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JUBILEU DA RENOVAÇÃO CARISMÁTICA CATÓLICA
Este ano , nós que fazemos parte da RCC, estamos em festa comemorando os 50 anos do encontro que deu início a esta corrente de graças em nossa igreja. A Comunidade AMI esteve presente nas pessoas do Paulo Rodolfo e Maria Helena, junto com amigas da RCC. A peregrinação começou na Terra Santa , onde visitamos vários locais sagrados da história da nossa salvação. Tivemos muitos momentos especiais, como: as missas no Santo Sepulcro; a procissão das tochas e velas , testemunhando nossa fé nas ruas de Jerusalém e vigília na Basílica da Agonia com os Padres Reginaldo e Fábio de Melo ; e a visita ao Cenáculo, onde por providência , ficamos por último, só nós lá, e tivemos oportunidade de expressar nosso louvor, cânticos e oração do terço com toda liberdade, onde normalmente não é permitido manifestação religiosa em voz alta. Fizemos um verdadeiro grupo de oração e só após nos comunicaram sobre a proibição. Deus também nos proporcionou momentos de interação com os judeus, na visita do
Muro das Lamentações durante a festa judaica do Shavout , e com os mulcumanos na festa do primeiro dia do Ramadã.
O retiro em Jerusalém foi uma preparação para o ápice das comemorações que foi o encontro em Roma de 31/05 a 04/06 . Diversas palestras foram ministraras com expoentes da RCC mundial. Podemos destacar alguns momentos que tocaram nossos corações : - O Monsenhor Jonas nos emocionou , motivando a irmos sempre além; -O Frei Raniero Cantalamessa, pregador oficial dos Papas, contando sua experiência de batismo no Espírito desde 1977; - Os testemunhos de Ralph Martin , David Mangan e Patty Mansfield , presentes no encontro de Duquesne a 50 anos atrás; - O Papa Francisco presente no louvor em línguas no Circo Máximo, com mais de 50 mil pessoas de 128 países, e também de líderes de diversas denominações evangélicas , convidados pelo próprio Papa. O encontro foi oficialmente encerrado com a missa de Pentecostes na Praça São Pedro com o Papa Francisco. Foi um grande presente de Deus estar nesta "torrente de graças", que com certeza se extende também a nossos familiares, irmãos de comunidade, irmãos de fé, que levamos a todos os lugares em nossos corações. Obrigado Senhor!!!
Paulo Rodolfo e Maria Helena, comunidade ÂMI.
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San Gregorio, homiliae in Evangelia, 11
O de otra manera, la cosa antigua es el género humano pereciendo por su culpa en el suplicio eterno; y la nueva es el que vive en el reino después de convertido. Primeramente nos propuso como figura del reino el tesoro hallado y la perla preciosa. Después nos ha dicho las penas del infierno y el fuego que sufrirán los malvados, y por vía de conclusión añade: "Por eso el escriba sabio saca de su tesoro las cosas nuevas y antiguas", etc., como si dijera: Aquél es en la Santa Iglesia predicador sabio, que sabe sacar de la suavidad del reino las cosas nuevas, y decir por el terror del castigo las cosas antiguas, a fin de aterrar con los castigos a aquellos a quienes no convencen los premios.
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TESTEMUNHOS DO ESCAPULÁRIO de nossa senhora do carmo

É impressionante o fato narrado na vida de São João Maria Vianey (Santo confessor, com o dom da ciência).
Ele confessava uma moça. Entre outras perguntas, propôs o santo esta:
– Lembra-se de um baile, em que você esteve, no qual um rapaz muito elegente dançou com outras moças, menos com você fazendo-a sentir-se depreciada?
Imediatamente, ela respondeu sim a São João continuou:
– Lembra-se de que, ao se retirar do salão, ele parecia andar sobre chisoas azuis? Pois bem, aquele rapaz era o demônio, e não se apriximou porque você estava usando o escapulário. Feliz companhia de Nossa Senhora!
Outro fato interessante ocorreu en Winchester, na Inglaterra. Um homem chamado Walter se debatia em dolorosa agonia. Como ímpio que era, blasfemava horrivelmente dizendo:
– Não me falem em sacramento. Se há inferno, quero o inferno e o diabo. Que ele venha buscar a minha alma.
Os que assistiram a essa terrível cena chamaram São Simão Stock -grande devoto de Nossa Senhora do Carmo-
que, ao chegar ao local, ficou impressionado com o estado do homem.
Tomou, então, o seu escapulário, estendeu-o sobre o infermo e, abrindo os braços em cruz, pos se a rezar a Virgem, banhado de compaixão. Imediatamente:
– Quero me salvar; perdoo meus inimigos.
E, comovido, professou a fé e sue desjo de morrer como cristão; e recebeu os sacramentos com grande piedade,dizendo:
– O demônio tudo fez para me perder, mas o escapulário da Virgem me salvou.
Esta conversão tornou-se conhecida em toda região. Como diz São Germano, Nossa Senhora do Carmo é a condutora do poder invencível.
Portanto, o verdadeiro valor e sentido do escapulário está no que ele representa: a presença constante de Nossa Senhora na consciência e na vida de que ela se consagra.
Deus abençoe.
clube.cancaonova.com












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ORAÇÃO DO PAPA JOÃO PAULO II 
DE ENTREGA, DE CONFIANÇA E DE CONSAGRAÇÃO
 AO IMACULADO CORAÇÃO DE MARIA
Fátima, 13 de maio de 1982

“À vossa protecção nos acolhemos, Santa Mãe de Deus”!
Ao pronunciar estas palavras da antífona
com que a Igreja de Cristo
reza há séculos,
encontro-me hoje neste lugar
escolhido por Vós, ó Mãe,
e por Vós especialmente amado.
Estou aqui, unido com todos os Pastores da Igreja
por aquele vínculo particular,
pelo qual constituímos
um corpo e um colégio,
assim como Cristo quis os Apóstolos
em unidade com Pedro.
No vínculo desta unidade,
pronuncio as palavras deste Acto,
no qual desejo incluir, uma vez mais,
as esperanças e as angústias
da Igreja no mundo contemporâneo.
Há quarenta anos atrás,
e depois ainda passados dez anos,
o Vosso servo o 
Papa Pio XII,
tendo diante dos olhos
as dolorosas experiências da família humana,
confiou e consagrou
ao Vosso Coração Imaculado
todo o mundo
e especialmente os Povos
que eram objecto
particular do vosso amor
e da vossa solicitude.
Este mundo dos homens
e das nações
também eu o tenho diante dos olhos, hoje,
no momento em que desejo renovar
a entrega e a consagração
feita pelo meu Predecessor
na Sé de Pedro:
o mundo do Segundo Milénio
que está prestes a terminar,
o mundo contemporâneo,
o nosso mundo de hoje!
A Igreja,
lembrada das palavras do Senhor:
“Ide... e ensinai todas as nações... 
Eis que eu estou convosco todos os dias,
até ao fim do mundo” (Mt 28, 19-20),
no 
Concílio Vaticano II,
renovou a consciência
da sua missão neste mundo.
Por isso, ó Mãe dos homens e dos povos,
Vós que “conheceis todos os seus sofrimentos
e as suas esperanças”,
Vós que sentis maternamente todas as lutas
entre o bem e o mal,
entre a luz e as trevas,
que abalam o mundo contemporâneo,
acolhei o nosso clamor
que movidos pelo Espírito Santo,
elevamos directamente
ao Vosso Coração,
e abraçai com o amor da Mãe e da Serva
este nosso mundo humano, 
que Vos confiamos e consagramos,
cheios de inquietação pela sorte terrena
e eterna dos homens e dos povos.
De modo especial
Vos entregamos e consagramos
aqueles homens e aquelas nações,
que desta entrega e desta consagração
particularmente têm necessidade.
“À Vossa protecção
nos acolhemos Santa Mãe de Deus”!
Não desprezeis as nossas súplicas,
pois nos encontramos na provação
! 
Não desprezeis!
Acolhei a nossa humilde confiança
e a nossa entrega!
2. “Porque Deus amou de tal modo o mundo
que lhe deu o seu Filho unigénito,
para que todo aquele que n’Ele crer,
não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo. 3, 16). 
Precisamente este amor
fez com que o Filho de Deus
se tenha consagrado a si mesmo:
“Eu consagro-me por eles, 
para eles serem também consagrados
na verdade” (Ibid. 17, 19).
Em virtude desta consagração,
os discípulos de todos os tempos
são chamados 
a empenhar-se pela salvação do mundo,
a ajuntar alguma coisa
aos sofrimentos de Cristo
em benefício do Seu Corpo,
que é a Igreja (Cfr. 2Cor. 12, 15; Col 1, 24).
Diante de Vós,
Mãe de Cristo,
diante de Vosso Coração Imaculado,
desejo eu, hoje,
juntamente com toda a Igreja,
unir-me com o nosso Redentor 
nesta sua consagração pelo mundo e pelos homens,
a qual só no seu Coração divino
tem o poder de alcançar o perdão
e de conseguir a reparação.
A força desta consagração
permanece por todos os tempos
e abarca todos os homens,
os povos e as nações,
e supera todo o mal,
que o espírito das trevas
é capaz de despertar
no coração do homem e na sua história,
e que, de facto,
despertou nos nossos tempos.
A esta consagração do nosso Redentor,
mediante o serviço do sucessor de Pedro,
une-se a Igreja, Corpo místico de Cristo.
Oh! quão profundamente
sentimos a necessidade de consagração,
pela humanidade e pelo mundo:
para nosso mundo contemporâneo,
na unidade com o próprio Cristo!
Na realidade, a obra redentora de Cristo
deve ser participada pelo mundo
pela mediação da Igreja.
Oh! quanto nos penaliza,
portanto,
tudo aquilo que na Igreja
e em cada um de nós
se opõe à santidade e à consagração!
Quanto nos penaliza
que o convite à penitência,
à conversão, à oração,
não tenha encontrado aquele acolhimento que devia!
Quanto nos penaliza
que muitos participem
tão friamente 
na obra da Redenção de Cristo
!
Que tão insuficientemente
se complete na nossa carne
“aquilo que falta aos sofrimentos de Cristo!” (Col 1, 24).
Sejam benditas portanto,
todas as almas
que obedecem à chamada do Amor eterno!
Sejam benditos aqueles que,
dia após dia,
com generosidade inexaurível
acolhem o Vosso convite,
ó Mãe, para fazer aquilo que diz o Vosso Jesus (Cfr. Io 2, 5)
e dão à Igreja e ao mundo
um testemunho sereno de vida inspirada no Evangelho.
Sede bendita,
acima de todas as criaturas,
Vós, Serva do Senhor,
que mais plenamente obedeceis a este Divino apelo!
Sede louvada,
Vós que estais inteiramente unida
à consagração redentora do Vosso Filho!
Mãe da Igreja!
Iluminai o Povo de Deus
nos caminhos da fé, da esperança e da caridade!
Ajudai-nos a viver
com toda a verdade da consagração de Cristo
pela inteira família humana, no mundo contemporâneo.
3. Confiando-Vos, ó Mãe,
o mundo,
todos os homens e todos os povos,
nós Vos confiamos também
a própria consagração em favor do mundo
,
depositando-a no Vosso Coração materno.
Oh, Coração Imaculado!
Ajudai-nos a vencer a ameaça do mal
que tão facilmente se enraíza
nos corações dos homens de hoje e que,
nos seus efeitos incomensuráveis,
pesa já sobre a nossa época
e parece fechar os caminhos do futuro!
Da fome e da guerra, livrai-nos!
Da guerra nuclear, de uma autodestruição incalculável e de toda espécie de guerra, livrai-nos!
Dos pecados contra a vida do homem desde os seus primeiros instantes, livrai-nos!
Do ódio e do aviltamento da dignidade dos filhos de Deus, livrai-nos!
De todo o género de injustiça na vida social, nacional e internacional, livrai-nos!
Da facilidade em calcar aos pés os mandamentos de Deus, livrai-nos!
Dos pecados contra o Espírito Santo, livrai-nos, livrai-nos!
Acolhei, ó Mãe de Cristo,
este clamor carregado do sofrimento
de todos os homens!
Carregado do sofrimento de sociedades inteiras!
Que se revele,
uma vez mais, na história do mundo, 
a força infinita do Amor misericordioso!
Que ele detenha o mal!
Que ele transforme as consciências!
Que se manifeste para todos,
no Vosso Coração Imaculado,
a luz da Esperança!
Quero dirigir-vos ainda uma oração especial,
ó Mãe que conheceis as ansiedades e as preocupações dos vossos filhos.
Suplico-vos,
em imploração ardente e dorida
que interponhais a vossa intercessão pela paz no mundo,
pela paz entre os povos que,
em diversas partes,
contrastes de interesses nacionais e actos de prepotência injusta
opõem sangrentamente entre si.
Suplico-vos, em particular, que cessem as hostilidades que dividem já, há muitos dias, dois grandes Países nas águas do Atlântico meridional,causando dolorosas perdas de vidas humanas. Fazei com que se encontre finalmente uma solução justa e honrosa entre as duas Partes, não apenas pela controvérsia que as divide e ameaça com consequências imprevisíveis, mas também, e sobretudo para o restabelecimento entre elas da mais digna e mais profunda harmonia, como convém à sua História, à sua civilização e às suas tradições cristãs.
Que em breve a grave e preocupante controvérsia seja superada e concluída, de tal maneira que também se possa realizar felizmente a minha projectada viagem pastoral à Grã-Bretanha, para ser satisfeito não só o meu desejo pessoal, mas também o de todos aqueles que esperam ardentemente esta visita e que com tanto empenho e com todo o coração a têm vindo a preparar.
Fátima, 13 de Maio de 1982


SANTA ANA E SÃO JOAQUIM

Sant' Ana descendeu, pelo pai, da tribo de Leví, pela mãe, da de Benjamin. Vi alguns de seus avós carregarem a Arca da Aliança, mui piedosos e devotos e notei que receberam nessa ocasião raios do mistério, os quais se lhe referiam à descendência: Ana e Maria. Vi sempre muitos sacerdotes freqüentarem a casa paterna de Ana, como também a de Joaquim; dai o parentesco com Isabel e Zacarias. No ramo de Salomão havia diversas lacunas; os frutos, estavam mais separados, mas as figuras eram maiores e mais espirituais. As duas linhas tocaram-se várias vezes; três ou quatro membros, talvez, antes de Helí, se cruzaram, acabando afinal em cima, com a SS. Virgem Maria. Creio que nesses cruzamentos já vi principiar o sangue da SS. Virgem.” Os membros eliminados significam provavelmente ascendentes pecaminosos do Salvador. Se bem que Ele mesmo seja o "Santo dos Santos" e também tenha por Mãe uma Virgem Imaculada e por pai nutrício S. José, houve, todavia, pecadores e pecadoras entre os seus antepassados, por exemplo, o rei Salomão, Asa, Joram, Achaz, Manasses, Tamar e Betsabé; até duas pagãs: Racháb e Rut. Com certeza Jesus assim o permitiu, para manifestar a sua misericórdia e o seu amor para com os pecadores e também a intenção que tinha, de fazer participar da Redenção os gentios e conduzí-Ios à eterna bem-aventurança. Segundo as narrações de Anna Catharina Emmerich, eram os avós de Maria Santíssima piedosos Israelitas, que estavam em íntimas relações com os Essenos, os quais formavam uma espécie de ordem religiosa. "Vi os avós da SS.Virgem, conta Anna Catharina, gente extraordinariamente piedosa e simples, que alimentava secretamente o vivo desejo da vinda do Messias prometido. Vi-os levar uma vida mortificada; os casados muitas vezes fizeram a promessa de mútua continência durante certo tempo. Eram tão piedosos, tão cheios de amor a Deus, que os vi freqüentemente sozinhos no campo deserto, de dia e também de noite, clamando por Deus com um desejo tão veemente, que arrancavam as vestes do peito, como para deixar que Deus entrasse pelos raios do sol, ou como para saciar com o brilho da lua e das estrelas a sede que os devorava, do cumprimento da promissão.” Segundo Anna Catharina, chamava-se Emorun a avó de Sant'Ana e teve do matrimônio com Stolanus três filhas, uma das quais Isméria, foi mais tarde a mãe de Sant'Ana. Ana tinha uma irmã mais velha, chamada Sobe e uma mais moça, com o nome de Maharha e uma terceira, que era casada com um pastor. O pai de Ana, de nome Eliud, era da tribo de Leví, ao passo que a mãe pertencia à tribo de Benjamin. Ana nasceu em Belém, mas os pais foram depois viver em Seforis, perto de Nazaré. Após a morte de Isméria, Eliud morava no vale de Zabulon. Ali se encontraram Ana e Joaquim e travaram conhecimento. O pai de Joaquim, Matthat, era o segundo irmão de Jacó, pai de S. José. Joaquim, cujo nome legitimo era Helí, e José eram descendentes, pelo lado paterno, da estirpe real de Davi (1). Joaquim e Ana, depois de casados, levaram uma vida piedosa e benfazeja, primeiro em casa do pai, Eliud, depois em Nazaré. A filha mais velha recebeu o nome de Maria Helí; conheceram, porém, que esta não era a filha da promissão. Ana e Joaquim rezavam muitas vezes com grande devoção e davam muitas esmolas. Assim viveram 19 anos depois do nascimento da primeira filha, em contínuo desejo da filha prometida e em crescente tristeza. Além disso ainda eram insultados pelo povo. Quando um dia Joaquim quis oferecer um sacrifício no Templo, recusou-o o sacerdote, repreendendo-o por sua esterilidade. Joaquim, muito abatido, não voltou a Nazaré, mas viveu cinco semanas escondido, com os rebanhos, ao pé do monte Hermon. Com isso aumentou ainda a tristeza de Ana, que chorou e rezou muito. Um dia, quando rezava com grande aflição, eis que lhe apareceu um Anjo, anunciando-lhe que Deus lhe ouvira a oração. Mandou-a ir a Jerusalém, onde se encontraria com Joaquim na Porta Áurea. Na noite seguinte lhe apareceu de novo um Anjo, dizendo que conceberia uma filha santa; e escreveu o nome de Maria na parede. (1) José e Joaquim tinham a mesma avó. Depois da morte do primeiro marido. Matan, pai de Jacó, ela se casou com Leví. Dessa união nasceu Matthat, pai de Joaquim. Joaquim teve também a aparição de um Anjo; foi por isso ao Templo, ofereceu um sacrifício e recebeu nessa ocasião a bênção da promissão ou o santo da Arca da Aliança. (2) Ana e Joaquim encontraram-se na Porta Áurea, transbordando de alegria e felicidade. Ali, diz Catharina Emmerich, lhes veio aquela abundância da divina graça, pela qual Maria recebeu a existência, somente pela santa obediência e pelo puro amor de Deus, sem qualquer impureza dos pais.” Desse modo, após muitos anos de oração fervorosa, alcançou esse santo casal, Joaquim e Ana, aquela pureza e santidade, que os tomou aptos para receberem, sem o fomento da concupiscência, a santa filha, que foi escolhida por Deus para ser a Mãe do Redentor.





DEUS CASTIGA?

Será que Deus castiga os seus filhos? Não seria essa uma visão do Antigo Testamento e que já está, portanto, ultrapassada? Como conciliar com essa realidade o fato de que “Deus é amor"?

Muitos dizem que o Deus do Antigo Testamento foi sanguinário e irado. Atribuem a Deus uma espécie de esquizofrenia ao tentarem contrapor o Deus do Novo Testamento com o do Antigo. Como se houvesse uma alteração em Sua personalidade, de repente, o Deus sanguinário se tornou o Deus misericordioso. Não! Deus não muda. Ele é perfeito desde toda eternidade. É o mesmo Deus que se apresenta, ora com sua face irada e ciumenta, ora com sua face misericordiosa e salvífica. O que inicialmente pode parecer contraditório está em perfeita sintonia com toda a história da salvação. A verdade é que SIM, Deus castiga. E o faz, não porque seja um Deus mau, pelo contrário, é justamente por ser um Deus de amor que corrige os seus filhos. A questão a ser entendida é em que consiste a correção divina.
O grande doutor da Igreja, Santo Tomás de Aquino, em sua famosa obra Suma Teológica, ao falar sobre a vingança explica o que significa o castigo divino. Para ele, a vingança tem uma conotação diversa daquela que é compreendida atualmente, enquanto, na linguagem moderna vingança representa um ato de fúria contra alguém que nos faça o mal, para Santo Tomás, adaptando para a nossa linguagem, trata-se de um castigo infligido para a conversão de um pecador.
Sabemos que Deus ama o homem e quer salvá-lo (conf. Jo 3,16), assim, como um pai amoroso, permite o sofrimento para que o filho se volte para Ele, pois nisto consiste a salvação. São inúmeros os casos de conversão ocorridas após um grande sofrimento, perda ou doença. É verdade também que Deus procura atrair o homem com vínculos humanos de amor, mas nem sempre funciona, nem sempre a linguagem do carinho é entendida e, nesses casos, é preciso que o reto caminho seja ensinado por meio da disciplina.
Santo Tomás afirma que Deus administra a questão do sofrimento da humanidade quase da mesma forma que o homem administra um sistema penal, ou seja, penalizando as pessoas primeiro para que se convertam e segundo para evitar dificuldades na sociedade. Para ele, o que justifica o castigo é a intenção.
"A vingança se consuma quando se inflige ao pecador um mal de pena. Por conseguinte, na vingança deve-se levar em conta o ânimo daquele que a exerce. Porque se a intenção dele recai principalmente sobre o mal daquele de quem se está vingando, e nisto se compraz, então isto é absolutamente ilícito, porque o fato de se comprazer com o mal de outrem é da ordem do ódio, que repugna à caridade, pela qual devemos amar todos os homens. E ninguém se desculpa alegando querer o mal daquele que injustamente lhe fez mal; da mesma forma que ninguém se desculpa de odiar aqueles que o odeiam." (Suma Teológica II-II, q. 108, a. 1)
Portanto, é lícito castigar desde que a intenção seja para salvar o transgressor, para corrigir o transviado e converter o pecador, mas nunca motivado pelo ódio irracional que deseja a destruição e a morte.
No caso das correções divinas, porque Deus é Sumo Bem, sabemos que tudo o que Ele faz concorre para o bem de seus filhos. É necessário enxergar nas desventuras da própria vida o cuidado e o amor de Deus, enxergar que a Sua misericórdia muitas vezes se manifesta em forma de correção. Isso ocorre por motivos simples, mas contundentes: Ele ama seus filhos e quer o bem e a salvação de todos.






Papa nos 50 anos da RCC: Avancem com força, na diversidade reconciliada!

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Fiéis de 120 países participaram da Vigília ecumênica de Pentecostes no Circo Máximo - ANSA
Cidade do Vaticano (RV) – Na tarde deste sábado, 3 de junho, o Papa Francisco presidiu a Vigília ecumênica de Pentecostes no Circo Máximo, em Roma, no âmbito das celebrações do Jubileu de Ouro da Renovação Carismática Católica. Eis seu pronunciamento na íntegra:

"Queridos irmãos e irmãs, obrigado pelo testemunho que vocês dão hoje, aqui. Nos faz  bem a todos, faz bem também a mim, a todos!
No primeiro capítulo do Livro dos Atos dos Apóstolos lemos: “E comendo com eles, ordenou-lhes que não se afastassem de Jerusalém, mas que esperassem o cumprimento da promessa de seu Pai, que ouvistes, disse ele, da minha boca; porque João batizou na água, mas vós sereis batizados no Espírito Santo daqui há poucos dias."
 "Chegando o dia de Pentecostes, estavam todos reunidos no mesmo lugar. De repente, veio do céu um ruído, como se soprasse um vento impetuoso, e encheu toda a casa onde estavam sentados. Apareceu-lhes então uma espécie de línguas de fogo que se repartiram e pousaram sobre cada um deles.  Ficaram todos cheios do Espírito Santo e começaram a falar em línguas, conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem."  Este é o texto, a passagem do Livro dos Atos.
Hoje estamos aqui como em um Cenáculo a céu aberto, porque não temos medo: a céu aberto e também com o coração aberto à promessa do Pai. Estamos reunidos “todos nós crentes”. Todos aqueles que professam que “Jesus é o Senhor”. “Jesus é o Senhor”.
Muitos vieram de diversas partes do mundo e o Espírito Santo nos reuniu para estabelecer ligações de amizade fraterna que nos encorajam no caminho rumo à unidade, a unidade para a missão, não para estar parados, não! Para a missão, para proclamar que Jesus é o Senhor: “Jesus é o Senhor”; para anunciar juntos o amor do Pai por todos os seus filhos! Para anunciar a Boa Nova a todos os povos! Para demonstrar que a paz é possível, mas não é tão fácil demonstrar isto no mundo de hoje que a paz é possível, mas em nome de Jesus podemos demonstrar com o nosso testemunho que a paz é possível! Mas é possível se nós estamos em paz entre nós; mas se nós aguçamos as diferenças, estamos em guerra entre nós, não podemos anunciar a paz. A paz é possível a partir da nossa confissão que Jesus é o Senhor e da nossa evangelização por este caminho. É possível. Mesmo demonstrando que temos diferenças: mas isto é óbvio! Temos diferenças, mas que desejamos estar em diversidade reconciliada. Eis, esta palavra, não a esqueçam e digam ela a todos: “diversidade reconciliada”. E esta palavra não é minha, não é minha. É de um irmão luterano. “Diversidade reconciliada”.
E agora estamos aqui e somos muitos! Nos reunimos para rezar juntos, para pedir a vinda do Espírito Santo sobre cada um de nós para sair nas ruas da cidade e do mundo e proclamar o senhorio de Jesus Cristo.
O Livro dos Atos afirma: “"Partos, medos, elamitas; os que habitam a Macedônia, a Judéia, a Capadócia, o Ponto, a Ásia, a Frígia, a Panfília, o Egito e as províncias da Líbia próximas a Cirene; peregrinos romanos, judeus ou prosélitos, cretenses e árabes; ouvimo-los publicar em nossas línguas as maravilhas de Deus!" (At 2,9-11). Falar a mesma língua...escutar, entender – entender! – que existem diferenças, mas o Espírito Santo que nos faz entender a mensagem da ressurreição de Jesus na nossa própria língua.
Estamos reunidos aqui, fiéis provenientes de 120 países do mundo, para celebrar a soberana obra do Espírito Santo na Igreja, que começou há 50 anos e deu início...a esta instituição? Não. A esta organização? A uma corrente de graça, à corrente de graça da Renovação Carismática Católica. Obra que nasce...católica? Não. Nasce ecumênica! Nasce ecumênica porque é o Espírito Santo que cria a unidade e é o mesmo Espírito Santo que dá a inspiração para que fosse assim! É importante ler as obras do Cardeal Suenens sobre isto: é muito importante!
A vinda do Espírito Santo transforma homens fechados por causa do medo em corajosos testemunhos de Jesus. Pedro, que havia renegado Jesus três vezes, repleto da força do Espírito Santo proclama: "Que toda a casa de Israel saiba, portanto, com a maior certeza de que este Jesus, que vós crucificastes, Deus o constituiu Senhor e Cristo." (At 2,36). E esta é a profissão de fé de cada cristão! Deus constituiu Senhor Cristo, aquele Jesus que vocês crucificaram ou que foi crucificado: estão de acordo com esta profissão de fé? (respondem: sim!) É a nossa, todos, todos, será a mesma!
A Palavra segue dizendo: “Todos os fiéis viviam unidos e tinham tudo em comum. Vendiam as suas propriedades e os seus bens, e dividiam-nos por todos, segundo a necessidade de cada um”. Vendiam: ajudavam os pobres; realmente havia alguns espertos – pensemos em Ananias e Safira; mas sempre existem. Mas todos os fiéis, a maioria, se ajudavam.  “Unidos de coração frequentavam todos os dias o templo. Partiam o pão nas casas e tomavam a comida com alegria e singeleza de coração, louvando a Deus e cativando a simpatia de todo o povo. E o Senhor cada dia lhes ajuntava outros que estavam a caminho da salvação."
A comunidade que crescia, e havia o espírito que inspirava. Gosto tanto de pensar no Apóstolo Felipe, quando o Anjo disse a ele: “Segue pelo caminho de casa e encontre aquele prosélito, ministro da economia da Rainha da Eritréia – ou da Etiópia –  Candace; havia um prosélito e lia Isaías. E explicou a Palavra a ele, proclamou Jesus e ele se converteu. E em um determinado momento... “mas, tem água: quero ser batizado”. Era o Espírito Santo que impelia Felipe a ir lá e foi desde o início o Espírito a impelir todos os fiéis a proclamar o Senhor.....
Escolhemos nos reunir aqui, neste lugar, - o disse o Pastor Traettino - porque aqui, durante as perseguições, foram martirizados cristãos, para o divertimento daqueles que assistiam.
Hoje existem mais mártires. Cristãos! Aqueles que matam os cristãos, antes de mata-los, não perguntam a eles: “Mas, tu és ortodoxo? Tu és católico? Tu és evangélico? Tu és luterano? Tu és calvinista?”. Não! “Tu és cristão?”, e degolam imediatamente. Hoje existem mais mártires do que nos primeiros tempos. E este é o ecumenismo de sangue: nos une o testemunho de nossos mártires hoje.
Em diversos lugares do mundo o sangue cristãos é derramado! Hoje é mais urgente do que nunca a unidade dos cristãos, unidos por obra do Espírito Santo, na oração e na ação pelos mais fracos. Caminhar juntos, trabalhar juntos. Nos amar-nos. Nos amar-nos. E juntos, tentar explicar as diferenças, colocar-se de acordo, mas em caminho: isto é verdade. Porque o Espírito nos quer em caminho.
50 anos de Renovação Carismática Católica. Uma corrente de graça do Espírito! Por que corrente de graça? Porque não tem nem fundador, nem estatutos, nem órgãos de governo. Claramente nesta corrente nasceram múltiplas expressões que, certo, são obras humanas inspiradas pelo Espírito, com vários carismas, e todas a serviço da Igreja. Mas não se pode colocar diques na corrente, nem se pode fechar o Espírito Santo em uma gaiola!
Passaram-se 50 anos. Quando se chega a esta idade, as forças começam a decair: a metade da vida...Na minha terra dizemos: “el...(expressão em espanhol), as rugas tornam-se mais profundas – a menos que tu te maquies, mas existem rugas - os cabelos grisalhos aumentam e se começa a esquecer algumas coisas...
50 anos é um momento da vida apropriado para parar e fazer uma reflexão. É o momento da reflexão: a metade da vida. E eu diria a vocês: é o momento para seguir em frente com mais força, deixando para trás a poeira do tempo que deixamos acumular, agradecendo por aquilo que recebemos e enfrentando o novo com confiança na ação do Espírito Santo”
O Pentecostes faz nascer a Igreja. O Espírito Santo, a promessa do Pai anunciada por Jesus Cristo, é Ele que faz a Igreja: a esposa do Apocalipse, uma única esposa – disse o Pastor Traettino. O Senhor tem uma esposa!
O dom mais precioso que todos recebemos é o Batismo. E agora o Espírito nos conduz no caminho da conversão que atravessa todo o mundo cristão e que é um motivo a mais para que a Renovação Carismática Católica seja um lugar privilegiado para percorrer o caminho rumo à unidade!
Esta corrente de graça é para toda a Igreja, não somente para alguns, e ninguém de nós é o "dono" e todos os outros servos! Não! Todos somos servos desta corrente de graça.
Junto a esta experiência, vocês recordam continuamente à Igreja o poder da oração de louvor. Louvor que é a oração de reconhecimento e ação de graças pelo amor gratuito de Deus. Pode acontecer que este modo de rezar não agrade a alguém, mas é certo que se insere plenamente na tradição bíblica. Os Salmos, por exemplo: Davi que dançava diante da Arca da Aliança, cheio de júbilo... E por favor, não caiamos – por favor – no comportamento de nos tornar cristãos com o complexo de Mico, que se envergonhava de louvar o Senhor na pessoa de Davi.
Júbilo, alegria, fruto da mesma ação do Espírito Santo! O cristão experimenta a alegria em seu coração ou há algo que não funciona. A alegria do anúncio da Boa Nova do Evangelho!
Jesus na Sinagoga de Nazaré lê a passagem de Isaías: "O espírito do Senhor repousa sobre mim, porque o Senhor consagrou-me pela unção; enviou-me a levar a boa nova aos humildes, curar os corações doloridos, anunciar aos cativos a redenção, e aos prisioneiros a liberdade;  proclamar um ano de graças da parte do Senhor". O alegre anúncio: não esquecer isto. O alegre anúncio: a núncio cristão sempre é alegre.
O terceiro documento de Malines, "Renovação Carismática e Serviço ao Homem", escrito pelo Cardeal Suenens e por Dom Helder Câmara, é claro: renovação carismática e serviço ao homem.
Batismo no Espírito Santo, louvor, serviço ao homem. As três coisas estão indissoluvelmente unidas: Batismo no Espírito santo, louvor – oração de louvor – serviço ao homem. Estão unidas. Posso louvar de forma profunda, mas se não ajudo os mais necessitados não basta. "Nenhum entre eles tinha necessidade" (At 4,34), dizia o Livro dos Atos.
Não seremos julgados pelo nosso louvor, mas por aquilo que fizemos por Jesus: "Quando foi que te vimos enfermo ou na prisão e te fomos visitar? Responderá o Rei: - Em verdade eu vos declaro: todas as vezes que fizestes isto a um destes meus irmãos mais pequeninos, foi a mim mesmo que o fizestes." (Mt 25,39-40).
Queridas irmãs, queridos irmãos, desejo a vocês um tempo de reflexão, de memória das origens; um tempo para deixar para trás todas as coisas juntadas pelo próprio "eu", e transformá-las em escuta e acolhida jubilosa da ação do Espírito Santo, que sopra onde e como quer!
Agradeço a Fraternidade Católica e a ICCRS pela organização deste Jubileu de Ouro, por esta Vigília. E agradeço a cada um dos voluntários que tornaram possível a sua realização, muitos dos quais se encontram aqui. Quis saudar os membros do staff do Escritório quando cheguei, porque sei que trabalharam muito! E não a pagamento, hein! Trabalharam muito! A maioria são jovens de diversos continentes! Que o Senhor os abençoe muito!
Agradeço em particular pelo fato que o pedido que fiz a vocês há dois anos para dar à Renovação Carismática Mundial um único serviço internacional baseado aqui tenha começado a concretizar-se nos Atos Constitucionais deste novo único serviço. É o primeiro passo, e a este se seguirão outros, porém logo  a unidade, obra do Espírito Santo, será uma realidade. "Eu faço novas todas as coisas", diz o Senhor (Ap 21,5).
Obrigado, Renovação Carismática Católica, por aquilo que vocês deram à Igreja nestes 50 anos! A Igreja conta com vocês, com a vossa fidelidade à Palavra, a vossa disponibilidade ao serviço e no testemunho de vidas transformadas pelo Espírito Santo!
Compartilhar com todos na Igreja o Batismo no Espírito Santo, louvar o Senhor sem parar, caminhar juntos com cristãos de diversas Igrejas e comunidades cristãs na oração e na ação pelos mais necessitados. Servir os mais pobres e os enfermos, isto espera de vocês a Igreja e o Papa!”


PRINCÍPIOS INEGOCIÁVEIS
No que se refere à Igreja Católica, o interesse principal das suas intervenções no campo público é a tutela e a promoção da dignidade da pessoa e, por conseguinte, ela chama conscientemente a uma particular atenção aos princípios que não são negociáveis. Entre eles, hoje emergem os seguintes: 
tutela da vida em todas as suas fases, desde o primeiro momento da concepção até à morte natural; 
reconhecimento e promoção da estrutura natural da família, como união entre um homem e uma mulher baseada no matrimónio, e a sua defesa das tentativas de a tornar juridicamente equivalente a formas de uniões que, na realidade, a danificam e contribuem para a sua desestabilização, obscurecendo o seu carácter particular e o seu papel social insubstituível; 
tutela do direito dos pais de educar os próprios filhos.

Estes princípios não são verdades de fé mesmo se recebem ulterior luz e confirmação da fé. Eles estão inscritos na natureza humana e, portanto, são comuns a toda a humanidade. A acção da Igreja de os promover não assume, por conseguinte, um carácter confessional, mas dirige-se a todas as pessoas, prescindindo da sua filiação religiosa. Ao contrário, esta acção é tanto mais necessária quanto mais estes princípios forem negados ou mal compreendidos porque isto constitui uma ofensa contra a verdade da pessoa humana, uma grave ferida infligida à própria justiça.