Translate

quinta-feira, 2 de agosto de 2018

jornal âmi numero 202 agosto 2018


“NÃO MATARÁS.” (Ex 20,13)
CNBB convoca mobilização a favor da vida e contra o aborto – pg.8









PALAVRA DE DEUS

"Salmo 44

1. Canto nupcial. 2.Transbordam palavras sublimes do meu coração. Ao rei dedico o meu canto. Minha língua é como o estilo de um ágil escriba. 3.Sois belo, o mais belo dos filhos dos homens. Expande-se a graça em vossos lábios, pelo que Deus vos cumulou de bênçãos eternas. 4.Cingi-vos com vossa espada, ó herói; ela é vosso ornamento e esplendor. 5.Erguei-vos vitorioso em defesa da verdade e da justiça. Que vossa mão se assinale por feitos gloriosos. 6.Aguçadas são as vossas flechas; a vós se submetem os povos; os inimigos do rei perdem o ânimo. 7.Vosso trono, ó Deus, é eterno, de eqüidade é vosso cetro real. 8.Amais a justiça e detestais o mal, pelo que o Senhor, vosso Deus, vos ungiu com óleo de alegria, preferindo-vos aos vossos iguais. 9.Exalam vossas vestes perfume de mirra, aloés e incenso; do palácio de marfim os sons das liras vos deleitam. 10.Filhas de reis formam vosso cortejo; posta-se à vossa direita a rainha, ornada de ouro de Ofir. 11.Ouve, filha, vê e presta atenção: esquece o teu povo e a casa de teu pai. 12.De tua beleza se encantará o rei; ele é teu senhor, rende-lhe homenagens. 13.Habitantes de Tiro virão com seus presentes, próceres do povo implorarão teu favor. 14.Toda formosa, entra a filha do rei, com vestes bordadas de ouro. 15.Em roupagens multicores apresenta-se ao rei, após ela vos são apresentadas as virgens, suas companheiras. 16.Levadas entre alegrias e júbilos, ingressam no palácio real. 17.Tomarão os vossos filhos o lugar de vossos pais, vós os estabelecereis príncipes sobre toda a terra. 18.Celebrarei vosso nome através das gerações. E os povos vos louvarão eternamente."

Bíblia Ave Maria 

A relíquia do cinto de Nossa Senhora
Quem, saindo de Florença, percorre vinte quilômetros em direção ao noroeste, encontra às margens do rio Bisenzio uma cidade industrial cujas fábricas lhe valeram a alcunha de “Manchester da Itália”. Trata-se de Prato. Essa cidade, apesar da feiúra de suas indústrias e da simplicidade de seu nome, além de ter sido um pólo artístico muito afamado da história da Toscana, abriga, em seu centro velho, uma das relíquias mais tocantes da Mãe de Deus.
É bem conhecida a história de São Tomé, um dos doze Apóstolos, que por estar ausente quando da aparição do Senhor após a Ressurreição, não quis nela acreditar, apesar do testemunho de seus companheiros. Só oito dias mais tarde, quando Jesus lhes apareceu novamente, Tomé pôde constatar a verdade, colocando seus dedos na chaga do Salvador. Aí, sim, acreditou.
Passaram-se os anos e Tomé tornou-se um dos Apóstolos mais intrépidos, levando o Evangelho até os confins da Pérsia e da Índia. Segundo a bela tradição que chegou até nós, encontrava-se ele numa dessas longínquas regiões quando recebeu um recado de São Pedro, de que retornasse sem demora a Jerusalém, pois Maria, a Mãe do Senhor, iria deixá-los e desejava antes despedir-se de todos. Empreendeu Tomé a sua volta e mais uma vez chegou atrasado. A Mãe de Deus já havia subido aos céus.
São Tomé, mais uma vez levado pelo ceticismo, relutou em acreditar na Assunção da Santíssima Virgem e pediu a São Pedro que abrisse o sepulcro, para poder comprovar com os seus próprios olhos o ocorrido. Atendido o seu pedido, constatou que no túmulo vazio encontravam-se apenas muitos lírios e rosas. Nesse mesmo momento, ao levantar suas vistas aos céus, Tomé viu Nossa Senhora na Glória, que, sorridente, desatou o cinto e lançou-o em suas mãos, como símbolo de maternal bênção e proteção.
https://padrepauloricardo.s3.amazonaws.com/uploads/imagem/imagem/2109/la-sacra-cintola-duomo-prato-lateral.jpg“O Sagrado Cinto”, representado na Catedral de Prato.
Este cinto é a relíquia que se venera na Catedral de Prato. Chegou de Jerusalém no ano de 1141, trazido por Michele Dagomari, habitante da cidade que estivera na Terra Santa. No começo, ninguém deu muita importância àquela relíquia de autenticidade não comprovada. Mas em 1173 a Providência valeu-se de um fato extraordinário para que todos a reconhecessem como verdadeira.
No dia de Santo Estêvão, o padroeiro da cidade, era costume colocarem-se todas as relíquias em cima do altar para com elas abençoar os doentes e endemoniados. Na ocasião, foi exposta também a caixa contendo o cinto de Nossa Senhora. Aproximaram então uma possessa que, no momento em que tocou a caixa começou a afirmar com insistência que esse cinto era da Santíssima Virgem, e no mesmo instante viu-se liberada de seu mal.
Iniciou-se então o culto público à sagrada relíquia. O próprio São Francisco de Assis, em 1212, esteve com seus primeiros frades em Prato para venerá-la. Porém, se esse culto já conta com mais de oito séculos de história, a devoção ao santo cinto de Nossa Senhora é ainda muito mais antiga: foi instituída por Santo Agostinho, que determinou a constituição de uma Confraria do Santo Cinto, até hoje existente entre os agostinianos.
A relíquia é exposta à veneração pública cinco vezes ao ano: na Páscoa, nos dias 1.º de maio, 15 de agosto, 8 de dezembro e no Natal. Nessas ocasiões, ela é colocada no púlpito externo, à direita da Catedral, defronte à bonita praça medieval da cidade.
Essa devoção faz com que Prato seja até hoje um dos lugares de peregrinação mariana mais frequentados da Itália.
São Tomé tornou-se um dos Apóstolos mais intrépidos, levando o Evangelho até os confins da Pérsia e da Índia.
Se você, leitor, algum dia passar por Prato, não deixe de entrar na Catedral — aliás, uma linda realização do estilo gótico toscano — e procure do lado esquerdo a Capelladel Sacro Cingolo, onde poderá venerar tão extraordinária relíquia. Peça à Santíssima Virgem as graças de que necessita e não deixe de admirar os maravilhosos afrescos onde estão retratados, além da entrega do cinto a São Tomé, outros episódios da vida de Nossa Senhora.
Maria, mãe das misericórdias inimagináveis, quis mostrar a São Tomé e a todos nós que, mesmo sendo teimosos em acreditar, e ainda que estejamos imersos em nossas misérias, Ela sempre estará disposta a fazer milagres portentosos para nos confirmar na Fé e atar-nos a Ela com seu Cinto, protegendo-nos com sua maternal ternura.
Revista Arautos do Evangelho, Junho/2002, n. 6, pp. 15-17.




C:\Users\driva\Downloads\IMG-20180724-WA0017.jpg
C:\Users\driva\Downloads\IMG-20180724-WA0020.jpg



A história de Nossa Senhora de Toda Ajuda e da menina surda e muda que a contou

https://i1.wp.com/res.cloudinary.com/aleteia/image/fetch/c_fill,g_auto,w_620,h_310/https:/aleteiaportuguese.files.wordpress.com/2016/04/nossa-senhora-de-toda-ajuda.png%3Fw%3D1200?quality=100&strip=all&ssl=1
Santuário de Querrien
Para localizar a Bretanha no mapa da França, basta distinguir a imensa península que mais avança para dentro do Oceano Atlântico. Essa península situa-se abaixo da Inglaterra, numa vizinhança geográfica que explica a relação da Bretanha com as ilhas britânicas, incluída a Irlanda, todas habitadas outrora por uma população celta. Isso explica igualmente os fiapos de uma linda história que chega até nossos dias com a invocação de Notre-Dame de Toute Aide (Nossa Senhora de Toda Ajuda), em Querrien, pequena aldeia da Bretanha.
Um grande milagre: a fonte de São Galo
Em 574, o monge irlandês São Columbano desembarcou na Bretanha com 12 companheiros. Os monges eram os grandes apóstolos dessa época remota e ingressaram península adentro evangelizando os habitantes, erguendo ermidas e fundando mosteiros.
Por volta de 610, São Galo construiu uma ermida em Montrel-en-Langast, antiga Langal. Depois seguiu para Querrien, onde fez brotar uma fonte “para que as pessoas possam fazer o pão” — a conhecida fonte de São Galo. Mandou fazer também um pequeno oratório e esculpiu com as próprias mãos uma imagem de Nossa Senhora com o Menino Jesus, para ser ali venerada. Mais tarde, o oratório se tornou uma capela que, infelizmente, desabou – desaparecendo com ela também a imagem.
Este simples relato é tudo o que se sabe dos séculos VI e VII. Mais de 1000 anos se escoaram nas brumas do esquecimento, como ocorre às nuvens sopradas do oceano, que continuamente atravessam os céus da Bretanha.
O diálogo da Santíssima Virgem com uma pastorinha
Quinta-feira, 15 de agosto de 1652 (Luís XIV tinha apenas 14 anos), por volta das 18 horas. Nessa tarde de verão, a uns 20 metros da “Mare de Saint Gall”, um pequeno lago de água represada onde as ovelhas vão matar a sede, Jeanne Courtel, uma pastorinha de onze anos e meio, surda-muda de nascença, cuida do rebanho de seu pai no prado dos Fontenelles. De repente lhe aparece uma jovem e bela dama vestida de cetim branco e diz:
— Encantadora menina, dá-me um dos teus carneiros!
— Esses carneiros não são meus, são de meu pai — respondeu a menina, que até então nunca havia pronunciado uma palavra.
— Então vai procurar teus pais… e pede um cordeiro para mim.
— Mas… quem guardará meu rebanho?
— Eu mesma. Eu cuidarei dos teus carneiros.
A menina foi correndo para a casa dos pais, onde todos ficaram pasmos ao ouvi-la dizer:
— Papai! Papai! Uma senhora veio me ver e me pediu um dos cordeiros do senhor.
— Oh, minha filha! Se essa senhora te restituiu a palavra, daremos a ela todo o nosso rebanho!
— Ela disse também que é preciso remexer o lago, para encontrar a sua imagem enterrada e perdida há séculos.
— E o que mais ela te pediu?
— Ela diz que é a Virgem Maria e que é preciso construir uma capela para ela no meio da aldeia, para que os peregrinos possam vir em multidões para honrá-la.
— Se é verdade o que dizes, pediremos ao bispo que nos permita construir um santuário para ela — respondeu o pai, visivelmente emocionado pelo milagre.
O milagre ocorrido com a pequena Joana deixou estupefato o vilarejo, como facilmente se pode imaginar. O pároco de Prénessaye, Olivier Audrian, a cuja paróquia pertence Querrien, foi avisado e mandou pessoas de confiança verificarem o ocorrido.
Tudo se passou rapidamente. Nossa Senhora apareceu uma segunda vez e insistiu:
— Eu sou a Virgem Maria, escolhi este lugar e quero que se construa uma capela no centro do vilarejo.
A pastora, seus pais e vizinhos foram ao pároco confiar a mensagem da “belle Demoiselle”. O pe. Audrian, perplexo e confuso, embora constatando a cura da surda-muda, continuava cético e pretendia falar com o bispo.
Nova aparição, em que a pequena Joana contou à bela Senhora as reticências do pároco. Para dar uma prova da credibilidade do seu pedido, ela ordenou que se vasculhasse o lago de São Galo, onde se encontraria a sua imagem que outrora fora ali venerada. Assim, mais de mil anos depois de seu desaparecimento, no dia 20 de agosto de 1652 reencontrou-se a imagem esculpida por São Galo, em perfeito estado, sem umidade nem estragos. A partir de então, milagres e curas começaram a realizar-se.
A pastora voltou à carga:
— É preciso construir a capela.
Mas o pároco resistia. Nossa Senhora apareceu ainda uma vez e transmitiu outra ordem:
— Já que o pároco não quer se ocupar da construção, procure o bispo, que dará ouvidos à mensagem e tomará as providências necessárias.
O vilarejo se torna centro de peregrinações
Efetivamente, dom Denis de la Barde, o bispo de St. Brieuc, amigo de São Francisco de Sales, convenceu-se da veracidade das aparições, após as devidas pesquisas, e anunciou, no dia 8 de setembro daquele mesmo ano de 1652, festa da Natividade de Nossa Senhora, que iria a Querrien no dia 11 seguinte. A pedra fundamental foi colocada e, quatro anos mais tarde, a capela foi entregue ao culto.
A invocação de Nossa Senhora de Toda Ajuda provém da imagem de Nossa Senhora que São Francisco de Sales, então bispo de Genebra, entronizou em Paris em janeiro de 1618, sob a mesma invocação. Foi dom De la Barde que, por veneração a São Francisco de Sales, quis atribuir essa invocação à Virgem de Querrien.
A imagem esculpida por São Galo, entretanto, foi criminosamente destruída pelos partidários da Revolução Francesa. Hoje se venera em Querrien uma inocente e bela Virgem de princípios do século XVIII.
Situado a cerca de 70 km a oeste de Rennes, e a mais de 400 km de Paris, Querrien tornou-se um importante centro de peregrinação. Tem hoje em torno de 1.700 habitantes. Na época das aparições, eram entre 200 e 300. Em agosto e setembro ocorrem os “pardons”, uma forma tradicional de comemorar a festa de Nossa Senhora ou de algum santo, com procissões, festejos e grande afluxo aos sacramentos.
_____________



SÃO JOÃO MARIA VIANNEY




https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh-KHJ-GeLcR3XUiPrHF8C5CfqQLt6PelSVg6YolsqFjGstq_rt8tZugj1udP26AUQhpgsHhoUqMawtpBWsPQ5_3ablZAoxnt7L51ftM5M6SyYtyuyC4Y0E75mV6ese_RERlMOIJgD_SLjj/s400/S%C3%A3o+Jo%C3%A3o+Maria+Vianney,++Presb.+(3).jpg
São João Maria Vianney, o Cura d'Ars. 

.....São João Maria Vianney nasceu em Dardily, Diocese de Lião, na França, no dia 8 de maio de 1786, filho de Mateus Vianney e Maria Belusa, piedosos camponeses.Desde a infância, deu indício de uma grande santidade. Certo dia, a mão deu ao filho uma imagem de Nossa Senhora que ele nunca deixava. Carregando-a respeitosamente nos braços a onde quer que fosse, muitas vezes, no estábulo, sem que ninguém o visse, costumava rezar longo tempo diante dela.
.....Com oito anos já acostumava, com palavras e com o exemplo, ensinar o Rosário de Nossa Senhora às crianças.
.....Quando a Revolução Francesa estourou, viveu dias tristes, vendo as igrejas fechadas, os padres perseguidos, etc.
.....De grande predileção pelos pobres, pelos abandonados que nada possuem, reunia-os pelos caminhos, pelos bosques e alegremente levava-os para sua casa, onde os pais, reputados desde há muito pela caridade, acolhiam a todos os desventurados.
.....Aos treze anos, com um fervor fora do comum, João Maria Vianney fez a Primeira Comunhão. Neste dia, ele dizia baixinho para si mesmo: "Eu serei padre! Eu serei padre!"
.....Depois ele o disse a seu pai. O pai, homem prudente e conhecedor da vida e dos arroubos da juventude, fê-lo esperar dois anos, para observá-lo e para experimentá-lo.
.....Afinal, João Maria Vianney entrou na escola fundada pelo Padre Balley, então pároco de Eculy.
.....Como seminarista foi modelo, mas como estudante, embora de comportamento exemplar, sua inteligência, porém, era muito limitada. Por isso chegou a ser despedido do Seminário, Mas, ajudado pelo Padre Balley, teve uma segunda oportunidade e, vencendo todas as barreiras, chegou ao grande dia de sua ordenação Sacerdotal. Esta se deu no 13 de agosto d 1815. Estava com 29 anos.
.....Depois de ordenado passou três anos como auxiliar do Padre Balley, e teve a oportunidade de rever com seu dedicado mestre toda a Teologia.
.....Em 1818 foi nomeado para Ars, onde ficou até sua morte.

.....Quando estava a caminho, já próximo de Ars, deu-se um fato muito edificante. O santo pediu informação a um menino sobre como chegar até Ars. Depois de ouvir suas explicações, o santo lhe disse: “Você me mostrou o caminho de Ars, e eu te mostrarei o caminho do céu.” Este menino, chamado Antonio Grive, foi o primeiro a paroquiano a morrer depois de São Maria Vianney, que assim lhe ensinou o caminho do céu.
.....Os habitantes de Ars, quanto à religião, viviam indiferentes. Quatro grandes males afastavam aquelas almas do caminho do bem: a bebida, a blasfêmia os bailes e o trabalho no domingo.
Nosso Santo pôs-se imediatamente ao trabalho para acabar com estes. Suas armas foram a oração, a penitência e os sermões.
.....Bem antes do raiar da aurora, levantava-se e ia prostrar-se diante do altar. Ali ajoelhado, suplicava por longo tempo a Deus pela conversão de sua paróquia.
.....À noite disciplinava-se até o sangue. O pouco que dormia, era sem nenhum conforto.
.....Em seus sermões, procurou mostrar ao povo com bastante realismo a gravidade do pecado, o valor da alma, do sangue de Nosso Senhor, etc.
.....Cinco anos depois, Ars apresentava-se com outra fisionomia: acabaram os trabalhos no domingo, a blasfêmia, que antes se escutava pelos campos, foi substituída por orações e cânticos religiosos, o vício da embriaguez foi afastado e as danças foram paulatinamente sendo eliminadas.
.....Quando tudo começou a melhorar, veio a perseguição dos homens, a calúnia dos mal formados.
.....Às perseguições dos homens, juntou-se a do demônio, furioso por ver que aquele humilde sacerdote lhe estava arrebatando as almas. E a luta foi terrível. Durou trinta e cinco anos. Fantasmas horríveis, insultantes vociferações transformavam sua casa durante a noite num verdadeiro inferno, com pesadelos assustadores e mesmo ataques diretos do demônio. Certa vez o demônio incendiou a cama do Cura d’Ars. Referindo-se a isto, S. João Maria Vianney dizia: “Não podendo pegar o pássaro, queimou a gaiola.”
.....Sustentado pela graça divina, João Maria Vianney, saiu vitorioso de todos os assaltos do maligno. E Nossa Senhora, aparecendo-lhe repetidas vezes, encorajava-o.
.....Deus lhe concedeu o dom dos milagres. Ele, por humildade atribuía os milagres que fazia a Santa Filomena, de quem era grande devoto.
.....Em 1824, abriu uma escola gratuita para as meninas. Logo depois apareceu um orfanato contíguo.
.....O zelo de São João Maria Vianney, seu desejo de fazer o bem às almas, e as graças que Nosso Senhor o enriqueceu foram a causa daquela contínua peregrinação de todas as partes da França e mesmo de outros lugares, de almas que vinham ouvir as lições de um santo, de pecadores que vinham encontrar, junto ao confessionário de um humilde sacerdote, a paz com Deus, perdida por muitos anos.
.....O programa diário de nosso Santo era exaustivo: de madrugada, à uma hora, ia à igreja para rezar, antes da aurora, confessava as mulheres, às seis, no verão e às sete no inverno, celebrava a Santa Missa. Depois da ação de graças, os peregrinos rodeavam-nos, implorando bênçãos, curas, palavras de conforto, conversões, conselhos para os mais variados casos, etc. Às dez horas recitava parte de seu breviário, depois ia sentar-se no confessionário; às onze horas era o catecismo, aquele catecismo que ficou famoso; depois de um almoço, como diríamos nós, de passarinho, era a clássica visita aos doentes, quando então a multidão se comprimia para vê-lo passar, para tocar-lhe as vestes. Depois de rezar as Vésperas e as Completas, voltava para o confessionário onde permanecia, muitas vezes até altas horas da noite. Chegava a passar 16 horas por dia no confessionário.
.....Desejoso de solidão para poder, como dizia, “chorar sua pobre vida", duas vezes São João Maria Vianney tentou deixar a paróquia. Mas o povo cercou-lhe o caminho e o levou de volta para a igreja.
.....São João Maria Vianney morreu no dia 4 de agosto de 1859.
.....Os peregrinos e paroquianos desfilaram diante de seu corpo durante quarenta e oito horas sem interrupção.
.....Chegando à mais sublime perfeição, ao mais alto grau da união com Deus, só se falava em Ars, das virtudes do Vigário, de sua bondade, sua paciência, desvelo, caridade, etc.
.....São João Maria Vianney foi beatificado por São Pio X aos 5 de janeiro de 1905 e canonizado por Pio XI no dia 31 de maio de 1925, poucos dias depois de Santa Teresinha.
.....Ars tornou-se rapidamente um dos grandes centros de peregrinação. Junto à antiga igreja de Ars, conforme o desejo do Santo, foi construída uma magnífica igreja dedicada a Santa Filomena. Num belo altar lateral desta igreja, foi colocado o corpo de São João Maria Vianney.
Frases de São João Vianney:
 "Quando comunga, a alma se impregna do bálsamo do amor, como a abelha do perfume das flores".

"O Sacerdote é o amor do Coração de Jesus. Quando virdes o padre, pensai em Nosso Senhor Jesus Cristo".

"Nossa língua deveria ser utilizada somente para rezar, nosso coração para amar, nossos olhos para chorar".

"Para que nossa oração seja ouvida não depende da quantidade de palavras, mas do fervor de nossas almas".

"Meu Deus infinitamente amável, eu vos amo e preferiria morrer amando-vos a viver sem vos amar".


https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjMgFN-FN7TjYvhVbvKz6Jd9VqFZZoySFZvTGRmyXaSPqE8jvrLgrwzQDz3bhhC2DBMKEdTHwsiBpzSxiMOhvo7MEelXiI9D9BJlzA63XmUHmHu9c0fFt0Sa-FAcbIC4lYuuzAuoFbg2H-Q/s320/S%C3%A3o+Jo%C3%A3o+Maria+Vianney,+Presb%C3%ADtero.jpg 

"O padre deve estar sempre pronto para responder às necessidades das almas".

"Quanto é triste um padre que não tenha vida interior. Mas para tê-la, é preciso que haja tranqüilidade, silêncio e o retiro espiritual".

"O que nos impede de sermos santos, a nós, os padres, é a falta de reflexão. Nós não encontramos em nós mesmos, não sabemos o que estamos fazendo. O que nos falta é a reflexão, a oração e a união com Deus".
Corpo milagrosamente incorrupto de São João Maria Vianney.

ORAÇÃO PELA VIDA NASCENTE - BENTO XVI
Senhor Jesus,
que fielmente visitais e cumulais 
com a vossa Presença
a Igreja e a história dos homens;
que no admirável Sacramento 
do vosso Corpo e do vosso Sangue
nos tornais partícipes da Vida divina
e nos fazeis antegozar 
a alegria da Vida eterna; 
nós vos adoramos e vos bendizemos.
Prostrados diante de Vós, 
nascente e amante da vida 
realmente presente e vivo no meio de nós, suplicamos-vos.
Voltai a despertar em nós o respeito por cada vida humana nascente, 
tornai-nos capazes de entrever 
no fruto do ventre materno 
a obra admirável do Criador,
disponde os nossos corações 
ao acolhimento generoso de cada criança que está para nascer.
Abençoai as famílias, 
santificai a união dos esposos, 
tornai fecundo o seu amor.
Acompanhai com a luz 
do vosso Espírito as opções 
das assembléias legislativas, * 
para que os povos e as nações reconheçam e respeitem 
a sacralidade da vida, 
de cada vida humana.
Orientai a obra 
dos cientistas e dos médicos, 
a fim de que o progresso contribua para o bem integral da pessoa 
e ninguém venha a sofrer
supressão e injustiça.
Infundi caridade criativa 
nos administradores 
e nos economistas, 
para que saibam intuir e promover condições suficientes 
a fim de que as jovens famílias possam abrir-se serenamente 
ao nascimento de novos filhos.
Consolai os cônjuges que sofrem por causa da impossibilidade 
de ter filhos e, na vossa bondade, sede providente para com eles.
Educai todos a cuidar das crianças órfãs ou abandonadas, 
para que elas possam experimentar o calor da vossa Caridade,
a consolação 
do vosso Coração divino.
Com Maria vossa Mãe, 
a grande crente, em cuja seio assumistes a nossa natureza humana, 
esperamos de Vós, nosso único 
e verdadeiro Bem e Salvador, 
a força de amar e servir a vida, 
à espera de viver sempre em Vós, 
na Comunhão 
da Bem-Aventurada Trindade.
Fonte: w2.vatican.va
* E do STF!

 

8 conselhos dos santos para amar a Eucaristia

Parte inferior do formulário

A Igreja sempre destacou a presença real do Senhor no Santíssimo Sacramento e por vários séculos incentivou o amor a este grande milagre de Deus.
A seguir, 8 conselhos dos santos sobre a Eucaristia:
1. Santo Tomás de Aquino
“A Eucaristia produz uma transformação progressiva no cristão. É o Sol das famílias e das Comunidades”.
2. Santo Agostinho
“Senhor, você alegra minha mente de alegria espiritual. Como é glorioso teu cálice que ultrapassa todos os prazeres provados anteriormente”.
3. São Francisco de Assis
“Quando não posso participar da Santa Missa, adoro o Corpo de Cristo com os olhos do espírito através da oração, o qual adoro quando vejo na Missa”.
4. Santo Afonso Maria de Ligório
“Ficai certos de que todos os instantes da vossa vida, o tempo que passardes diante do divino sacramento será o que vos dará mais força durante a vida, mais consolo na hora da morte e durante a eternidade. E seremos mais recompensados por 15 minutos de adoração na presença de Jesus Sacramentado do que em todos outros exercícios espirituais realizados durante nosso dia”.
5. São Francisco de Sales
“A oração, unida a esse sacrifício divino da Missa, tem uma força inexplicável; de modo que através deste sacrifício a alma fica cheia de favores celestiais como apoiada sobre seu Amado”.
6. Santa Maria Goretti
“A Santa Eucaristia é a perfeita expressão do amor de Jesus Cristo pelo homem, é a essência de todos os mistérios da sua vida”.
7. São Luis Maria Grignion de Montfort
“Antes da Comunhão... suplica a esta bondosa Mãe para que empreste seu coração para receber nele o seu Filho com suas mesmas disposições”.
8. Santa Teresa D’Ávila
“Depois de receberem o Senhor, sua pessoa real está diante de nós, procurem fechar os olhos do corpo e abrir os da alma e olhá-lo com o coração”. 



http://www.apologistascatolicos.com.br/images/comunista2.jpg

Em 15 de julho de 1948,  o Santo Ofício publicou um decreto contra o comunismo do Santo Ofício, que excomungou os que propagam "os ensinamentos materialistas e anti-cristãos do comunismo",
Foi perguntado à Suprema Sagrada Congregação:
1. Se é permitido aderir ao partido comunista ou favorecê-lo de alguma maneira?
2. Se é lícito publicar, divulgar ou ler livros, revistas, jornais ou tratados que sustentam a doutrina e a ação dos comunistas, ou escrever neles?
3. Se fiéis cristãos que consciente e livremente fizeram o que está em 1 e 2, podem ser admitidos aos Sacramentos?
4. Se fiéis cristãos que professam a doutrina materialista e anticristã do comunismo, e sobretudo os que defendem ou propagam, incorrem pelo próprio fato, como apóstatas da fé católica, na excomunhão reservada de modo especial à Sé Apostólica?

RESPOSTAS
Quanto a 1. Não; o comunismo é de fato materialista e anticristão; embora declarem às vezes em palavras que não atacam a religião, os comunistas demonstram de fato, quer pela doutrina, quer pelas ações, que são hostis a Deus, à verdadeira religião e à Igreja de Cristo.
Quanto a 2. Não, pois são proibidos pelo próprio direito (CIC, cân. 1399);
Quanto a 3. Não, segundo os princípios ordinários determinando a recusa dos sacramentos àquele que não tem a disposição requerida.
Quanto a 4. Sim.

ENCÍCLICAS
Qui pluribus (1846), o Papa Pio IX afirmou que "para aqui (tende) essa doutrina nefanda do chamado comunismo, sumamente contrária ao próprio direito natural, a qual, uma vez admitida, levaria à subversão radical dos direitos, das coisas, das propriedades de todos e da própria sociedade humana"

Papa Pio IX, Encíclica Noscitis et Nobiscum, 8 de dezembro de 1849: “Transtorno absoluto de toda ordem humana ... tampouco conheceis, Veneráveis Irmãos, que os principais autores desta intriga tão abominável não se propõem outra coisa senão impelir os povos, agitados já por toda classe de ventos de perversidade, ao transtorno absoluto de toda ordem humana as coisas, entregá-los aos criminosos sistemas do novo socialismo e comunismo”.

Ano 1878, 28 de dezembro, Leão XIII, Encíclica Quod Apostolici Muneris: “O socialismo diverge diametralmente da Religião Católica”. Acta Leonis XIII, vol. I, pág. 40), assim descreveu distinta e expressamente esses mesmos erros: “Peste mortífera, que invade a medula da sociedade humana e a conduz a um perigo extremo”; e com a clarividência do seu espírito luminoso demonstrou que o movimento precipitado das multidões para a impiedade do ateísmo, numa época em que tanto se exaltavam os progressos da técnica, tivera origem nos desvarios duma filosofia que de há muito porfia por separar a ciência e a vida da fé da Igreja.

Encíclica Diuturnum Illud, Ano de 1881, 29 de junho, Papa Leão XIII (1878-1903): “... o comunismo, o socialismo, o nihilismo, monstros horrendos que são a vergonha da sociedade e que ameaçam ser-lhe a morte”. .

Encíclica Rerum Novarum (1891), o Papa Leão XIII declarou que "a teoria socialista da propriedade coletiva deve absolutamente repudiar-se como prejudicial àqueles membros a que se quer socorrer, contrária aos direitos naturais dos indivíduos, como desnaturando as funções do Estado e perturbando a tranquilidade pública."

Ano 1914, 1 de novembro, Papa Bento XV (1914-1922), Encíclica Ad Beatissimi Apostolorum. “Não é nossa intenção aqui repetir os argumentos que demosnstram calramente os erros do socialismo e de doutrinas semelhantes. Nosso predecessor, Leão XIII, muito sabiamente já o fez em encíclicas verdadeiramente memoráveis; e Vós, Veneráveis Irmãos, tomareis o maior cuidado para que esses graves preceitos não sejam jamais esquecidos, mas, sempre expostos com clareza e inculcados nas associações católicas e congressos, em sermões e na imprensa católica”

Quadragessimo Anno, Encíclica Papal, (1931), o Papa Pio XI afirmou que "o socialismo quer se considere como doutrina, quer como fato histórico, ou como «ação», se é verdadeiro socialismo, [...] não pode conciliar-se com a doutrina católica; pois concebe a sociedade de modo completamente avesso à verdade cristã. [...] E se este erro, como todos os mais, encerra algo de verdade, o que os Sumos Pontífices nunca negaram, funda-se contudo numa própria concepção da sociedade humana, diametralmente oposta à verdadeira doutrina católica. Socialismo religioso, socialismo católico são termos contraditórios: ninguém pode ser ao mesmo tempo bom católico e verdadeiro socialista."

Encíclica Divini Redemptoris (1937), o Papa Pio XI defendeu que o comunismo ateu é um "sistema cheio de erros e sofismas, igualmente oposto à revelação divina e à razão humana; sistema que, por destruir os fundamentos da sociedade, subverte a ordem social, que não reconhece a verdadeira origem, natureza e fim do Estado; que rejeita enfim e nega os direitos, a dignidade e a liberdade da pessoa humana."

Mater et Magistra (1961), o Papa João XXIII reafirmou que "entre comunismo e cristianismo, [...] a oposição é radical, e acrescenta não se poder admitir de maneira alguma que os católicos adiram ao socialismo moderado: quer porque ele foi construído sobre uma concepção da vida fechada no temporal, com o bem-estar como objetivo supremo da sociedade; quer porque fomenta uma organização social da vida comum tendo a produção como fim único, não sem grave prejuízo da liberdade humana; quer ainda porque lhe falta todo o princípio de verdadeira autoridade social."

Na encíclica Centesimus Annus (1991), o Papa João Paulo II, atualizando os princípios da Rerum Novarum, salientou que "o erro fundamental do socialismo é de caráter antropológico. De fato, ele considera cada homem simplesmente como um elemento e uma molécula do organismo social, de tal modo que o bem do indivíduo aparece totalmente subordinado ao funcionamento do mecanismo econômico-social, enquanto, por outro lado, defende que esse mesmo bem se pode realizar prescindindo da livre opção, da sua única e exclusiva decisão responsável em face do bem ou do mal. O homem é reduzido a uma série de relações sociais, e desaparece o conceito de pessoa como sujeito autônomo de decisão moral, que constrói, através dessa decisão, o ordenamento social. Desta errada concepção da pessoa, deriva a distorção do direito, que define o âmbito do exercício da liberdade, bem como a oposição à propriedade privada. [...] Se se questiona ulteriormente onde nasce aquela errada concepção da natureza da pessoa e da subjetividade da sociedade, é necessário responder que a sua causa primeira é o ateísmo. [...] O referido ateísmo está, aliás, estritamente conexo com o racionalismo iluminístico, que concebe a realidade humana e social do homem, de maneira mecanicista."

O Catecismo da Igreja Católica (1992) afirma que "a Igreja rejeitou as ideologias totalitárias e atéias, associadas, nos tempos modernos, ao «comunismo» ou ao «socialismo»".
Partidos socialistas:
1º
Partido dos Trabalhadores (PT) 
13
2º
Partido Comunista Brasileiro (PCB)
21
3º
Partido Popular Socialista (PPS), sucessor do PCB
23
4º
Partido Comunista do Brasil (PCdoB)
65
5º
Partido da Causa Operária (PCO)
29
6º
Partido Democrático Trabalhista (PDT)
12
7º
Partido da Mobilização Nacional (PMN)
33
8º
Partido Pátria Livre (PPL)
54
9º
Partido Socialismo e Liberdade (PSOL)
50
10º
Partido Socialista Brasileiro (PSB)
40
11º
Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU)
16




NOTA: Além desses, há outros partidos que embora não se declarem oficialmente socialistas apóiam ideais socialistas como descriminalização do aborto como faz o PV. O partido NOVO deixa a questão para ser resolvida independentemente em cada estado, mas “lavar as mãos” não é atitude digna diante de algo tão importante como a defesa da vida humana.

https://ratioetvita.blogspot.com, http://www.providaanapolis.org.br



TRECHO DA EXORTAÇÃO APOSTÓLICA
GAUDETE ET EXSULTATE
DO PAPA
FRANCISCO

A tua missão em Cristo
19. Para um cristão, não é possível imaginar a própria missão na terra, sem a conceber como um caminho de santidade, porque «esta é, na verdade, a vontade de Deus: a [nossa] santificação» (1 Ts 4, 3). Cada santo é uma missão; é um projeto do Pai que visa refletir e encarnar, num momento determinado da história, um aspeto do Evangelho.
20. Esta missão tem o seu sentido pleno em Cristo e só se compreende a partir d’Ele. No fundo, a santidade é viver em união com Ele os mistérios da sua vida; consiste em associar-se duma maneira única e pessoal à morte e ressurreição do Senhor, em morrer e ressuscitar continuamente com Ele. Mas pode também envolver a reprodução na própria existência de diferentes aspetos da vida terrena de Jesus: a vida oculta, a vida comunitária, a proximidade aos últimos, a pobreza e outras manifestações da sua doação por amor. A contemplação destes mistérios, como propunha Santo Inácio de Loyola, leva-nos a encarná-los nas nossas opções e atitudes. Porque «tudo, na vida de Jesus, é sinal do seu mistério», «toda a vida de Cristo é revelação do Pai», «toda a vida de Cristo é mistério de redenção», «toda a vida de Cristo é mistério de recapitulação», e «tudo o que Cristo viveu, Ele próprio faz com que o possamos viver n’Ele e Ele vivê-lo em nós».
21. O desígnio do Pai é Cristo, e nós n’Ele. Em última análise, é Cristo que ama em nós, porque a santidade «mais não é do que a caridade plenamente vivida»(Bento XVI). Por conseguinte, «a medida da santidade é dada pela estatura que Cristo alcança em nós, desde quando, com a força do Espírito Santo, modelamos toda a nossa vida sobre a Sua»(Bento XVI). Assim, cada santo é uma mensagem que o Espírito Santo extrai da riqueza de Jesus Cristo e dá ao seu povo.
22. Para identificar qual seja essa palavra que o Senhor quer dizer através dum santo, não convém deter-se nos detalhes, porque nisso também pode haver erros e quedas. Nem tudo o que um santo diz é plenamente fiel ao Evangelho, nem tudo o que faz é autêntico ou perfeito. O que devemos contemplar é o conjunto da sua vida, o seu caminho inteiro de santificação, aquela figura que reflete algo de Jesus Cristo e que sobressai quando se consegue compor o sentido da totalidade da sua pessoa.
23. Isto é um vigoroso apelo para todos nós. Também tu precisas de conceber a totalidade da tua vida como uma missão. Tenta fazê-lo, escutando a Deus na oração e identificando os sinais que Ele te dá. Pede sempre, ao Espírito Santo, o que espera Jesus de ti em cada momento da tua vida e em cada opção que tenhas de tomar, para discernir o lugar que isso ocupa na tua missão. E permite-Lhe plasmar em ti aquele mistério pessoal que possa refletir Jesus Cristo no mundo de hoje.
w2.vatican.va

 


A jovem mãe coragem Chiara Corbella dá o primeiro passo para sua beatificação

Parte inferior do formulário
https://www.acidigital.com/imagespp/size680/chiaracorbella-wwwchiaracorbellapetrilloit-180718.jpg
Chiara CorbellaPetrillo
A Diocese de Roma anunciou que dará o primeiro passo para a abertura da causa de beatificação de Chiara CorbellaPetrillo, uma jovem mãe coragem italiana que durante a sua gravidez atrasou o tratamento do câncer a fim de que o seu terceiro filho pudesse nascer.
O edital que comunica esta decisão é datado de 2 de julho e assinado pelo Vigário Geral da Diocese de Roma, Cardeal Angelo De Donatis. Foi recolhido pelo jornal ‘Avvenire’, da Conferência Episcopal Italiana.
Nesse sentido, o documento convida os fiéis "a comunicar-se diretamente ou enviar ao Tribunal Diocesano do Vicariato de Roma toda informação que possa servir de qualquer forma para reunir elementos a favor ou contra a fama de santidade da Serva de Deus".
Além disso, assinala que nas próximas semanas entregarão ao Tribunal Diocesano o original ou cópia dos escritos atribuídos a Chiara Corbella – como diários, cartas e outros – para contribuir com o avanço da causa.
O sacrifício desta jovem mãe "permanece como uma luz de esperança, como um testemunho de fé em Deus, autor da vida, como um exemplo de que o amor é maior do que o medo e a morte" afirma o edital.
Quem foi Chiara Corbella?
Chiara Corbella nasceu em Roma (Itália) em 9 de janeiro de 1984. Ela cresceu em uma família católica e freqüentou uma comunidade da Renovação Carismática.
O site dedicado à memória da Serva de Deus assinala que o seu temperamento era "tranqüilo, não rebelde, manifestado no serviço ao próximo".
Em uma peregrinação que realizou em 2002 a Medjugorje, Chiara conheceu Enrico Petrillo e pressentiu que ele era o seu futuro marido. Ao voltar a Roma, ambos iniciaram um namoro que duraria seis anos.
Chiara e Enrico se casaram em Assis em 21 de setembro de 2008. Quando voltaram da lua de mel, ela descobriu que estava grávida, mas o ultrassom revelou que o seu bebê nasceria com anencefalia.
O casal decidiu continuar com a gravidez e, em 10 de junho de 2009, nasceu Maria GraziaLetizia, que viveu apenas meia hora.
Alguns meses depois, ela engravidou novamente e os médicos disseram que o seu filho nasceria sem pernas. Davide Giovanni nasceu em 24 de junho de 2010 e viveu poucas horas.
"No casamento, o Senhor quis nos dar crianças especiais: Maria GraziaLetizia e Davide Giovanni, mas nos pediu para acompanhá-los somente até os seus nascimentos, nos permitiu abraçá-los, batizá-los e colocá-los nas mãos do Pai com uma serenidade e alegria surpreendente", escreveu Chiara.
Depois da morte do seu segundo filho, a jovem engravidou novamente e nesta ocasião o bebê estava completamente saudável. Entretanto, Chiara descobriu que estava com câncer na língua e, em março de 2011, foi submetida a uma cirurgia para extirpar o tumor.
Os médicos disseram que deveria seguir um tratamento para se curar, mas ela recusou a fim de proteger a vida de seu filho que estava no seu ventre.
"Para a maioria dos médicos, Francesco era apenas um feto de sete meses e eu que deveria ser salva. Mas eu não tinha nenhuma intenção de arriscar a vida de Francesco com base em algumas estatísticas pouco seguras que pretendiam me demonstrar que deveria dar à luz o meu filho prematuro para que eu pudesse operar", expressou esta mãe coragem em um de seus escritos.
Francesco Petrillo nasceu em 30 de maio do mesmo ano e Chiara decidiu continuar o seu tratamento. Entretanto, o câncer já havia se espalhado a um de seus pulmões, aos nódulos linfáticos, ao fígado e ao olho direito, o qual ela cobriria com um adesivo.
Em maio de 2012, junto com o seu esposo e o seu filho, a jovem mãe encontrou o Papa Bento XVI na Praça de São Pedro.
O jornal vaticano L'Osservatore Romano (LOR) informou que o casal se aproximou do Pontífice "sorrindo, com tranqüilidade, contaram a sua história de uma jovem família cristã que confia totalmente na providência e levou a sério o Evangelho, com o exemplo de João Paulo II".
"O Papa, visivelmente comovido, os acariciou ternamente", acrescentou LOR.
Chiara passou os últimos momentos da sua vida na casa da sua família, perto do mar, com o seu esposo e o seu filho. Seu diretor espiritual, Pe. Vito, lhe administrava os sacramentos diariamente.
Ela faleceu em 13 de junho de 2012 e seu funeral foi celebrado três dias depois em Roma, na igreja Santa Francesca Romana.
O então Vigário Geral da Diocese de Roma, Cardeal Agostino Vallini, disse aos presentes que "o que Deus preparou através dela é algo que não podemos perder".
Por María Ximena Rondón (www.acidigital.com)


A PATERNIDADE RESPONSÁVEL

A TRANSMISSÃO DA VIDA

Ninguém existe por acaso, mas sim por obra divina. Mesmo que uma pessoa tenha sido gerada sem desejo ou sem amor por parte dos pais, Deus consentiu em criá-la com incomensurável amor!
Deus quis que o homem e a mulher participassem com Ele na missão de transmitir a vida, e para isso conferiu ao ato sexual duas finalidades: a unitiva – “o homem deixará seu pai e sua mãe e se unirá à sua mulher”(Gn2,24; Mt19,5) – e a procriativa – “sede fecundos, multiplicai-vos e enchei a terra”(Gn1,28; Gn9,1).
Quando o homem e a mulher respeitam estas duas finalidades do ato conjugal, unindo-se não apenas fisicamente, mas também amorosamente e espiritualmente até que a morte os separe e aceitando todos os filhos que Deus lhes quiser confiar, surge assim uma família desejada e amada pelo Criador!
Infelizmente, nem sempre o homem e a mulher são fiéis aos planos divinos! Muitas vezes eles deixam de respeitar as finalidades que Deus uniu ao ato sexual.
Quando, por exemplo, eles se unem sem um compromisso de união fiel até a morte, estão destituindo o ato sexual da sua finalidade unitiva - “não separe o homem o que Deus uniu”(Mt19,6).

A CONTRACEPÇÃO
E quando, por exemplo, eles se unem (mesmo que tenham assumido o compromisso matrimonial) mas fecham o ato sexual ao dom da vida, usando anticoncepcionais ou outros meios contraceptivos (esterilizações, etc.), já não estão mais sendo servos fiéis e nem colaboradores de Deus na transmissão da vida, mas passam a ser "árbitros dos planos divinos", julgando-se (mesmo que não percebam isso) os únicos responsáveis pela vida e com o direito de evitar filhos "a todo custo", até mesmo destituindo o ato sexual de sua finalidade procriativa, esquecendo-se assim quem é o Senhor da vida!
Se de fato cremos que a vida é sempre dada por Deus, devemos reconhecer que, pelo fato de os meios contraceptivos fecharem o ato sexual à transmissão da vida, podem deste modo, estar impedindo a concepção ou o nascimento de um filho(a) que Deus quisesse dar ao casal! Somos chamados a aceitar, não a recusar ou evitar os filhos que Deus quiser nos confiar!
Deus ordenou por mais de uma vez: "sede fecundos", mas desta forma estão sendo infecundos! Estão "enterrando" o grande "talento" da fertilidade!
Quando o ato sexual é dissociado de suas finalidades unitiva e procriativa, ele tende a se tornar um ato egoísta e hedonista.
"A Igreja ensinou sempre a malícia intrínseca da contracepção, isto é, de todo o ato conjugal tornado, intencionalmente, infecundo. Deve reter-se este ensinamento como uma doutrina definitiva e irreformatável. A contracepção opõem-se gravemente à castidade matrimonial, é contrária ao bem da transmissão da vida (aspecto procriador do matrimônio) e à doação recíproca dos cônjuges (aspecto unitivo do matrimônio), lesa o verdadeiro amor e nega a função soberana de Deus na transmissão da vida humana"2
A contracepção é portanto, um mal grave e, se a pessoa que a pratica tiver plena consciência da gravidade do ato e mesmo assim, deliberadamente o pratica, incorre então em um pecado mortal que acarretará a morte eterna no inferno se não houver arrependimento3. "No entanto, mesmo podendo julgar que um ato é em si falta grave, devemos confiar o julgamento sobre as pessoas à justiça e à misericórdia de Deus"4, pois somente Ele conhece o coração e a consciência de cada pessoa. Não devemos portanto, julgar ninguém pelo fato de praticar a contracepção e nem por qualquer outra atitude, pois o próprio Jesus disse: "Não julgueis e não sereis julgados; não condeneis e não sereis condenados; perdoai e sereis perdoados"(Lc6,37). Não devemos nunca julgar uma pessoa, mas devemos sim, mostrar a gravidade dos atos que ela cometeu, pois Jesus disse também: "se o teu irmão pecar, mostra-lhe o pecado entre ti e ele somente; se te ouvir, terás ganho o teu irmão. Se não te escutar, toma contigo uma ou duas pessoas, a fim de que toda a questão se resolva pela decisão de duas ou três testemunhas. Se recusa ouvi-los, dize-o à Igreja. E se recusar ouvir também a Igreja, seja ele para ti como um pagão e um publicano"(Mt18,15-17). Quando a igreja denuncia a gravidade da contracepção, não quer julgar nem condenar ninguém, mas somente revelar o mal praticado a fim de que não seja mais cometido.
Existe ainda uma realidade ainda mais terrível, que poucas pessoas tem conhecimento: quase todos os anticoncepcionais não são somente anticoncepcionais, mas são também abortivos! Isto significa que freqüentemente eles não impedem a concepção, ou seja, o início da vida, e causam a morte do ser humano concebido durante seus primeiros dias de sua vida. Como durante os primeiros dias o ser humano é muito pequeno, a mulher nem percebe que concebeu e nem tampouco que abortou. Muitas pessoas, mesmo sem ter conhecimento disso, estão causando a morte de seus próprios filhos devido ao uso de contraceptivos abortivos! Todos os dispositivos intra-uterinos (dius) e "contraceptivos de emergência" são essencialmente abortivos; todos os hormonais - contraceptivos orais (todas as pílulas - também as "comuns"), depo-provera (vacinas), norplantes (implantes), etc. - não são somente anticoncepcionais, são também abortivos. "Está presente, no uso dos meios que têm um efeito abortivo, uma malícia moral muito grave e específica, que impede a implantação do embrião recém fecundado ou também causando a sua expulsão numa fase precoce da gravidez."5

Entretanto, quando há graves motivos para se evitar a gravidez, pode-se utilizar os métodos naturais, que diferentemente dos anticoncepcionais, não anulam a função unitiva:
“Por razões justas, os esposos podem querer espaçar os nascimentos de seus filhos. Cabe-lhes verificar que seu desejo não provém do egoísmo mas está de acordo com a justa generosidade de uma paternidade responsável. Além disso regularão seu comportamento segundo critérios objetivos da moral”6.
“A continência periódica, os métodos de regulação da natalidade baseados na auto-observação e no recurso aos períodos infecundos estão de acordo com os critérios objetivos da moralidade. Estes métodos respeitam o corpo dos esposos, animam a ternura entre eles e favorecem a educação de uma liberdade autêntica.”7


1 João Paulo II, Evangelium Vitae
2 Conselho Pontifício para a Família.: Vademecum para os confessores sobre alguns temas da moral relacionados com a vida conjugal, ns. 4-5
3 cf. Catecismo da Igreja Católica, ns. 1859 - 1861
4 Catecismo da Igreja Católica, n. 1861
5 Conselho Pontifício para a Família.: Vademecum para os confessores sobre alguns temas da moral relacionados com a vida conjugal, ns. 5-6
6 Catecismo da Igreja Católica, n. 2368
7 Catecismo da Igreja Católica, n. 2370

http://catequeseetc.blogspot.com/



Frases curtas:

“Primeiro dizem que é doença para não dizer que é crime. Depois tornam crime dizer que é doença” – Olavo de Carvalho, sobre a estratégia para legalizar a pedofilia.

“Chegará o dia em que teremos que provar que a grama é verde” – J. K. Chesterton (Hoje temos que provar que matar um ser humano em gestação é crime, que pedofilia é crime, que menino não é menina e que menina não é menino!)





 

 

Comissão para Vida e a Família da CNBB mobiliza cristãos na luta contra a legalização do aborto

Bebê com cerca de 9 semanas de gestação

Mais uma vez, a legalização do aborto volta à pauta nacional em uma audiência pública convocada pela ministra Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal (STF) para os dias 3 e 6 de agosto. Na ocasião, será debatido a descriminalização do aborto até a 12ª semana de gestação, discutida na Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 442.
Diante dessa realidade, a Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) reafirma em nota a posição firme e clara da Igreja “em defesa da integralidade, inviolabilidade e dignidade da vida humana, desde a sua concepção até a morte natural”, condenando, “assim, todas e quaisquer iniciativas que pretendam legalizar o aborto no Brasil”. Afirmação emitida pela presidência da CNBB na Nota Oficial “Pela vida, contra o aborto”, publicada em 11 de abril de 2017.
A ação sustenta que dois dispositivos do Código Penal que instituem a criminalização da interrupção voluntária da gravidez afrontam a dignidade da pessoa humana, a cidadania, a não discriminação, a inviolabilidade da vida, a liberdade, a igualdade, a proibição de tortura ou o tratamento desumano e degradante, a saúde e o planejamento familiar das mulheres e os direitos sexuais e reprodutivos.
A Audiência Pública será realizada neste Supremo Tribunal Federal, Anexo II-B, sala da Primeira Turma, nos dias 03.08.2018 (sexta-feira) e 06.08.2018 (segunda-feira), das 8h40 às 12h50 e das 14h30 às 18h50. A CNBB apresentará sua posição, nesta audiência, no dia 6 de agosto, às 9h10, pelo dom Ricardo Hoerpers, bispo da diocese de Rio Grande (RS) e pelo padre José Eduardo de Oliveira e Silva, da diocese de Osasco (SP).
Leia a nota na íntegra:
Brasília – DF, 25 de Julho de 2018
ABORTO E DEMOCRACIA
  1. Um perigo iminente
Nos últimos anos, apresentaram-se diversas iniciativas que visavam à legalização do aborto no ordenamento jurídico brasileiro.
Em todas essas ocasiões, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, fiel à sua missão evangelizadora, reiterou a “sua posição em defesa da integralidade, inviolabilidade e dignidade da vida humana, desde a sua concepção até a morte natural”, condenando, “assim, todas e quaisquer iniciativas que pretendam legalizar o aborto no Brasil” (CNBB, Nota Pela vida, contra o aborto, 11 de abril de 2017).
Unindo sua voz à sensibilidade do povo brasileiro, maciçamente contrário a qualquer forma de legalização do aborto, a Igreja sempre assegurou que “o respeito à vida e à dignidade das mulheres deve ser promovido, para superar a violência e a discriminação por elas sofridas”, lembrando que “urge combater as causas do aborto, através da implementação e do aprimoramento de políticas públicas que atendam eficazmente as mulheres, nos campos da saúde, segurança, educação sexual, entre outros, especialmente nas localidades mais pobres do Brasil” (Ibidem).
As propostas de legalização do aborto sempre foram debatidas democraticamente no parlamento brasileiro e, após ampla discussão social, sempre foram firmemente rechaçadas pela população e por seus representantes.
A desaprovação ao aborto, no Brasil, não parou de crescer nos últimos anos, mas, não obstante, assistimos atualmente uma tentativa de legalização do aborto que burla todas as regras da democracia: quer-se mudar a lei mediante o poder judiciário.
  1. A ADPF 442
A Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental – ADPF 442, solicita ao Supremo Tribunal Federal – STF a supressão dos artigos 124 a 126 do Código Penal, que tipificam o crime de aborto, alegando a sua inconstitucionalidade. O argumento, em si, é absurdo, pois se trata de uma lei federal de 1940, cuja constitucionalidade jamais foi questionada.
O STF convocou uma audiência pública para a discussão do tema, a realizar-se nos dias 3 e 6 de agosto de 2018. A maior parte dos expositores representa grupos ligados à defesa da legalização do aborto.
A rigor, o STF não poderia dar andamento à ADPF, pois não existe nenhuma controvérsia em seu entendimento. Em outras palavras, em si, a ADPF 442 transcende o problema concreto do aborto e ameaça os alicerces da democracia brasileira, que reserva a cada um dos poderes da República uma competência muito bem delineada, cujo equilíbrio é uma garantia contra qualquer espécie de deterioração que degenerasse em algum tipo de ditadura de um poder sobre os outros.
O momento exige atenção de todas as pessoas que defendem a vida humana. O poder legislativo precisa posicionar-se inequivocamente, solicitando de modo firme a garantia de suas prerrogativas constitucionais. Todos os debates legislativos precisam ser realizados no parlamento, lugar da consolidação de direitos e espaço em que o próprio povo, através dos seus representantes, outorga leis a si mesmo, assegurando a sua liberdade enquanto nação soberana. Ao poder judiciário cabe fazer-se cumprir as leis, ao poder legislativo, emaná-las.
  1. O aborto da democracia.
“Escolhe, pois, a vida”. O eloquente preceito que recebemos da Escritura, “escolhe, pois, a vida” (Dt 30,19), agora, reveste-se de importância decisiva: precisamos garantir o direito à vida nascente e, fazendo-o, defender a vida de nossa democracia brasileira, contra todo e qualquer abuso de poder que, ao fim e ao cabo, constituir-se-ia numa espécie de “aborto” da democracia. As democracias modernas foram concebidas como formas de oposição aos absolutismos de qualquer gênero: pertence à sua natureza que nenhum poder seja absoluto e irregulável. Por isso, é imensamente desejável que, diante destas ameaças hodiernas, encontremos modos de conter qualquer tipo de exacerbação do poder. Em sua evangélica opção preferencial pelos pobres, a Igreja vem em socorro dos mais desprotegidos de todos os desprotegidos: os nascituros que, indefesos, correm o risco do desamparo da lei e da consequente anistia para todos os promotores desta que São João Paulo II chamava de cultura da morte.
  1. Sugestões práticas.
O que fazer? Diante da gravidade da situação, pedimos a todas as nossas comunidades uma mobilização em favor da vida, que se poderia dar em três gestos concretos:
  1. Uma vigília de oração, organizada pela Pastoral Familiar local, tendo como intenção a defesa da vida dos nascituros, podendo utilizar como material de apoio os encontros do subsídio Hora da Vida 2018, sobretudo a Celebração da Vida, vide página 41. Ao final da vigília, os participantes poderiam elaborar uma breve ata e endereçá-la à Presidência do Congresso Nacional, solicitando aos legisladores que façam valer suas prerrogativas constitucionais: presidencia@camara.leg.br, com cópia para a Comissão Episcopal para a Vida e a Família: vidafamilia@cnbb.org.br.
  2. Nas Missas do último domingo de julho, os padres poderiam comentar brevemente a situação, esclarecendo o povo fiel acerca do assunto e reservando uma das preces da Oração da Assembleia para rezar pelos nascituros. A coordenação da Pastoral Familiar poderia encarregar-se de compor o texto da oração e também de dirigir umas palavras ao povo.
  3. Incentivamos, por fim, aos fiéis leigos, que procurem seus deputados para esclarecê-los sobre este problema. Cabe, de fato, ao Congresso Nacional colocar limites a toda e qualquer espécie de ativismo judiciário.
Invocamos sobre todo o nosso país a proteção de Nossa Senhora Aparecida, em cuja festa se comemora juntamente o dia das crianças, para que ela abençoe a todos, especialmente as mães e os nascituros.
Dom João Bosco B. Sousa, OFM
Presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família Bispo Diocesano de Osasco – SP


DESEJA RECEBER MENSALMENTENOSSO INFORMATIVO PELO CORREIO? LIGUE PARA (41)3657-4285
C:\Users\driva\Downloads\Screenshot_2018-07-24-19-37-50.png


“NÃO MATARÁS.” (Ex 20,13)
CNBB convoca mobilização a favor da vida e contra o aborto – pg.8









PALAVRA DE DEUS

"Salmo 44

1. Canto nupcial. 2.Transbordam palavras sublimes do meu coração. Ao rei dedico o meu canto. Minha língua é como o estilo de um ágil escriba. 3.Sois belo, o mais belo dos filhos dos homens. Expande-se a graça em vossos lábios, pelo que Deus vos cumulou de bênçãos eternas. 4.Cingi-vos com vossa espada, ó herói; ela é vosso ornamento e esplendor. 5.Erguei-vos vitorioso em defesa da verdade e da justiça. Que vossa mão se assinale por feitos gloriosos. 6.Aguçadas são as vossas flechas; a vós se submetem os povos; os inimigos do rei perdem o ânimo. 7.Vosso trono, ó Deus, é eterno, de eqüidade é vosso cetro real. 8.Amais a justiça e detestais o mal, pelo que o Senhor, vosso Deus, vos ungiu com óleo de alegria, preferindo-vos aos vossos iguais. 9.Exalam vossas vestes perfume de mirra, aloés e incenso; do palácio de marfim os sons das liras vos deleitam. 10.Filhas de reis formam vosso cortejo; posta-se à vossa direita a rainha, ornada de ouro de Ofir. 11.Ouve, filha, vê e presta atenção: esquece o teu povo e a casa de teu pai. 12.De tua beleza se encantará o rei; ele é teu senhor, rende-lhe homenagens. 13.Habitantes de Tiro virão com seus presentes, próceres do povo implorarão teu favor. 14.Toda formosa, entra a filha do rei, com vestes bordadas de ouro. 15.Em roupagens multicores apresenta-se ao rei, após ela vos são apresentadas as virgens, suas companheiras. 16.Levadas entre alegrias e júbilos, ingressam no palácio real. 17.Tomarão os vossos filhos o lugar de vossos pais, vós os estabelecereis príncipes sobre toda a terra. 18.Celebrarei vosso nome através das gerações. E os povos vos louvarão eternamente."

Bíblia Ave Maria 

A relíquia do cinto de Nossa Senhora
Quem, saindo de Florença, percorre vin­te quilômetros em direção ao noroeste, encontra às margens do rio Bisenzio uma cidade industrial cu­jas fábricas lhe valeram a alcunha de “Manchester da Itá­lia”. Trata-se de Prato. Essa cida­de, apesar da feiúra de suas indústrias e da simplicidade de seu nome, além de ter sido um pólo ar­tístico mui­to afamado da his­tó­ria da Tos­ca­na, abriga, em seu cen­tro velho, uma das relíquias mais tocantes da Mãe de Deus.
É bem conhecida a história de São Tomé, um dos doze Apóstolos, que por estar ausente quando da aparição do Senhor após a Res­surreição, não quis nela acreditar, apesar do testemunho de seus com­panheiros. Só oito dias mais tarde, quando Jesus lhes apa­receu novamente, Tomé pôde constatar a verdade, colocando seus dedos na chaga do Salvador. Aí, sim, acreditou.
Passaram-se os anos e Tomé tor­nou-se um dos Apóstolos mais intrépidos, levando o Evangelho até os confins da Pérsia e da Índia. Segundo a bela tradição que chegou até nós, encontrava-se ele numa dessas longínquas regiões quando recebeu um recado de São Pedro, de que retornasse sem demora a Jerusalém, pois Maria, a Mãe do Senhor, iria deixá-los e desejava antes despedir-se de todos. Empreendeu Tomé a sua volta e mais uma vez chegou atrasado. A Mãe de Deus já havia su­bi­do aos céus.
São Tomé, mais uma vez levado pelo ceticismo, relutou em acreditar na Assunção da Santíssima Vir­gem e pediu a São Pedro que abris­se o sepulcro, para poder comprovar com os seus próprios olhos o ocorrido. Atendido o seu pedido, constatou que no túmulo vazio en­contravam-se apenas muitos lírios e rosas. Nesse mesmo momento, ao levantar suas vistas aos céus, Tomé viu Nossa Senhora na Glória, que, sorridente, desatou o cinto e lançou-o em suas mãos, co­mo símbolo de maternal bênção e proteção.
“O Sagrado Cinto”, representado na Catedral de Prato.
Este cinto é a relíquia que se ve­nera na Catedral de Prato. Chegou de Jerusalém no ano de 1141, trazido por Michele Dagomari, ha­bitante da cidade que estivera na Terra Santa. No começo, nin­guém deu muita importância àque­la re­lí­quia de autenticidade não comprovada. Mas em 1173 a Providência valeu-se de um fato extraor­di­nário para que todos a reconhe­ces­sem como verdadeira.
No dia de Santo Estêvão, o pa­droeiro da cidade, era costume co­locarem-se todas as relíquias em ci­ma do altar para com elas aben­çoar os doentes e endemoniados. Na ocasião, foi exposta também a caixa contendo o cinto de Nossa Senhora. Aproximaram então uma possessa que, no momento em que tocou a caixa começou a afirmar com insistência que esse cinto era da Santíssima Virgem, e no mesmo instante viu-se liberada de seu mal.
Iniciou-se então o culto público à sagrada relíquia. O próprio São Francisco de Assis, em 1212, este­ve com seus primeiros frades em Prato para venerá-la. Porém, se esse culto já conta com mais de oito séculos de história, a devoção ao santo cinto de Nossa Senhora é ainda muito mais antiga: foi instituída por Santo Agostinho, que de­terminou a constituição de uma Confraria do Santo Cinto, até hoje existente entre os agostinianos.
A relíquia é exposta à venera­ção pública cinco vezes ao ano: na Páscoa, nos dias 1.º de maio, 15 de agosto, 8 de dezembro e no Natal. Nessas ocasiões, ela é colocada no púlpito externo, à direita da Catedral, defronte à bonita pra­ça medieval da cidade.
Essa devoção faz com que Prato seja até hoje um dos lugares de peregrinação mariana mais frequentados da Itália.
São Tomé tor­nou-se um dos Apóstolos mais intrépidos, levando o Evangelho até os confins da Pérsia e da Índia.
Se você, leitor, algum dia passar por Prato, não deixe de entrar na Catedral — aliás, uma linda rea­lização do estilo gótico toscano — e procure do lado esquerdo a Capelladel Sacro Cingolo, onde poderá venerar tão extraordinária relíquia. Peça à Santíssima Vir­gem as graças de que necessita e não deixe de admirar os maravi­lhosos afrescos onde estão retra­tados, além da entrega do cinto a São Tomé, outros episódios da vida de Nossa Senhora.
Maria, mãe das misericórdias ini­magináveis, quis mostrar a São Tomé e a todos nós que, mesmo sendo teimosos em acreditar, e ainda que estejamos imersos em nossas misérias, Ela sempre esta­rá dis­posta a fazer milagres portentosos para nos confirmar na Fé e atar-nos a Ela com seu Cinto, protegendo-nos com sua maternal ter­nura.
Revista Arautos do Evangelho, Junho/2002, n. 6, pp. 15-17.







A história de Nossa Senhora de Toda Ajuda e da menina surda e muda que a contou

Santuário de Querrien
Para localizar a Bretanha no mapa da França, basta distinguir a imensa península que mais avança para dentro do Oceano Atlântico. Essa península situa-se abaixo da Inglaterra, numa vizinhança geográfica que explica a relação da Bretanha com as ilhas britânicas, incluída a Irlanda, todas habitadas outrora por uma população celta. Isso explica igualmente os fiapos de uma linda história que chega até nossos dias com a invocação de Notre-Dame de Toute Aide (Nossa Senhora de Toda Ajuda), em Querrien, pequena aldeia da Bretanha.
Um grande milagre: a fonte de São Galo
Em 574, o monge irlandês São Columbano desembarcou na Bretanha com 12 companheiros. Os monges eram os grandes apóstolos dessa época remota e ingressaram península adentro evangelizando os habitantes, erguendo ermidas e fundando mosteiros.
Por volta de 610, São Galo construiu uma ermida em Montrel-en-Langast, antiga Langal. Depois seguiu para Querrien, onde fez brotar uma fonte “para que as pessoas possam fazer o pão” — a conhecida fonte de São Galo. Mandou fazer também um pequeno oratório e esculpiu com as próprias mãos uma imagem de Nossa Senhora com o Menino Jesus, para ser ali venerada. Mais tarde, o oratório se tornou uma capela que, infelizmente, desabou – desaparecendo com ela também a imagem.
Este simples relato é tudo o que se sabe dos séculos VI e VII. Mais de 1000 anos se escoaram nas brumas do esquecimento, como ocorre às nuvens sopradas do oceano, que continuamente atravessam os céus da Bretanha.
O diálogo da Santíssima Virgem com uma pastorinha
Quinta-feira, 15 de agosto de 1652 (Luís XIV tinha apenas 14 anos), por volta das 18 horas. Nessa tarde de verão, a uns 20 metros da “Mare de Saint Gall”, um pequeno lago de água represada onde as ovelhas vão matar a sede, Jeanne Courtel, uma pastorinha de onze anos e meio, surda-muda de nascença, cuida do rebanho de seu pai no prado dos Fontenelles. De repente lhe aparece uma jovem e bela dama vestida de cetim branco e diz:
— Encantadora menina, dá-me um dos teus carneiros!
— Esses carneiros não são meus, são de meu pai — respondeu a menina, que até então nunca havia pronunciado uma palavra.
— Então vai procurar teus pais… e pede um cordeiro para mim.
— Mas… quem guardará meu rebanho?
— Eu mesma. Eu cuidarei dos teus carneiros.
A menina foi correndo para a casa dos pais, onde todos ficaram pasmos ao ouvi-la dizer:
— Papai! Papai! Uma senhora veio me ver e me pediu um dos cordeiros do senhor.
— Oh, minha filha! Se essa senhora te restituiu a palavra, daremos a ela todo o nosso rebanho!
— Ela disse também que é preciso remexer o lago, para encontrar a sua imagem enterrada e perdida há séculos.
— E o que mais ela te pediu?
— Ela diz que é a Virgem Maria e que é preciso construir uma capela para ela no meio da aldeia, para que os peregrinos possam vir em multidões para honrá-la.
— Se é verdade o que dizes, pediremos ao bispo que nos permita construir um santuário para ela — respondeu o pai, visivelmente emocionado pelo milagre.
O milagre ocorrido com a pequena Joana deixou estupefato o vilarejo, como facilmente se pode imaginar. O pároco de Prénessaye, Olivier Audrian, a cuja paróquia pertence Querrien, foi avisado e mandou pessoas de confiança verificarem o ocorrido.
Tudo se passou rapidamente. Nossa Senhora apareceu uma segunda vez e insistiu:
— Eu sou a Virgem Maria, escolhi este lugar e quero que se construa uma capela no centro do vilarejo.
A pastora, seus pais e vizinhos foram ao pároco confiar a mensagem da “belle Demoiselle”. O pe. Audrian, perplexo e confuso, embora constatando a cura da surda-muda, continuava cético e pretendia falar com o bispo.
Nova aparição, em que a pequena Joana contou à bela Senhora as reticências do pároco. Para dar uma prova da credibilidade do seu pedido, ela ordenou que se vasculhasse o lago de São Galo, onde se encontraria a sua imagem que outrora fora ali venerada. Assim, mais de mil anos depois de seu desaparecimento, no dia 20 de agosto de 1652 reencontrou-se a imagem esculpida por São Galo, em perfeito estado, sem umidade nem estragos. A partir de então, milagres e curas começaram a realizar-se.
A pastora voltou à carga:
— É preciso construir a capela.
Mas o pároco resistia. Nossa Senhora apareceu ainda uma vez e transmitiu outra ordem:
— Já que o pároco não quer se ocupar da construção, procure o bispo, que dará ouvidos à mensagem e tomará as providências necessárias.
O vilarejo se torna centro de peregrinações
Efetivamente, dom Denis de la Barde, o bispo de St. Brieuc, amigo de São Francisco de Sales, convenceu-se da veracidade das aparições, após as devidas pesquisas, e anunciou, no dia 8 de setembro daquele mesmo ano de 1652, festa da Natividade de Nossa Senhora, que iria a Querrien no dia 11 seguinte. A pedra fundamental foi colocada e, quatro anos mais tarde, a capela foi entregue ao culto.
A invocação de Nossa Senhora de Toda Ajuda provém da imagem de Nossa Senhora que São Francisco de Sales, então bispo de Genebra, entronizou em Paris em janeiro de 1618, sob a mesma invocação. Foi dom De la Barde que, por veneração a São Francisco de Sales, quis atribuir essa invocação à Virgem de Querrien.
A imagem esculpida por São Galo, entretanto, foi criminosamente destruída pelos partidários da Revolução Francesa. Hoje se venera em Querrien uma inocente e bela Virgem de princípios do século XVIII.
Situado a cerca de 70 km a oeste de Rennes, e a mais de 400 km de Paris, Querrien tornou-se um importante centro de peregrinação. Tem hoje em torno de 1.700 habitantes. Na época das aparições, eram entre 200 e 300. Em agosto e setembro ocorrem os “pardons”, uma forma tradicional de comemorar a festa de Nossa Senhora ou de algum santo, com procissões, festejos e grande afluxo aos sacramentos.
_____________



SÃO JOÃO MARIA VIANNEY





São João Maria Vianney, o Cura d'Ars. 

.....São João Maria Vianney nasceu em Dardily, Diocese de Lião, na França, no dia 8 de maio de 1786, filho de Mateus Vianney e Maria Belusa, piedosos camponeses.Desde a infância, deu indício de uma grande santidade. Certo dia, a mão deu ao filho uma imagem de Nossa Senhora que ele nunca deixava. Carregando-a respeitosamente nos braços a onde quer que fosse, muitas vezes, no estábulo, sem que ninguém o visse, costumava rezar longo tempo diante dela.
.....Com oito anos já acostumava, com palavras e com o exemplo, ensinar o Rosário de Nossa Senhora às crianças.
.....Quando a Revolução Francesa estourou, viveu dias tristes, vendo as igrejas fechadas, os padres perseguidos, etc.
.....De grande predileção pelos pobres, pelos abandonados que nada possuem, reunia-os pelos caminhos, pelos bosques e alegremente levava-os para sua casa, onde os pais, reputados desde há muito pela caridade, acolhiam a todos os desventurados.
.....Aos treze anos, com um fervor fora do comum, João Maria Vianney fez a Primeira Comunhão. Neste dia, ele dizia baixinho para si mesmo: "Eu serei padre! Eu serei padre!"
.....Depois ele o disse a seu pai. O pai, homem prudente e conhecedor da vida e dos arroubos da juventude, fê-lo esperar dois anos, para observá-lo e para experimentá-lo.
.....Afinal, João Maria Vianney entrou na escola fundada pelo Padre Balley, então pároco de Eculy.
.....Como seminarista foi modelo, mas como estudante, embora de comportamento exemplar, sua inteligência, porém, era muito limitada. Por isso chegou a ser despedido do Seminário, Mas, ajudado pelo Padre Balley, teve uma segunda oportunidade e, vencendo todas as barreiras, chegou ao grande dia de sua ordenação Sacerdotal. Esta se deu no 13 de agosto d 1815. Estava com 29 anos.
.....Depois de ordenado passou três anos como auxiliar do Padre Balley, e teve a oportunidade de rever com seu dedicado mestre toda a Teologia.
.....Em 1818 foi nomeado para Ars, onde ficou até sua morte.

.....Quando estava a caminho, já próximo de Ars, deu-se um fato muito edificante. O santo pediu informação a um menino sobre como chegar até Ars. Depois de ouvir suas explicações, o santo lhe disse: “Você me mostrou o caminho de Ars, e eu te mostrarei o caminho do céu.” Este menino, chamado Antonio Grive, foi o primeiro a paroquiano a morrer depois de São Maria Vianney, que assim lhe ensinou o caminho do céu.
.....Os habitantes de Ars, quanto à religião, viviam indiferentes. Quatro grandes males afastavam aquelas almas do caminho do bem: a bebida, a blasfêmia os bailes e o trabalho no domingo.
Nosso Santo pôs-se imediatamente ao trabalho para acabar com estes. Suas armas foram a oração, a penitência e os sermões.
.....Bem antes do raiar da aurora, levantava-se e ia prostrar-se diante do altar. Ali ajoelhado, suplicava por longo tempo a Deus pela conversão de sua paróquia.
.....À noite disciplinava-se até o sangue. O pouco que dormia, era sem nenhum conforto.
.....Em seus sermões, procurou mostrar ao povo com bastante realismo a gravidade do pecado, o valor da alma, do sangue de Nosso Senhor, etc.
.....Cinco anos depois, Ars apresentava-se com outra fisionomia: acabaram os trabalhos no domingo, a blasfêmia, que antes se escutava pelos campos, foi substituída por orações e cânticos religiosos, o vício da embriaguez foi afastado e as danças foram paulatinamente sendo eliminadas.
.....Quando tudo começou a melhorar, veio a perseguição dos homens, a calúnia dos mal formados.
.....Às perseguições dos homens, juntou-se a do demônio, furioso por ver que aquele humilde sacerdote lhe estava arrebatando as almas. E a luta foi terrível. Durou trinta e cinco anos. Fantasmas horríveis, insultantes vociferações transformavam sua casa durante a noite num verdadeiro inferno, com pesadelos assustadores e mesmo ataques diretos do demônio. Certa vez o demônio incendiou a cama do Cura d’Ars. Referindo-se a isto, S. João Maria Vianney dizia: “Não podendo pegar o pássaro, queimou a gaiola.”
.....Sustentado pela graça divina, João Maria Vianney, saiu vitorioso de todos os assaltos do maligno. E Nossa Senhora, aparecendo-lhe repetidas vezes, encorajava-o.
.....Deus lhe concedeu o dom dos milagres. Ele, por humildade atribuía os milagres que fazia a Santa Filomena, de quem era grande devoto.
.....Em 1824, abriu uma escola gratuita para as meninas. Logo depois apareceu um orfanato contíguo.
.....O zelo de São João Maria Vianney, seu desejo de fazer o bem às almas, e as graças que Nosso Senhor o enriqueceu foram a causa daquela contínua peregrinação de todas as partes da França e mesmo de outros lugares, de almas que vinham ouvir as lições de um santo, de pecadores que vinham encontrar, junto ao confessionário de um humilde sacerdote, a paz com Deus, perdida por muitos anos.
.....O programa diário de nosso Santo era exaustivo: de madrugada, à uma hora, ia à igreja para rezar, antes da aurora, confessava as mulheres, às seis, no verão e às sete no inverno, celebrava a Santa Missa. Depois da ação de graças, os peregrinos rodeavam-nos, implorando bênçãos, curas, palavras de conforto, conversões, conselhos para os mais variados casos, etc. Às dez horas recitava parte de seu breviário, depois ia sentar-se no confessionário; às onze horas era o catecismo, aquele catecismo que ficou famoso; depois de um almoço, como diríamos nós, de passarinho, era a clássica visita aos doentes, quando então a multidão se comprimia para vê-lo passar, para tocar-lhe as vestes. Depois de rezar as Vésperas e as Completas, voltava para o confessionário onde permanecia, muitas vezes até altas horas da noite. Chegava a passar 16 horas por dia no confessionário.
.....Desejoso de solidão para poder, como dizia, “chorar sua pobre vida", duas vezes São João Maria Vianney tentou deixar a paróquia. Mas o povo cercou-lhe o caminho e o levou de volta para a igreja.
.....São João Maria Vianney morreu no dia 4 de agosto de 1859.
.....Os peregrinos e paroquianos desfilaram diante de seu corpo durante quarenta e oito horas sem interrupção.
.....Chegando à mais sublime perfeição, ao mais alto grau da união com Deus, só se falava em Ars, das virtudes do Vigário, de sua bondade, sua paciência, desvelo, caridade, etc.
.....São João Maria Vianney foi beatificado por São Pio X aos 5 de janeiro de 1905 e canonizado por Pio XI no dia 31 de maio de 1925, poucos dias depois de Santa Teresinha.
.....Ars tornou-se rapidamente um dos grandes centros de peregrinação. Junto à antiga igreja de Ars, conforme o desejo do Santo, foi construída uma magnífica igreja dedicada a Santa Filomena. Num belo altar lateral desta igreja, foi colocado o corpo de São João Maria Vianney.
Frases de São João Vianney:
 "Quando comunga, a alma se impregna do bálsamo do amor, como a abelha do perfume das flores".

"O Sacerdote é o amor do Coração de Jesus. Quando virdes o padre, pensai em Nosso Senhor Jesus Cristo".

"Nossa língua deveria ser utilizada somente para rezar, nosso coração para amar, nossos olhos para chorar".

"Para que nossa oração seja ouvida não depende da quantidade de palavras, mas do fervor de nossas almas".

"Meu Deus infinitamente amável, eu vos amo e preferiria morrer amando-vos a viver sem vos amar".



 

"O padre deve estar sempre pronto para responder às necessidades das almas".


"Quanto é triste um padre que não tenha vida interior. Mas para tê-la, é preciso que haja tranqüilidade, silêncio e o retiro espiritual".


"O que nos impede de sermos santos, a nós, os padres, é a falta de reflexão. Nós não encontramos em nós mesmos, não sabemos o que estamos fazendo. O que nos falta é a reflexão, a oração e a união com Deus".
Corpo milagrosamente incorrupto de São João Maria Vianney.

ORAÇÃO PELA VIDA NASCENTE - BENTO XVI
Senhor Jesus,
que fielmente visitais e cumulais
com a vossa Presença
a Igreja e a história dos homens;
que no admirável Sacramento
do vosso Corpo e do vosso Sangue
nos tornais partícipes da Vida divina
e nos fazeis antegozar
a alegria da Vida eterna;
nós vos adoramos e vos bendizemos.
Prostrados diante de Vós,
nascente e amante da vida
realmente presente e vivo no meio de nós, suplicamos-vos.
Voltai a despertar em nós o respeito por cada vida humana nascente,
tornai-nos capazes de entrever
no fruto do ventre materno
a obra admirável do Criador,
disponde os nossos corações
ao acolhimento generoso de cada criança que está para nascer.
Abençoai as famílias,
santificai a união dos esposos,
tornai fecundo o seu amor.
Acompanhai com a luz
do vosso Espírito as opções
das assembléias legislativas, *
para que os povos e as nações reconheçam e respeitem
a sacralidade da vida,
de cada vida humana.
Orientai a obra
dos cientistas e dos médicos,
a fim de que o progresso contribua para o bem integral da pessoa
e ninguém venha a sofrer
supressão e injustiça.
Infundi caridade criativa
nos administradores
e nos economistas,
para que saibam intuir e promover condições suficientes
a fim de que as jovens famílias possam abrir-se serenamente
ao nascimento de novos filhos.
Consolai os cônjuges que sofrem por causa da impossibilidade
de ter filhos e, na vossa bondade, sede providente para com eles.
Educai todos a cuidar das crianças órfãs ou abandonadas,
para que elas possam experimentar o calor da vossa Caridade,
a consolação
do vosso Coração divino.
Com Maria vossa Mãe,
a grande crente, em cuja seio assumistes a nossa natureza humana,
esperamos de Vós, nosso único
e verdadeiro Bem e Salvador,
a força de amar e servir a vida,
à espera de viver sempre em Vós,
na Comunhão
da Bem-Aventurada Trindade.
Fonte: w2.vatican.va
* E do STF!

 

8 conselhos dos santos para amar a Eucaristia


A Igreja sempre destacou a presença real do Senhor no Santíssimo Sacramento e por vários séculos incentivou o amor a este grande milagre de Deus.
A seguir, 8 conselhos dos santos sobre a Eucaristia:
1. Santo Tomás de Aquino
“A Eucaristia produz uma transformação progressiva no cristão. É o Sol das famílias e das Comunidades”.
2. Santo Agostinho
“Senhor, você alegra minha mente de alegria espiritual. Como é glorioso teu cálice que ultrapassa todos os prazeres provados anteriormente”.
3. São Francisco de Assis
“Quando não posso participar da Santa Missa, adoro o Corpo de Cristo com os olhos do espírito através da oração, o qual adoro quando vejo na Missa”.
4. Santo Afonso Maria de Ligório
“Ficai certos de que todos os instantes da vossa vida, o tempo que passardes diante do divino sacramento será o que vos dará mais força durante a vida, mais consolo na hora da morte e durante a eternidade. E seremos mais recompensados por 15 minutos de adoração na presença de Jesus Sacramentado do que em todos outros exercícios espirituais realizados durante nosso dia”.
5. São Francisco de Sales
“A oração, unida a esse sacrifício divino da Missa, tem uma força inexplicável; de modo que através deste sacrifício a alma fica cheia de favores celestiais como apoiada sobre seu Amado”.
6. Santa Maria Goretti
“A Santa Eucaristia é a perfeita expressão do amor de Jesus Cristo pelo homem, é a essência de todos os mistérios da sua vida”.
7. São Luis Maria Grignion de Montfort
“Antes da Comunhão... suplica a esta bondosa Mãe para que empreste seu coração para receber nele o seu Filho com suas mesmas disposições”.
8. Santa Teresa D’Ávila
“Depois de receberem o Senhor, sua pessoa real está diante de nós, procurem fechar os olhos do corpo e abrir os da alma e olhá-lo com o coração”. 






Em 15 de julho de 1948,  o Santo Ofício publicou um decreto contra o comunismo do Santo Ofício, que excomungou os que propagam "os ensinamentos materialistas e anti-cristãos do comunismo",
Foi perguntado à Suprema Sagrada Congregação:
1. Se é permitido aderir ao partido comunista ou favorecê-lo de alguma maneira?
2. Se é lícito publicar, divulgar ou ler livros, revistas, jornais ou tratados que sustentam a doutrina e a ação dos comunistas, ou escrever neles?
3. Se fiéis cristãos que consciente e livremente fizeram o que está em 1 e 2, podem ser admitidos aos Sacramentos?
4. Se fiéis cristãos que professam a doutrina materialista e anticristã do comunismo, e sobretudo os que defendem ou propagam, incorrem pelo próprio fato, como apóstatas da fé católica, na excomunhão reservada de modo especial à Sé Apostólica?

RESPOSTAS
Quanto a 1. Não; o comunismo é de fato materialista e anticristão; embora declarem às vezes em palavras que não atacam a religião, os comunistas demonstram de fato, quer pela doutrina, quer pelas ações, que são hostis a Deus, à verdadeira religião e à Igreja de Cristo.
Quanto a 2. Não, pois são proibidos pelo próprio direito (CIC, cân. 1399);
Quanto a 3. Não, segundo os princípios ordinários determinando a recusa dos sacramentos àquele que não tem a disposição requerida.
Quanto a 4. Sim.

ENCÍCLICAS
Qui pluribus (1846), o Papa Pio IX afirmou que "para aqui (tende) essa doutrina nefanda do chamado comunismo, sumamente contrária ao próprio direito natural, a qual, uma vez admitida, levaria à subversão radical dos direitos, das coisas, das propriedades de todos e da própria sociedade humana"

Papa Pio IX, Encíclica Noscitis et Nobiscum, 8 de dezembro de 1849: “Transtorno absoluto de toda ordem humana ... tampouco conheceis, Veneráveis Irmãos, que os principais autores desta intriga tão abominável não se propõem outra coisa senão impelir os povos, agitados já por toda classe de ventos de perversidade, ao transtorno absoluto de toda ordem humana as coisas, entregá-los aos criminosos sistemas do novo socialismo e comunismo”.

Ano 1878, 28 de dezembro, Leão XIII, Encíclica Quod Apostolici Muneris: “O socialismo diverge diametralmente da Religião Católica”. Acta Leonis XIII, vol. I, pág. 40), assim descreveu distinta e expressamente esses mesmos erros: “Peste mortífera, que invade a medula da sociedade humana e a conduz a um perigo extremo”; e com a clarividência do seu espírito luminoso demonstrou que o movimento precipitado das multidões para a impiedade do ateísmo, numa época em que tanto se exaltavam os progressos da técnica, tivera origem nos desvarios duma filosofia que de há muito porfia por separar a ciência e a vida da fé da Igreja.

Encíclica Diuturnum Illud, Ano de 1881, 29 de junho, Papa Leão XIII (1878-1903): “... o comunismo, o socialismo, o nihilismo, monstros horrendos que são a vergonha da sociedade e que ameaçam ser-lhe a morte”. .

Encíclica Rerum Novarum (1891), o Papa Leão XIII declarou que "a teoria socialista da propriedade coletiva deve absolutamente repudiar-se como prejudicial àqueles membros a que se quer socorrer, contrária aos direitos naturais dos indivíduos, como desnaturando as funções do Estado e perturbando a tranquilidade pública."

Ano 1914, 1 de novembro, Papa Bento XV (1914-1922), Encíclica Ad Beatissimi Apostolorum. “Não é nossa intenção aqui repetir os argumentos que demosnstram calramente os erros do socialismo e de doutrinas semelhantes. Nosso predecessor, Leão XIII, muito sabiamente já o fez em encíclicas verdadeiramente memoráveis; e Vós, Veneráveis Irmãos, tomareis o maior cuidado para que esses graves preceitos não sejam jamais esquecidos, mas, sempre expostos com clareza e inculcados nas associações católicas e congressos, em sermões e na imprensa católica”

Quadragessimo Anno, Encíclica Papal, (1931), o Papa Pio XI afirmou que "o socialismo quer se considere como doutrina, quer como fato histórico, ou como «ação», se é verdadeiro socialismo, [...] não pode conciliar-se com a doutrina católica; pois concebe a sociedade de modo completamente avesso à verdade cristã. [...] E se este erro, como todos os mais, encerra algo de verdade, o que os Sumos Pontífices nunca negaram, funda-se contudo numa própria concepção da sociedade humana, diametralmente oposta à verdadeira doutrina católica. Socialismo religioso, socialismo católico são termos contraditórios: ninguém pode ser ao mesmo tempo bom católico e verdadeiro socialista."

Encíclica Divini Redemptoris (1937), o Papa Pio XI defendeu que o comunismo ateu é um "sistema cheio de erros e sofismas, igualmente oposto à revelação divina e à razão humana; sistema que, por destruir os fundamentos da sociedade, subverte a ordem social, que não reconhece a verdadeira origem, natureza e fim do Estado; que rejeita enfim e nega os direitos, a dignidade e a liberdade da pessoa humana."

Mater et Magistra (1961), o Papa João XXIII reafirmou que "entre comunismo e cristianismo, [...] a oposição é radical, e acrescenta não se poder admitir de maneira alguma que os católicos adiram ao socialismo moderado: quer porque ele foi construído sobre uma concepção da vida fechada no temporal, com o bem-estar como objetivo supremo da sociedade; quer porque fomenta uma organização social da vida comum tendo a produção como fim único, não sem grave prejuízo da liberdade humana; quer ainda porque lhe falta todo o princípio de verdadeira autoridade social."

Na encíclica Centesimus Annus (1991), o Papa João Paulo II, atualizando os princípios da Rerum Novarum, salientou que "o erro fundamental do socialismo é de caráter antropológico. De fato, ele considera cada homem simplesmente como um elemento e uma molécula do organismo social, de tal modo que o bem do indivíduo aparece totalmente subordinado ao funcionamento do mecanismo econômico-social, enquanto, por outro lado, defende que esse mesmo bem se pode realizar prescindindo da livre opção, da sua única e exclusiva decisão responsável em face do bem ou do mal. O homem é reduzido a uma série de relações sociais, e desaparece o conceito de pessoa como sujeito autônomo de decisão moral, que constrói, através dessa decisão, o ordenamento social. Desta errada concepção da pessoa, deriva a distorção do direito, que define o âmbito do exercício da liberdade, bem como a oposição à propriedade privada. [...] Se se questiona ulteriormente onde nasce aquela errada concepção da natureza da pessoa e da subjetividade da sociedade, é necessário responder que a sua causa primeira é o ateísmo. [...] O referido ateísmo está, aliás, estritamente conexo com o racionalismo iluminístico, que concebe a realidade humana e social do homem, de maneira mecanicista."


O Catecismo da Igreja Católica (1992) afirma que "a Igreja rejeitou as ideologias totalitárias e atéias, associadas, nos tempos modernos, ao «comunismo» ou ao «socialismo»".
Partidos socialistas:
1º
Partido dos Trabalhadores (PT) 
13
2º
Partido Comunista Brasileiro (PCB)
21
3º
Partido Popular Socialista (PPS), sucessor do PCB
23
4º
Partido Comunista do Brasil (PCdoB)
65
5º
Partido da Causa Operária (PCO)
29
6º
Partido Democrático Trabalhista (PDT)
12
7º
Partido da Mobilização Nacional (PMN)
33
8º
Partido Pátria Livre (PPL)
54
9º
Partido Socialismo e Liberdade (PSOL)
50
10º
Partido Socialista Brasileiro (PSB)
40
11º
Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU)
16

NOTA: Além desses, há outros partidos que embora não se declarem oficialmente socialistas apóiam ideais socialistas como descriminalização do aborto como faz o PV. O NOVO deixa a questão para ser resolvida independentemente em cada estado, mas “lavar as mãos” não é atitude digna diante de algo tão importante como a defesa da vida humana.

https://ratioetvita.blogspot.com, http://www.providaanapolis.org.br



TRECHO DA EXORTAÇÃO APOSTÓLICA
GAUDETE ET EXSULTATE
DO PAPA
FRANCISCO

19. Para um cristão, não é possível imaginar a própria missão na terra, sem a conceber como um caminho de santidade, porque «esta é, na verdade, a vontade de Deus: a [nossa] santificação» (1 Ts 4, 3). Cada santo é uma missão; é um projeto do Pai que visa refletir e encarnar, num momento determinado da história, um aspeto do Evangelho.
20. Esta missão tem o seu sentido pleno em Cristo e só se compreende a partir d’Ele. No fundo, a santidade é viver em união com Ele os mistérios da sua vida; consiste em associar-se duma maneira única e pessoal à morte e ressurreição do Senhor, em morrer e ressuscitar continuamente com Ele. Mas pode também envolver a reprodução na própria existência de diferentes aspetos da vida terrena de Jesus: a vida oculta, a vida comunitária, a proximidade aos últimos, a pobreza e outras manifestações da sua doação por amor. A contemplação destes mistérios, como propunha Santo Inácio de Loyola, leva-nos a encarná-los nas nossas opções e atitudes. Porque «tudo, na vida de Jesus, é sinal do seu mistério», «toda a vida de Cristo é revelação do Pai», «toda a vida de Cristo é mistério de redenção», «toda a vida de Cristo é mistério de recapitulação», e «tudo o que Cristo viveu, Ele próprio faz com que o possamos viver n’Ele e Ele vivê-lo em nós».
21. O desígnio do Pai é Cristo, e nós n’Ele. Em última análise, é Cristo que ama em nós, porque a santidade «mais não é do que a caridade plenamente vivida»(Bento XVI). Por conseguinte, «a medida da santidade é dada pela estatura que Cristo alcança em nós, desde quando, com a força do Espírito Santo, modelamos toda a nossa vida sobre a Sua»(Bento XVI). Assim, cada santo é uma mensagem que o Espírito Santo extrai da riqueza de Jesus Cristo e dá ao seu povo.
22. Para identificar qual seja essa palavra que o Senhor quer dizer através dum santo, não convém deter-se nos detalhes, porque nisso também pode haver erros e quedas. Nem tudo o que um santo diz é plenamente fiel ao Evangelho, nem tudo o que faz é autêntico ou perfeito. O que devemos contemplar é o conjunto da sua vida, o seu caminho inteiro de santificação, aquela figura que reflete algo de Jesus Cristo e que sobressai quando se consegue compor o sentido da totalidade da sua pessoa.
23. Isto é um vigoroso apelo para todos nós. Também tu precisas de conceber a totalidade da tua vida como uma missão. Tenta fazê-lo, escutando a Deus na oração e identificando os sinais que Ele te dá. Pede sempre, ao Espírito Santo, o que espera Jesus de ti em cada momento da tua vida e em cada opção que tenhas de tomar, para discernir o lugar que isso ocupa na tua missão. E permite-Lhe plasmar em ti aquele mistério pessoal que possa refletir Jesus Cristo no mundo de hoje.
w2.vatican.va

 




A jovem mãe coragem Chiara Corbella dá o primeiro passo para sua beatificação

Chiara CorbellaPetrillo
A Diocese de Roma anunciou que dará o primeiro passo para a abertura da causa de beatificação de Chiara CorbellaPetrillo, uma jovem mãe coragem italiana que durante a sua gravidez atrasou o tratamento do câncer a fim de que o seu terceiro filho pudesse nascer.
O edital que comunica esta decisão é datado de 2 de julho e assinado pelo Vigário Geral da Diocese de Roma, Cardeal Angelo De Donatis. Foi recolhido pelo jornal ‘Avvenire’, da Conferência Episcopal Italiana.
Nesse sentido, o documento convida os fiéis "a comunicar-se diretamente ou enviar ao Tribunal Diocesano do Vicariato de Roma toda informação que possa servir de qualquer forma para reunir elementos a favor ou contra a fama de santidade da Serva de Deus".
Além disso, assinala que nas próximas semanas entregarão ao Tribunal Diocesano o original ou cópia dos escritos atribuídos a Chiara Corbella – como diários, cartas e outros – para contribuir com o avanço da causa.
O sacrifício desta jovem mãe "permanece como uma luz de esperança, como um testemunho de fé em Deus, autor da vida, como um exemplo de que o amor é maior do que o medo e a morte" afirma o edital.
Quem foi Chiara Corbella?
Chiara Corbella nasceu em Roma (Itália) em 9 de janeiro de 1984. Ela cresceu em uma família católica e freqüentou uma comunidade da Renovação Carismática.
O site dedicado à memória da Serva de Deus assinala que o seu temperamento era "tranqüilo, não rebelde, manifestado no serviço ao próximo".
Em uma peregrinação que realizou em 2002 a Medjugorje, Chiara conheceu Enrico Petrillo e pressentiu que ele era o seu futuro marido. Ao voltar a Roma, ambos iniciaram um namoro que duraria seis anos.
Chiara e Enrico se casaram em Assis em 21 de setembro de 2008. Quando voltaram da lua de mel, ela descobriu que estava grávida, mas o ultrassom revelou que o seu bebê nasceria com anencefalia.
O casal decidiu continuar com a gravidez e, em 10 de junho de 2009, nasceu Maria GraziaLetizia, que viveu apenas meia hora.
Alguns meses depois, ela engravidou novamente e os médicos disseram que o seu filho nasceria sem pernas. Davide Giovanni nasceu em 24 de junho de 2010 e viveu poucas horas.
"No casamento, o Senhor quis nos dar crianças especiais: Maria GraziaLetizia e Davide Giovanni, mas nos pediu para acompanhá-los somente até os seus nascimentos, nos permitiu abraçá-los, batizá-los e colocá-los nas mãos do Pai com uma serenidade e alegria surpreendente", escreveu Chiara.
Depois da morte do seu segundo filho, a jovem engravidou novamente e nesta ocasião o bebê estava completamente saudável. Entretanto, Chiara descobriu que estava com câncer na língua e, em março de 2011, foi submetida a uma cirurgia para extirpar o tumor.
Os médicos disseram que deveria seguir um tratamento para se curar, mas ela recusou a fim de proteger a vida de seu filho que estava no seu ventre.
"Para a maioria dos médicos, Francesco era apenas um feto de sete meses e eu que deveria ser salva. Mas eu não tinha nenhuma intenção de arriscar a vida de Francesco com base em algumas estatísticas pouco seguras que pretendiam me demonstrar que deveria dar à luz o meu filho prematuro para que eu pudesse operar", expressou esta mãe coragem em um de seus escritos.
Francesco Petrillo nasceu em 30 de maio do mesmo ano e Chiara decidiu continuar o seu tratamento. Entretanto, o câncer já havia se espalhado a um de seus pulmões, aos nódulos linfáticos, ao fígado e ao olho direito, o qual ela cobriria com um adesivo.
Em maio de 2012, junto com o seu esposo e o seu filho, a jovem mãe encontrou o Papa Bento XVI na Praça de São Pedro.
O jornal vaticano L'Osservatore Romano (LOR) informou que o casal se aproximou do Pontífice "sorrindo, com tranqüilidade, contaram a sua história de uma jovem família cristã que confia totalmente na providência e levou a sério o Evangelho, com o exemplo de João Paulo II".
"O Papa, visivelmente comovido, os acariciou ternamente", acrescentou LOR.
Chiara passou os últimos momentos da sua vida na casa da sua família, perto do mar, com o seu esposo e o seu filho. Seu diretor espiritual, Pe. Vito, lhe administrava os sacramentos diariamente.
Ela faleceu em 13 de junho de 2012 e seu funeral foi celebrado três dias depois em Roma, na igreja Santa Francesca Romana.
O então Vigário Geral da Diocese de Roma, Cardeal Agostino Vallini, disse aos presentes que "o que Deus preparou através dela é algo que não podemos perder".
Por María Ximena Rondón (www.acidigital.com)

 

 


A PATERNIDADE RESPONSÁVEL

A TRANSMISSÃO DA VIDA

Ninguém existe por acaso, mas sim por obra divina. Mesmo que uma pessoa tenha sido gerada sem desejo ou sem amor por parte dos pais, Deus consentiu em criá-la com incomensurável amor!
Deus quis que o homem e a mulher participassem com Ele na missão de transmitir a vida, e para isso conferiu ao ato sexual duas finalidades: a unitiva – “o homem deixará seu pai e sua mãe e se unirá à sua mulher”(Gn2,24; Mt19,5) – e a procriativa – “sede fecundos, multiplicai-vos e enchei a terra”(Gn1,28; Gn9,1).
Quando o homem e a mulher respeitam estas duas finalidades do ato conjugal, unindo-se não apenas fisicamente, mas também amorosamente e espiritualmente até que a morte os separe e aceitando todos os filhos que Deus lhes quiser confiar, surge assim uma família desejada e amada pelo Criador!
Infelizmente, nem sempre o homem e a mulher são fiéis aos planos divinos! Muitas vezes eles deixam de respeitar as finalidades que Deus uniu ao ato sexual.
Quando, por exemplo, eles se unem sem um compromisso de união fiel até a morte, estão destituindo o ato sexual da sua finalidade unitiva - “não separe o homem o que Deus uniu”(Mt19,6).

A CONTRACEPÇÃO
E quando, por exemplo, eles se unem (mesmo que tenham assumido o compromisso matrimonial) mas fecham o ato sexual ao dom da vida, usando anticoncepcionais ou outros meios contraceptivos (esterilizações, etc.), já não estão mais sendo servos fiéis e nem colaboradores de Deus na transmissão da vida, mas passam a ser "árbitros dos planos divinos", julgando-se (mesmo que não percebam isso) os únicos responsáveis pela vida e com o direito de evitar filhos "a todo custo", até mesmo destituindo o ato sexual de sua finalidade procriativa, esquecendo-se assim quem é o Senhor da vida!
Se de fato cremos que a vida é sempre dada por Deus, devemos reconhecer que, pelo fato de os meios contraceptivos fecharem o ato sexual à transmissão da vida, podem deste modo, estar impedindo a concepção ou o nascimento de um filho(a) que Deus quisesse dar ao casal! Somos chamados a aceitar, não a recusar ou evitar os filhos que Deus quiser nos confiar!
Deus ordenou por mais de uma vez: "sede fecundos", mas desta forma estão sendo infecundos! Estão "enterrando" o grande "talento" da fertilidade!
Quando o ato sexual é dissociado de suas finalidades unitiva e procriativa, ele tende a se tornar um ato egoísta e hedonista.
"A Igreja ensinou sempre a malícia intrínseca da contracepção, isto é, de todo o ato conjugal tornado, intencionalmente, infecundo. Deve reter-se este ensinamento como uma doutrina definitiva e irreformatável. A contracepção opõem-se gravemente à castidade matrimonial, é contrária ao bem da transmissão da vida (aspecto procriador do matrimônio) e à doação recíproca dos cônjuges (aspecto unitivo do matrimônio), lesa o verdadeiro amor e nega a função soberana de Deus na transmissão da vida humana"2
A contracepção é portanto, um mal grave e, se a pessoa que a pratica tiver plena consciência da gravidade do ato e mesmo assim, deliberadamente o pratica, incorre então em um pecado mortal que acarretará a morte eterna no inferno se não houver arrependimento3. "No entanto, mesmo podendo julgar que um ato é em si falta grave, devemos confiar o julgamento sobre as pessoas à justiça e à misericórdia de Deus"4, pois somente Ele conhece o coração e a consciência de cada pessoa. Não devemos portanto, julgar ninguém pelo fato de praticar a contracepção e nem por qualquer outra atitude, pois o próprio Jesus disse: "Não julgueis e não sereis julgados; não condeneis e não sereis condenados; perdoai e sereis perdoados"(Lc6,37). Não devemos nunca julgar uma pessoa, mas devemos sim, mostrar a gravidade dos atos que ela cometeu, pois Jesus disse também: "se o teu irmão pecar, mostra-lhe o pecado entre ti e ele somente; se te ouvir, terás ganho o teu irmão. Se não te escutar, toma contigo uma ou duas pessoas, a fim de que toda a questão se resolva pela decisão de duas ou três testemunhas. Se recusa ouvi-los, dize-o à Igreja. E se recusar ouvir também a Igreja, seja ele para ti como um pagão e um publicano"(Mt18,15-17). Quando a igreja denuncia a gravidade da contracepção, não quer julgar nem condenar ninguém, mas somente revelar o mal praticado a fim de que não seja mais cometido.
Existe ainda uma realidade ainda mais terrível, que poucas pessoas tem conhecimento: quase todos os anticoncepcionais não são somente anticoncepcionais, mas são também abortivos! Isto significa que freqüentemente eles não impedem a concepção, ou seja, o início da vida, e causam a morte do ser humano concebido durante seus primeiros dias de sua vida. Como durante os primeiros dias o ser humano é muito pequeno, a mulher nem percebe que concebeu e nem tampouco que abortou. Muitas pessoas, mesmo sem ter conhecimento disso, estão causando a morte de seus próprios filhos devido ao uso de contraceptivos abortivos! Todos os dispositivos intra-uterinos (dius) e "contraceptivos de emergência" são essencialmente abortivos; todos os hormonais - contraceptivos orais (todas as pílulas - também as "comuns"), depo-provera (vacinas), norplantes (implantes), etc. - não são somente anticoncepcionais, são também abortivos. "Está presente, no uso dos meios que têm um efeito abortivo, uma malícia moral muito grave e específica, que impede a implantação do embrião recém fecundado ou também causando a sua expulsão numa fase precoce da gravidez."5

Entretanto, quando há graves motivos para se evitar a gravidez, pode-se utilizar os métodos naturais, que diferentemente dos anticoncepcionais, não anulam a função unitiva:
“Por razões justas, os esposos podem querer espaçar os nascimentos de seus filhos. Cabe-lhes verificar que seu desejo não provém do egoísmo mas está de acordo com a justa generosidade de uma paternidade responsável. Além disso regularão seu comportamento segundo critérios objetivos da moral”6.
“A continência periódica, os métodos de regulação da natalidade baseados na auto-observação e no recurso aos períodos infecundos estão de acordo com os critérios objetivos da moralidade. Estes métodos respeitam o corpo dos esposos, animam a ternura entre eles e favorecem a educação de uma liberdade autêntica.”7


1 João Paulo II, Evangelium Vitae
2 Conselho Pontifício para a Família.: Vademecum para os confessores sobre alguns temas da moral relacionados com a vida conjugal, ns. 4-5
3 cf. Catecismo da Igreja Católica, ns. 1859 - 1861
4 Catecismo da Igreja Católica, n. 1861
5 Conselho Pontifício para a Família.: Vademecum para os confessores sobre alguns temas da moral relacionados com a vida conjugal, ns. 5-6
6 Catecismo da Igreja Católica, n. 2368
7 Catecismo da Igreja Católica, n. 2370

http://catequeseetc.blogspot.com/

 

 

 

 

Frases curtas:

“Primeiro dizem que é doença para não dizer que é crime. Depois tornam crime dizer que é doença” – Olavo de Carvalho, sobre a estratégia para legalizar a pedofilia.

“Chegará o dia em que teremos que provar que a grama é verde” – J. K. Chesterton (Hoje temos que provar que matar um ser humano em gestação é crime, que pedofilia é crime, que menino não é menina e que menina não é menino!)

 

 

 




 

 

Comissão para Vida e a Família da CNBB mobiliza cristãos na luta contra a legalização do aborto

Bebê com cerca de 9 semanas de gestação

Mais uma vez, a legalização do aborto volta à pauta nacional em uma audiência pública convocada pela ministra Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal (STF) para os dias 3 e 6 de agosto. Na ocasião, será debatido a descriminalização do aborto até a 12ª semana de gestação, discutida na Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 442.
Diante dessa realidade, a Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) reafirma em nota a posição firme e clara da Igreja “em defesa da integralidade, inviolabilidade e dignidade da vida humana, desde a sua concepção até a morte natural”, condenando, “assim, todas e quaisquer iniciativas que pretendam legalizar o aborto no Brasil”. Afirmação emitida pela presidência da CNBB na Nota Oficial “Pela vida, contra o aborto”, publicada em 11 de abril de 2017.
A ação sustenta que dois dispositivos do Código Penal que instituem a criminalização da interrupção voluntária da gravidez afrontam a dignidade da pessoa humana, a cidadania, a não discriminação, a inviolabilidade da vida, a liberdade, a igualdade, a proibição de tortura ou o tratamento desumano e degradante, a saúde e o planejamento familiar das mulheres e os direitos sexuais e reprodutivos.
A Audiência Pública será realizada neste Supremo Tribunal Federal, Anexo II-B, sala da Primeira Turma, nos dias 03.08.2018 (sexta-feira) e 06.08.2018 (segunda-feira), das 8h40 às 12h50 e das 14h30 às 18h50. A CNBB apresentará sua posição, nesta audiência, no dia 6 de agosto, às 9h10, pelo dom Ricardo Hoerpers, bispo da diocese de Rio Grande (RS) e pelo padre José Eduardo de Oliveira e Silva, da diocese de Osasco (SP).
Leia a nota na íntegra:
Brasília – DF, 25 de Julho de 2018
ABORTO E DEMOCRACIA
1.      Um perigo iminente
Nos últimos anos, apresentaram-se diversas iniciativas que visavam à legalização do aborto no ordenamento jurídico brasileiro.
Em todas essas ocasiões, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, fiel à sua missão evangelizadora, reiterou a “sua posição em defesa da integralidade, inviolabilidade e dignidade da vida humana, desde a sua concepção até a morte natural”, condenando, “assim, todas e quaisquer iniciativas que pretendam legalizar o aborto no Brasil” (CNBB, Nota Pela vida, contra o aborto, 11 de abril de 2017).
Unindo sua voz à sensibilidade do povo brasileiro, maciçamente contrário a qualquer forma de legalização do aborto, a Igreja sempre assegurou que “o respeito à vida e à dignidade das mulheres deve ser promovido, para superar a violência e a discriminação por elas sofridas”, lembrando que “urge combater as causas do aborto, através da implementação e do aprimoramento de políticas públicas que atendam eficazmente as mulheres, nos campos da saúde, segurança, educação sexual, entre outros, especialmente nas localidades mais pobres do Brasil” (Ibidem).
As propostas de legalização do aborto sempre foram debatidas democraticamente no parlamento brasileiro e, após ampla discussão social, sempre foram firmemente rechaçadas pela população e por seus representantes.
A desaprovação ao aborto, no Brasil, não parou de crescer nos últimos anos, mas, não obstante, assistimos atualmente uma tentativa de legalização do aborto que burla todas as regras da democracia: quer-se mudar a lei mediante o poder judiciário.
1.      A ADPF 442
A Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental – ADPF 442, solicita ao Supremo Tribunal Federal – STF a supressão dos artigos 124 a 126 do Código Penal, que tipificam o crime de aborto, alegando a sua inconstitucionalidade. O argumento, em si, é absurdo, pois se trata de uma lei federal de 1940, cuja constitucionalidade jamais foi questionada.
O STF convocou uma audiência pública para a discussão do tema, a realizar-se nos dias 3 e 6 de agosto de 2018. A maior parte dos expositores representa grupos ligados à defesa da legalização do aborto.
A rigor, o STF não poderia dar andamento à ADPF, pois não existe nenhuma controvérsia em seu entendimento. Em outras palavras, em si, a ADPF 442 transcende o problema concreto do aborto e ameaça os alicerces da democracia brasileira, que reserva a cada um dos poderes da República uma competência muito bem delineada, cujo equilíbrio é uma garantia contra qualquer espécie de deterioração que degenerasse em algum tipo de ditadura de um poder sobre os outros.
O momento exige atenção de todas as pessoas que defendem a vida humana. O poder legislativo precisa posicionar-se inequivocamente, solicitando de modo firme a garantia de suas prerrogativas constitucionais. Todos os debates legislativos precisam ser realizados no parlamento, lugar da consolidação de direitos e espaço em que o próprio povo, através dos seus representantes, outorga leis a si mesmo, assegurando a sua liberdade enquanto nação soberana. Ao poder judiciário cabe fazer-se cumprir as leis, ao poder legislativo, emaná-las.
1.      O aborto da democracia.
“Escolhe, pois, a vida”. O eloquente preceito que recebemos da Escritura, “escolhe, pois, a vida” (Dt 30,19), agora, reveste-se de importância decisiva: precisamos garantir o direito à vida nascente e, fazendo-o, defender a vida de nossa democracia brasileira, contra todo e qualquer abuso de poder que, ao fim e ao cabo, constituir-se-ia numa espécie de “aborto” da democracia. As democracias modernas foram concebidas como formas de oposição aos absolutismos de qualquer gênero: pertence à sua natureza que nenhum poder seja absoluto e irregulável. Por isso, é imensamente desejável que, diante destas ameaças hodiernas, encontremos modos de conter qualquer tipo de exacerbação do poder. Em sua evangélica opção preferencial pelos pobres, a Igreja vem em socorro dos mais desprotegidos de todos os desprotegidos: os nascituros que, indefesos, correm o risco do desamparo da lei e da consequente anistia para todos os promotores desta que São João Paulo II chamava de cultura da morte.
1.      Sugestões práticas.
O que fazer? Diante da gravidade da situação, pedimos a todas as nossas comunidades uma mobilização em favor da vida, que se poderia dar em três gestos concretos:
1.      Uma vigília de oração, organizada pela Pastoral Familiar local, tendo como intenção a defesa da vida dos nascituros, podendo utilizar como material de apoio os encontros do subsídio Hora da Vida 2018, sobretudo a Celebração da Vida, vide página 41. Ao final da vigília, os participantes poderiam elaborar uma breve ata e endereçá-la à Presidência do Congresso Nacional, solicitando aos legisladores que façam valer suas prerrogativas constitucionais: presidencia@camara.leg.br, com cópia para a Comissão Episcopal para a Vida e a Família: vidafamilia@cnbb.org.br.
2.      Nas Missas do último domingo de julho, os padres poderiam comentar brevemente a situação, esclarecendo o povo fiel acerca do assunto e reservando uma das preces da Oração da Assembleia para rezar pelos nascituros. A coordenação da Pastoral Familiar poderia encarregar-se de compor o texto da oração e também de dirigir umas palavras ao povo.
3.      Incentivamos, por fim, aos fiéis leigos, que procurem seus deputados para esclarecê-los sobre este problema. Cabe, de fato, ao Congresso Nacional colocar limites a toda e qualquer espécie de ativismo judiciário.
Invocamos sobre todo o nosso país a proteção de Nossa Senhora Aparecida, em cuja festa se comemora juntamente o dia das crianças, para que ela abençoe a todos, especialmente as mães e os nascituros.
Dom João Bosco B. Sousa, OFM
Presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família Bispo Diocesano de Osasco – SP
www.cnbb.org.br

segunda-feira, 2 de julho de 2018

ami 201 7/18

Clique aqui para acessar informativos AMI



“Quando virdes uma alma que anuncia o aborto como feito benigno, sabereis que nela reina o príncipe das trevas, e sua eternidade está por hora no livro da morte.” (São Pio de Pietrelcina)




PALAVRA DE DEUS (Mt16,13-19)

13.Chegando ao território de Cesaréia de Filipe, Jesus perguntou a seus discípulos: No dizer do povo, quem é o Filho do Homem?







14.Responderam: Uns dizem que é João Batista; outros, Elias; outros, Jeremias ou um dos profetas.







15.Disse-lhes Jesus: E vós quem dizeis que eu sou?







16.Simão Pedro respondeu: Tu és o Cristo, o Filho de Deus vivo!







17.Jesus então lhe disse: Feliz és, Simão, filho de Jonas, porque não foi a carne nem o sangue que te revelou isto, mas meu Pai que está nos céus.







18.E eu te declaro: tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja; as portas do inferno não prevalecerão contra ela.







19.Eu te darei as chaves do Reino dos céus: tudo o que ligares na terra será ligado nos céus, e tudo o que desligares na terra será desligado nos céus.







“Tu és Pedro”…




A nossa Igreja não se chama somente Igreja “católica”; é chamada ainda “católica romana”, pelo fato de em Roma habitar o seu chefe. E esta consideração conduz-nos à pedra angular, ao rochedo da Igreja, isto é, à instituição mais notável da história do mundo: ao papado.







O que o papado significa para a Igreja Católica, o que lhe traz de força, de segurança, de unidade e de direção, não é necessário fazê-lo ressaltar perante os fiéis.







Mesmo alguém que não pertença à nossa santa religião, se for um observador imparcial da História, será obrigado a reconhecer naquele trono sem igual, de 19 séculos de idade, a aparição mais imponente da História universal: esse fenômeno único, desse trono que se ergue, desde o tempo de Nero, entre nós com uma solidez inabalável, enquanto as tempestades da História elevam e fazem desaparecer povos e dinastias. Ora, o papado sempre representou um símbolo, que tem suscitado contra ele a hostilidade e os ataques reunidos dos maus, – e, no entanto ele ainda está de pé. O papado nunca cedeu nem abandonou coisa alguma dos seus princípios, não fez conchavos – e, no entanto ainda está de pé.







Está de pé porque não foi um homem que o fundou, mas o Filho de Deus, que lhe fixou os fins para os quais ele deve subsistir, enquanto houver um homem na terra.







Cristo fundou o Papado







Nosso Senhor Jesus Cristo comparou a Igreja a “uma cidade construída numa montanha” (Mt 5, 14), portanto visível a toda gente, – mas uma Igreja visível precisa de um chefe igualmente visível. Não se pode, pois, imaginar a Igreja de Cristo sem o papado. A) Já se trata dele por ocasião da pesca milagrosa em Genesaré; B) Nosso Senhor promete-o a São Pedro por ocasião da sua profissão de fé em Cesárea; e C) confere-lo no decurso da conversa que seguiu a ressurreição.







A) O Salvador alude ao primado do papa, por ocasião da pesca milagrosa de Genesaré. No capítulo V do seu Evangelho, São Lucas relatou o diálogo sublime e comovente entre Nosso Senhor e São Pedro.







A cena passa-se de manhã muito cedo. O Salvador está em pé na margem do lago de Genesaré; por trás dele, está o povo que o seguiu e que quer ouvi-lo. Na margem acham-se precisamente Pedro e seus companheiros, descidos da sua barca e ocupados em lavar suas redes. Cristo sobe à barca de Pedro, e de lá ensina o povo; depois, quando termina, diz a Pedro: “Avançai em pleno mar e deitai as redes para pescar” (Lc 5, 4). Simão Pedro fica muito admirado dessa ordem estranha. Conhece o seu oficio, pesca há dezenas de anos, toda a sua família e seus próximos também são pescadores, mas ele nunca ouviu coisa semelhante: ir pescar em pleno dia? E ao largo? Bem de certo o Mestre não nasceu naquela região, nem à beira d’água, mas bem longe, em Belém; nada de admirar se ele não entende disso… Todavia, é ordem do bom Mestre… Cumpre executá-la. Ele sabe o que quer. “Mestre, toda a noite trabalhamos, sem nada pescarmos; mas, na vossa palavra, lançarei a rede”.







E Pedro lança a rede. E apanharam tanto peixe que as redes quase se rompiam. Tanto peixe, que eles tiveram de chamar em auxilio a barca vizinha. Tanto peixe, que as duas barcas ficaram cheias até à beira, e quase afundavam.







A alma de Pedro fica transtornada. Ele se prostra diante de Jesus, dizendo: Ah! Senhor, como pude duvidar um só instante? Eu hesitava, faltava à confiança, não compreendia, estava na duvida. Não sou digno de que conteis comigo para vossa grande obra, não sou digno de ser o guia do vosso rebanho. Afastai-vos de mim, Senhor. Sou um homem vulgar, fraco e pecador, e Vós precisais de heróis.







Por sobre as águas do lago tranqüilo resvala a confissão de Pedro, comovido até o fundo a alma; os outros escutam-no em silêncio. Então o Senhor levanta-se, olha Pedro nos olhos e diz-lhe: Mas é a ti justamente que eu quero. Foi por isto que te coloquei no leme, foi por isto que te enviei ao largo, para que sintas a tua própria incerteza, a tua própria fraqueza, e saibas com que auxilio, realizarás a grande pesca humana. Olha em torno de ti, Pedro. Vê quantos pescadores trabalham no lago; e quantos pescadores no mar; e em todos os mares do mundo. Mas a ti, estabeleço “pescador de homens” (Lc 5, 10), não por tua própria força, mas pela minha força, de que te revestirei.







Eis aí a primeira fundação da instituição mais maravilhosa da história do mundo.







B) Isso que Ele então esboça apenas, Nosso Senhor promete-o nos termos mais claros a São Pedro por ocasião da sua confissão em Cesaréia.







Conheceis, todos, essa cena sublime. Na vizinhança de Cesaréia, Nosso Senhor pergunta a seus discípulos o que os homens pensam a seu respeito. Os discípulos enumeram as opiniões do povo. Alguns, entre os Judeus, crêem que Jesus é São João Batista ressuscitado; outros pensam que é Elias, a quem esperavam antes da chegada do Messias, ou Jeremias, ou outro profeta.







Então Cristo dirige-lhes esta pergunta:







“E vós, que dizeis de mim? Vós que conheceis bem minhas palavras e meus atos?”







Os apóstolos, desta vez, já não respondem, mas Pedro declara em nome deles:







“Sois o Cristo, o Filho do Deus vivo”.







Então Nosso Senhor pronuncia as palavras eternamente memoráveis:







“Feliz és tu, Simão filho de João, pois não foi a carne nem o sangue que te revelaram isso, porém meu Pai que está nos céus. E eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela. E dar-te-ei as chaves do reino dos céus: e tudo o que ligares na terra será ligado nos céus, e tudo o que desligares na terra será desligado nos céus” (Mt 16, 17-19).







Poderia o divino Mestre ter falado mais claramente?







Cristo compara a Igreja a um edifício e faz de Pedro a sua pedra fundamental. Pedro chama-se originalmente Simão, e foi o próprio Cristo quem lhe deu o nome simbólico de Pedro, quando o encontrou pela primeira vez (Jo 1, 42). Colocou nas mãos de Pedro as chaves do edifício, o que significa confiar-lhe o poder total de governar, em virtude do qual pode ele abrir ou fechar as portas do céu segundo os méritos dos homens. “Ligar e desligar” em hebraico equivale a proibir e permitir, condenar ou perdoar; logo, equivale a decretar leis eclesiásticas, a ordenar, a governar sobre a base das leis divinas.



















C) O que Cristo prometera a Pedro, deu-lho realmente por ocasião da conversa calorosa e intima que houve entre ambos após a ressurreição. Por três vezes o divino Mestre pergunta a Pedro: “Amas-me mais que estes?” Pedro responde com ardor: “Senhor, vós sabeis tudo, bem sabeis que eu Vos amo”. E por três vezes Nosso Senhor lhe diz: “Apascenta meus cordeiros”…”Apascenta minhas ovelhas” (Jo 21, 15-17). Quer dizer, dou-te, confio-te todos os meus discípulos e todos os meus fiéis.







Não há nisso qualquer coisa de surpreendente? Era a São João que Nosso Senhor mais amava, e, no entanto não o faz chefe da sua Igreja. O apóstolo São Tiago era parente de Nosso Senhor, mas Ele não o escolheu; São Paulo foi o mais sábio dos apóstolos, mas Ele também não o tomou para chefe da sua Igreja. É como se quisesse proclamar com isso, que nem a amizade, nem o parentesco, nem a ciência, são as bases da Igreja, mas tão somente a proteção da onipotência divina. Quis proclamar que o poder supremo que Ele dava ao papa depende dos méritos pessoais, das capacidades e das virtudes do papa. Quis proclamar que, assim como a grandeza e a ciência humanas não bastam por si mesmas para o governo da Igreja, assim também, nem defeitos, nem mesmo pecados, serão capazes de fazer vacilar a base do edifício, porque foi Cristo quem o construiu.







D) Depois da instituição do papado por Cristo, basta-nos indicar que, após a ascensão de Nosso Senhor, São Pedro exerceu realmente os seus direitos soberanos. Temos disto abundantes provas.







É claramente atestado que São Pedro dirigiu a Igreja, e que, desde os primeiros dias, exerceu o poder como chefe dos apóstolos. Após a Ascensão do Salvador, antes porém, da descida do Espírito Santo, “Pedro levantou-se no meio dos irmãos” (At 1, 15) e decidiu que se elegeria um novo apóstolo em lugar do traidor Judas. E depois lemos freqüentemente, nos Atos dos Apóstolos (2, 14; 5, 8; 15, 71), que ele está na primeira fila, que toma a palavra em nome dos apóstolos e dos fiéis, e decide as medidas necessárias ao governo da Igreja.







Quem quiser conhecer a atividade pontifical de São Pedro, basta que leia os Atos dos Apóstolos. Quem primeiro pregou, e quem recebeu os primeiros fieis após a ascensão de Cristo? São Pedro. Quem, dentre os apóstolos, operou o primeiro milagre, curou o coxo de nascimento? São Pedro. Quem expulsou da Igreja o primeiro herege Simão Mago? São Pedro. Quem primeiro visitou as comunidades cristãs da Palestina? Quem recebeu na Igreja o primeiro pagão, o centurião Cornélio? Quem dirigiu o primeiro sínodo apostólico? Sempre São Pedro.







É particularmente interessante a marcha desse concílio. As palavras de um Paulo e dum Barnabé não foram capazes de pôr fim ao debate, foi São Pedro que lhe pôs termo.







Surgira, efetivamente, uma controvérsia entre os primeiros cristãos a respeito da conversão dos pagãos: seria mister fazer passar primeiro pelo judaísmo os pagãos convertidos, e em seguida admiti-los na Igreja? Ou podiam ser batizados imediatamente? Tal era a questão sobre a qual os apóstolos discutiram no concílio de Jerusalém. “Tendo-se travado uma longa discussão, Pedro levantou-se e tomou a palavra” (At 15, 7), – dizem os Atos dos Apóstolos, – e “toda a assembléia guardou silencio” (At 15, 12).







É, portanto, compreensível que a Igreja de Cristo tenha crescido, depois, em união com Pedro, porque, se Pedro é a pedra de base, então a casa só pode estar onde estiver a base, e a Igreja de Cristo não pode estar onde não estiver Pedro. No século III, já os cristãos reconheciam isso. Com efeito, São Cipriano escrevia então:







“Assim como todo raio de luz vem do sol e todo ramo de árvore duma raiz, assim também as comunidades cristãs dispersas pelo mundo, estão unidas à Igreja”.







Resumido de https://rumoasantidade.com.br










MEDJUGORJE, 25/6/2018







"Queridos filhos! Este é o dia que o Senhor me deu para agradecer-lhe por cada um de vocês, por aqueles que se converteram e acolheram minhas mensagens e empreenderam no caminho da conversão e da santidade. Alegrem-se, filhinhos, porque Deus é misericordioso e os ama a todos com Seu imenso amor e os conduz para o caminho da salvação através de minha vinda aqui. Amo-os a todos e lhes dou meu filho para que Ele lhes dê paz. Obrigado por haverem respondido a meu chamado".







Nota: a Igreja ainda não se pronunciou definitivamente acerca de Medjugorje.













Nossa Senhora de Puy-en-Velay, França.


























































Dedicada a Nossa Senhora da Anunciação, o Santuário do Puy-en-Velay (França) é um dos mais antigos da Europa. Por volta do século V, uma viúva recém convertida denominada Villa teve uma aparição da Santíssima Virgem e foi por ela milagrosamente curada.







As notícias do milagre se espalharam rapidamente e muitas pessoas vieram para a capela. A Bem-Aventurada Virgem Maria ouviu as orações de muitos que estavam doentes e aquele lugar de graça tornou-se um local de freqüentes peregrinações.







Os vários bispos sucessivos da diocese construíram uma magnífica igreja.







Mais tarde, no século XIII, São Luiz (rei da França) retornando de uma Cruzada, ofereceu uma Virgem Negra ao santuário.







Vários séculos depois, nasceu Jean-Claude Courveille, em 15 de março de 1787 em Usson, na diocese de Le Puy. Com dez anos de idade ele pegou varíola, que produziram lesões nas córneas. Tinha um grande desejo de estudar para se tornar um padre, mas sua visão ruim tornou isto impossível. Em 1809, em uma peregrinação à estátua milagrosa de Nossa Senhora em Le Puy, teve olhos banhados no óleo das lâmpadas votivas que cercavam o altar. Naquele momento recuperou a visão. A cada ano ele retornava, em agradecimento à Nossa Senhora de Le Puy, e assim, três anos depois, em 15 de agosto de 1812, que ouviu “não com os ouvidos do organismo, mas com os do coração”, o chamado de Maria, que pediu a fundação de uma sociedade religiosa que iria dar o seu nome e cujos membros seriam chamados MARISTAS.



















Porém, há outra célebre efígie da Virgem Maria, em Puy, venerada sob o nome de Nossa Senhora da França, que nasceu do desejo de se prestar homenagem a Maria e à sua Imaculada Conceição, dogma proclamado em 1854. No alto do Rochedo Corneille, dominando toda a região, está a sua escultura. Os católicos erigiram uma gigantesca estátua de Nossa Senhora da França, em ferro fundido. Para moldar tal estátua, Napoleão III (sobrinho de Napoleão I e primeiro presidente da República Francesa) ofereceu 150.000 kg de ferro fundido, vindo dos canhões capturados dos russos, durante a Guerra da Criméia, quando da vitória de Sebastopol em 1855.



















Esses famosos canhões são os chamados canhões da vitória, “um instrumento de guerra transformado em instrumento de paz", disseram ao bispado. Nossa Senhora da França foi inaugurada em 1860.



















FONTES: www.pelerin.com, www.padresmaristas.com.br e www.miraclehunter.com
















A impressionante vida de São Charbel Makhluf







Talvez desconhecido para alguns, São Charbel, o Padre Pio do Oriente, foi um dos santos mais extraordinários da história recente da Igreja. Após a sua morte, o seu corpo incorrupto deixou atônitos os cientistas: totalmente flexível e sem nenhum sinal de decomposição, parecia vivo. Além disso, de seu cadáver jorrava um líquido inexplicável que, utilizado pelos fiéis, realizava milagres portentosos.



























São Charbel










Charbel nasceu em 1828, numa pequena aldeia chamada Beka´Kafra, no Líbano. Desde sua infância se sentia atraído pelo Senhor. Foi o quinto de seus irmãos. Seu nome de batismo era Yussef (José)



















Órfão aos três anos – o pai morreu servindo aos soldados otomanos –, o pequeno José foi criado por um tio. Mandado para o campo, para cuidar do rebanho da família, o menino passava o tempo em uma gruta, na qual se recolhia para rezar.







Com 23 anos, José enfrenta a resistência da família – de sua mãe, que lhe era muito apegada, e de seu tio, que necessitava de braços para o campo – e sai escondido de casa, decidido e disposto a fazer-se monge.







Já no mosteiro de São Maron de Annaya, Yussef troca de nome (simbolizando mudança de vida), passando a se chamar Charbel. O irmão Charbel começa o seu segundo ano de noviciado, quando sua mãe, Brígida, decide visitá-lo. Em uma atitude que pode parecer dura, Charbel escolhe não ver sua mãe, limitando-se a conversar com ela atrás da porta. Instado para mostrar-lhe o rosto, ele responde, resolutamente: “Nós nos veremos no Céu", demonstrando a firmeza em seguir a Cristo em sua vocação monástica e ao mesmo tempo a ínfima brevidade desta vida comparada com a eternidade.







Na vida em comunidade, Charbel tornou-se um notável modelo de submissão e abnegação da própria vontade.







Em 23 de julho de 1859, Charbel é ordenado.







Começa, então, um novo capítulo de sua vida: o agora padre Charbel que se preparava com piedade, devoção e muito zelo para a celebração da Santa Missa. Ele, que era um homem extremamente despojado, tinha peças de vestuário e sapatos que usava especificamente para encontrar com Nosso Senhor no culto eucarístico. Charbel celebrava o Santo Sacrifício com a máxima dignidade e com uma fé tão viva, que, com frequência, durante a Consagração, as lágrimas corriam-lhe dos olhos escuros e profundos, os quais eram como duas janelas abertas para o Céu. E, na contemplação, ficava de tal modo absorto que não prestava atenção alguma a eventuais ruídos ou rumores.







Certa vez, durante a sagrada liturgia, um acólito viu que o santo chorava durante a consagração e que algumas lágrimas caíam no corporal. À hora da purificação dos objetos sagrados, aquele corporal molhado foi causa de grande inquietação para Charbel, que pensou que havia deixado cair o preciosíssimo sangue de Cristo. Preocupado, o padre apresentou o corporal ao seu superior, pedindo perdão por aquilo que pensara ser um ato de negligência sua.







Durante muitos anos, o padre Charbel permaneceu no seio da comunidade monástica, mas, em seu coração, não havia morrido o desejo de tornar-se eremita, vivendo completamente afastado do mundo e dedicando-se inteiramente a Deus. O seu anseio, no entanto, era sempre negado por seus superiores.







Até que, um dia, tendo voltado tarde de seu trabalho no campo, ele pediu ao irmão dispenseiro - que guarda os mantimentos do mosteiro e os distribui aos confrades - que pusesse óleo em sua lamparina, a fim de rezar o Ofício em sua cela. O monge, reprovando Charbel por não chegar mais cedo, deixou-o, por penitência, sem óleo. O monge, então, retirou-se obedientemente para o seu quarto. Um confrade mais jovem se ofereceu para ajudar São Charbel, mas, por brincadeira, colocou água em sua lamparina, ao invés de óleo. Milagrosamente, todavia, a lamparina se acendeu e Charbel pôde rezar o seu Ofício.







Vendo esse milagre, o seu superior se convenceu de que o Senhor realmente o chamava o para a vida eremítica. Permaneceu, então, recolhido no eremitério de São Pedro e São Paulo, até o fim de sua vida. Foi durante este período, nos intervalos em que trabalhava nas aldeias vizinhas, que se espalhou na região a sua fama de taumaturgo.







VIDA AUSTERA DE SÃO CHARBEL







O regulamento lhe permite dormir 5 horas. Mas ele dorme 3 horas e meia. Passa o resto do tempo rezando. Diz: "A prece relaxa os membros mais eficazmente que o sono." Às vezes, permanece horas a fio ajoelhado diante da sagrada hóstia.







Sua cela mede 6 metros quadrados. Um colchão de folhas de carvalho, um jarro de água, uma lâmpada de azeite, um prato de madeira sobre um banquinho, uma pedra que serve de cadeira. Este é todo o conteúdo do quarto.







Na ermida, Charbel fazia uma só refeição a cada 24 horas, às 13 horas. Alimentava-se de poucos cereais e legumes verdes ou cozidos. Nunca comeu carne, nem frutas.







Conta Padre Simeão, de Aitu: “Quando cheguei à ermida, Padre Chárbel estava na capela, ajoelhado, os braços estendidos em cruz”. Permaneceu assim muito tempo. O dinheiro, naturalmente, nada significava para ele. Nem o dinheiro, nem bem material algum.
















Mas no inverno, a neve, o frio, os ventos, as tempestades o castigam com rigor. Procurando maltratar ainda mais o corpo, Padre Charbel veste no inverno a mesma batina que no verão, nada lhe acrescentando.







Sofria de cólicas renais. Agüentava as dores sem se queixar e sem tomar remédios. "Completo na minha carne o que faltou aos sofrimentos de Cristo.""Parece já viver na eternidade", dizia o irmão Elias Mihrini. "Perdia-se em Deus como um rio se perde no mar.", escreveu Paul Daher.



























Mal vestido, mal alimentado, exposto sem defesa ao frio e ao calor, privado de qualquer conforto e de qualquer ternura, era, entretanto, o homem mais feliz da comunidade. Seu rosto estava sempre radiante. Nunca reclamava. Nunca se queixava. Quando rezava, uma luz celestial iluminava-lhe o semblante. O Senhor tornara-se sua verdade, sua força, sua riqueza, sua alegria, a razão de sua vida.































Graças e Milagres de São Charbel







Nosso Senhor, por intercessão de nosso Santo, fez muitos milagres, mesmo na sua vida como após a sua morte, pois tornou-se pouco a pouco evidente para todos que um poder sobrenatural emanava dele. Quando vivo, ele tinha um poder que curava os doentes, acalmava os espíritos malignos.







Uma vez, durante o trabalho campestre, uma cobra saiu de uma moita e se aproximou, ameaçadora. Os trabalhadores-leigos tentam em vão matá-la ou afugentá-la. Apeiam para Padre Charbel que estava pertinho. Ele chega, sereno, e aproxima-se da cobra com calma. Esta se imobilizou. Fazendo um gesto, diz-lhe: “vá embora daqui, ó bendita”. O réptil deslizou calmamente por perto dele e foi embora.







Em 1885, os gafanhotos invadiram a montanha libanesa e começaram a devastar a região de Annaya. Eles foram afastados desta região pelas preces do Padre Charbel e sua bênção.







Muitos doentes, considerados perdidos pela medicina, encontravam cura repentina sob a influência do Padre Charbel que, em geral, chegava, rezava, abençoava a água, aspergia o doente, olhando-o longamente, e se reúrava. O doente levantava-se; estava curado.







Um dia, levaram ao Padre Charbel um jovem chamado “o louco de Ihmej”, pequena aldeia perto do eremitério, que era violento, indomável, agressivo, e muito perigoso. O Padre Charbel libertou-o das cadeias e mandou-o pôr-se de joelhos. O louco, com calma, obedeceu. Nosso Santo põe as mãos sobre a cabeça dele e reza. Terminando a oração, o louco de Ihmej estava totalmente curado.







AGONIA E MORTE































No dia 16 de dezembro de 1898, o padre Charbel começou a Santa Missa. Mas, ao recitar a prece "Pai da verdade, eis o Vosso Filho, vítima do vosso agrado! Aceitai-o", foi atacado pela paralisia. E começou a agonizar, sempre com os lábios em oração. Na noite do Natal desse mesmo ano, em 24 de Dezembro, aos 70 anos, deixou a vida terrena e nasceu para o céu. Faleceu serenamente, cheio de paz e gozo espiritual.



















































Santinho com o painel da Beatificação










Durante três dias após sua morte, por sob seu túmulo, pairou um globo de luz possível de ser visto por todos os monges e, ao mesmo tempo, cânticos celestes belíssimos eram possíveis de serem ouvidos.





























































































Nos anos que se seguiram à sua santa morte, graças, curas e até milagres foram relatados às dezenas e centenas pelos fiéis que recorriam à sua intercessão.































Eram sinais claros da bem aventurança gloriosa que alcançara no Céu.































































O CORPO INCORRUPTO DE SÃO CHARBEL



















O corpo incorrupto de são Charbel é considerado o mais impressionante entre os corpos incorruptos de santos e santas. Poder-se-ia dizer que era um “morto vivo”, visto que, seu corpo, mesmo décadas após sua morte, não somente conservava-se absolutamente intacto como era flexível, morno, suava e o sangue dentro das veias era fluido. Realmente era impressionante. Devido ao suor (não tinha odor ruim, mas, manchava o hábito), os monges responsáveis pela guarda do corpo necessitavam trocar o hábito pelo menos a cada semana para lavá-lo.







Esse milagre, tal qual aqui descrito, conservou-se até o dia de sua beatificação (5/12/1965). Nesse mesmo dia ocorreu um outro milagre: seu corpo (as partes moles) simplesmente “evaporaram”, desapareceram, ficando seu esqueleto limpo, no entanto, com a aparência de um “esqueleto de um vivo”, isto é, os ossos eram (e ainda são) de cor rosada, cor de “vinho”. O corpo não se decompôs: simplesmente desapareceu, deixando os ossos limpos com um suave aroma de rosas e de cor de “vinho”. Ainda hoje se conservam assim.







São provas de que a nossa Igreja é a verdadeira Igreja fundada por Deus e deixada no mundo como testemunha da Verdade: Jesus Cristo. Os corpos incorruptos dos santos como santa Bernadete, são Charbel, santa Maria Domingas Mazarello, santa Josefina Bakhita, são João Maria Vianney, santa Catarina Labouré e muitos outros são provas de que o Deus do Universo acompanha sua Igreja com amor dando provas claras e inquestionáveis de que sua Santa Religião é a católica.







Que tal realidade aumente e confirme sempre mais a nossa fé. Amém!







Fontes: https://padrepauloricardo.org, www.santosebeatoscatolicos.com e http://maepuraeincomparavel.com








































COMUNIDADE ÂMI PARTICIPA DA CONFECÇÃO DO TAPETE NA FESTA DE CORPUS CHRISTI















Neste último dia 31/05 dia de Corpus Christi, tivemos oportunidade de confeccionar o tapete da Ami...com a participação da Elmira, Edna , Irene, Ana Maria e José Carlos... a alegria é grande, uma maneira tão singela de expressar nosso amor por Jesus Eucarístico!!! Se você ainda não fez está experiência fica o convite para o próximo ano...e verá a alegria que transborda de seu coração..!!!















Graças e louvores se dêem a cd momento ao Santíssimo e Diviníssimo Sacramento!!! Viva Jesus Hóstia Sagrada!!!



















Luciane (membro da Ami)
















FRASES DO PAPA FRANCISCO







Sobre o amor de Deus, no dia da festado Sagrado Coração: “se poderia dizer que hoje é a festa do amor de Deus”, um amor que é como “um mar sem fundo”.







“Foi Ele que nos amou por primeiro, Ele é o primeiro a amar”. “Deus é assim: sempre por primeiro. Ele nos espera por primeiro, nos ama por primeiro, nos ajuda por primeiro”.
















Sobre o aborto: “no século passado, todo mundo se escandalizava com o que os nazistas faziam pela pureza da raça. Hoje fazemos o mesmo com as luvas brancas”.







“A família humana à imagem de Deus, homem e mulher, é uma só. É uma só”.
















EM DEFESA DA VIDA
















ORAÇÃO A NOSSA SENHORA PROTETORA DOS NASCITUROS EM DEFESA DA VIDA INDEFESA















Ó Senhora Nossa, Maria Santíssima! Carregados de imperfeições, pecados e vícios, ousamos comparecer diante de Vosso trono de bênçãos. Não viemos aqui para pedir-Vos nem ouro, nem prata, nem riqueza alguma. Nem sequer viemos falar de nossas necessidades espirituais.







Viemos tão somente para apresentar-Vos a nossa súplica em favor daqueles a quem é negado o direito sagrado de nascer; em favor dos que têm a vida ameaçada por aqueles que a deveriam defender.







Senhora, iluminai as mulheres que têm o poder de gerar; mostrai-lhes quanto é maravilhoso ser mãe. Despertai a consciência dos médicos, para que jamais cortem essas flores em botão, sob o falso pretexto de proteção à vida das mães.







Ó vencedora das grandes batalhas de Deus! Fazei compreender aos homens que não é a fecundidade humana que torna o mundo pequeno, e sim as injustiças e a ambição desenfreada.







Ó Senhora Protetora dos Nascituros! Fazei valer a Vossa onipotência suplicante diante do trono do divino Salvador, a quem protegestes contra a perseguição de Herodes, fugindo para o Egito.







Finalmente Vos pedimos, Senhora: multiplicai os apóstolos da vida como as estrelas do céu e as areias das praias, para que os partidários do aborto e as mães e pais indignos deste nome, se sintam confundidos e humilhados, e, reconhecendo a sua crueldade, se voltem para Deus, fonte da vida. Fazei que, quanto antes, seja proclamada a vitória da vida sobre a morte e o sorriso das crianças seja a alegria de todos os lares.







Isto Vos pedimos por Cristo Nosso Senhor. Amém.(Com aprovação eclesiástica)






















“Fui abortada, por isso defendo a vida em qualquer circunstância”







“Minha mãe me abortou e nasci viva com 6 meses. Fui abandonada

no hospital e sou grata a Deus por minha vida.”

Massiel Moreno, sobrevivente de um aborto







“Se fala dos direitos das mulheres, do direito de escolha sobre o seu corpo. Porém quem defendeu os meus direitos? Quem me protegeu e impediu que me machucassem?”, questionou Massiel Moreno, sobrevivente de um aborto, à Comissão de Saúde do Senado do Chile, em razão de um projeto de lei de legalização do aborto.















“Minha mãe me abortou porém nasci viva”







Massiel nasceu durante um aborto que falhou. Ela tinha 6 meses de vida intrauterina e, ao sair do ventre de sua mãe biológica, pesava 1,700 gramas e media 36 centímetros. Até hoje Massiel sofre seqüelas causadas pelo aborto – dentre as quais uma paralisia cerebral que afeta a capacidade psicomotora, a psicomotricidade fina e o movimento.







Como conseqüência do aborto, ela precisou ficar meses numa incubadora no hospital. Apesar dos péssimos diagnósticos de quando era bebê, um casal que não podia ter filhos a adotou. Massiel teve de passar por múltiplas cirurgias e por 18 anos precisou freqüentar o centro de reabilitação Teletón.







Mesmo com tantas limitações, ela queria estudar e se formar. Ela realizou esse sonho em 2012, quando conseguiu o seu diploma de jornalista.







“Eu, que fui abortada, estava trazendo outra vida ao mundo”







Depois disso, ela se casou e engravidou – os médicos disseram que a gravidez agravaria a sua deficiência e que seria muito difícil – mas os prognósticos médicos nunca se cumpriram e hoje ela é mãe de uma menina perfeita e saudável.







Em agosto de 2016, Massiel fez um discurso aos parlamentares chilenos e afirmou: “O aborto é o sentimento mais egoísta que um ser humano pode ter. Eu nasci como sou por causa de um aborto, mas apesar disso, eu amo a minha vida tal como é. [Se não tivesse sido abortada] quem sabe eu tivesse tido uma vida mais fácil e com menos dores, desfrutando da minha filha de outra maneira. Fui privada de muitas coisas por causa do aborto.”







“Lamento pela minha mãe biológica, imagino que ela deve sofrer pelo que passou comigo. Quem dera eu lhe pudesse dizer que não sofra porque eu sou muito feliz.”







Ela questionou os legisladores: “Se fala dos direitos das mulheres, do direito de escolha sobre o seu corpo. Porém quem defendeu os meus direitos? Quem me protegeu e impediu que me machucassem? Minha mãe adotiva é extraordinária, minha família é o meu maior tesouro e defendo a vida em todas as circunstâncias. Sou totalmente contra o aborto porque todo ser humano tem direito a viver o que lhe cabe viver, por terrível que seja.”







E completou: “Deste ato de morte, saiu a vida; e essa vida se expandiu, floresceu e agora eu pude dar a vida. Sou uma pessoa agradecida a Deus e a vida. Eu sou amada e posso amar. Não peço mais nada. Só que vocês, senhores legisladores, não aprovem uma lei que vai impedir que nasçam bebês que têm direito a nascer. Me chamo Massiel Moreno e sou sobrevivente de um aborto.”







Fonte: https://contraoaborto.wordpress.com





























































Dom Adair José Guimarães, Bispo de Mozarlândia – Go
















NOTA PÚBLICA SOBRE A LEGALIZAÇÃO DO ABORTO NO BRASIL



















Está em vias de ser julgada no Supremo Tribunal Federal a Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) nº 442 que, em suma, poderá abrir nosso país à prática do aborto. Nesse momento delicado, entendemos por bem vir a público expressar nossa preocupação com o julgamento mencionado.



















Já desde há muito tempo, poderosos organismos internacionais tentam legalizar o aborto no Brasil, tentativas essas que sempre fracassaram dada a heróica resistência de nosso povo, cuja maioria esmagadora é contrária à prática desse ato. O Congresso Nacional, casa em que os anseios verdadeiros do povo brasileiro encontram o devido acatamento, tem rejeitado qualquer alteração legislativa que vise a legalizar a prática do aborto ou mesmo a ampliar as possibilidades de que ele venha a ser praticado sem punição na esfera criminal. Trata-se de uma decisão política de um Poder da República e não de uma omissão de nossos legisladores.



















O povo brasileiro e as instituições democráticas precisam ser alertados de que o que está em curso no Supremo Tribunal Federal nada mais é do que uma tentativa espúria de dobrar o Poder Legislativo (cujos membros são eleitos pelo povo) ao Poder Judiciário (cuja cúpula representada pelo Supremo Tribunal Federal foi toda ela indicada pelos últimos presidentes da República). De fato, em países nos quais a consciência cristã já foi enfraquecida pelo laicismo e pelo individualismo, a tática destes grupos de pressão tem sido a de recorrer a plebiscitos e fazer o aborto triunfar pela manifestação direta da população (como recentemente aconteceu com a Irlanda). Já no Brasil, onde a fé cristã em suas vertentes católica e protestante ainda é parte importante da vida da quase totalidade da população, o que se tenta é conseguir, via Poder Judiciário, aquilo que jamais se conseguiria pela votação direita ou mesmo por meio de leis democraticamente aprovadas.



















Devemos lembrar que o Supremo Tribunal Federal é apenas o guardião máximo das leis e da Constituição Federal. Caso julgue procedente a ADPF nº 442, os onze Ministros de nossa corte maior estarão atribuindo a si mesmos um papel que não lhes cabe: o de senhores das instituições, funcionando como agentes de crises e fomentadores de uma ruptura institucional que parece cada vez mais inevitável. Rogamos, assim, a Deus, por intermédio da Virgem de Aparecida, Rainha e Padroeira do Brasil, para que ilumine os Ministros do Supremo Tribunal Federal, dando-lhes a consciência da gravidade da situação atual, encorajando-os a que se limitem ao seu papel institucional.



















E rogamos a todos os católicos sob nosso cuidado pastoral a que se ergam em defesa da vida, seja privadamente com orações, seja fazendo ouvir suas vozes publicamente de modo a evitar que o mal do aborto venha a ser permitido em terras brasileiras.































Mozarlândia – Go, aos 20 dias de junho de 2018







Dom Adair José Guimarães Bispo Diocesano










Copa dos Imundos







Aos leitores dessas próximas linhas encabeçadas por esse título provocativo, proponho uma reflexão séria e sincera, diante do grandíssimo perigo que o Brasil está enfrentando nos atuais dias.







Enquanto a Copa do Mundo de futebol é assistida por milhões de pessoas em todo mundo, é preciso dizer que a assim denominada ‘Copa dos imundos’ iniciou-se no mesmo país que sedia essa competição internacional.







A Rússia foi a primeira nação do mundo que sucumbiu às garras dos imundos propagadores do aborto pelo mundo. Logo a seguir da Revolução bolchevista-marxista, em 1917, a ditadura instaurada por Lenin e seus companheiros comunistas aprovou, em 1920, esse crime hediondo contra a vida dos bebês, que é um imenso e verdadeiro genocídio que se alastra pelos séculos 20-21.







Com a promoção e a realização dessa ‘Copa dos Imundos’, de matriz ateia, em outros países vários legisladores, juristas, médicos, advogados, sociólogos, diversas fundações internacionais e ONGs formaram equipes identificadas por cores bem significativas nas suas camisas: a preta do ódio à maternidade, a roxa da aversão aos valores da vida, a vermelha do sangue dos bebês abortados e a cinza da indiferença diante do sofrimento das mulheres forçadas a fazer esse crime. O mais dramático e ofensivo desse campeonato imundo é que nenhuma dessas equipes quer levantar a taça da vitória sozinha, mas todas elas pretendem ser vencedoras desse cruel torneio de morte dos inocentes.







Com essa Copa cruel se pretende instaurar a cultura da morte, na qual tudo vale a pena, desde que crianças indefesas sejam mortas dentro do ventre de suas mães. Mães que são abandonadas, não só pelos homens que a engravidaram, mas também por instituições de saúde, por médicos eticamente mal formados e, infelizmente, pelas suas famílias e por pessoas amigas, nas horas mais difíceis de suas vidas, que são as horas de decisão sobre como levar adiante a vida de um filho recém concebido, o que fazer para cuidá-lo, sobretudo quando vem com alguma doença incurável, como alimentá-lo, como inserí-lo num mundo culturalmente a favor do seu assassinato.







Infelizmente, muito dinheiro ensangüentado circula pelo mundo para que governos, tribunais internacionais, congressos médicos, conferências em vários países, ONGs com nomes disfarçados, como a poderosa ONG com Direito de Decidir (FreeChoice) e as mídias comprometidas com essa cultura da morte, julguem, encontrem falsos argumentos científicos, e terminem promovendo essa ‘Copa dos Imundos’.







Antes da Copa do Mundo de futebol começar, no dia 14 de junho de 2018, na capital da Argentina as ‘torcedoras do aborto’ comemoravam, com alegria e bandeiras azuis, a vitória apertada, por apenas quatro votos a mais, a aprovação, na Câmara Federal dos deputados, a lei do aborto em todo esse país sul-americano.







Depois de dois dias a equipe bicampeã da Copa de futebol, a Argentina, que tem um dos melhores jogadores do mundo, Leonel Messi, empatava com a Islândia, país nórdico, com pouca tradição futebolística no cenário internacional. Muitos argentinos e argentinas choravam em Buenos Aires por esse pífio resultado, que pode comprometer o tricampeonato para esse país, onde se valoriza mais uma bola vitoriosa dentro da rede adversária do que um bebê dentro do ventre materno.







No Brasil, mulheres e homens que participam dessa ‘Copa dos Imundos’ projetam macular, no próximo 22 de junho, com suas presenças agressivas, a Igreja da Candelária, um lugar de oração e de silêncio no centro do Rio de Janeiro, além de ser um dos patrimônios culturais da Cidade Maravilhosa, com gritos e pichações a favor do aborto, ofensas à Igreja Católica e frases depreciativas sobre a maternidade, dizendo que as mulheres são donas exclusivas do seu útero, agindo da mesma maneira como se comportaram há anos atrás diante de um lugar sagrado, a Catedral de Buenos Aires, ofendendo os jovens, que deram um abraço a essa igreja, com palavras de baixo calão, mostrando seus seios desnudos e fazendo gestos despudorados.







Num outro campo onde se joga bastante essa ‘Copa dos Imundos’, há um time misto com nove homens e duas mulheres, treinados por um partido, o PSOL, que tem no seu programapartidário a mesma genética abortista dos bolchevistas russos de 1920. É muito triste assistir a um jogo no qual já se sabe, previamente, o resultado, que é favorável à constitucionalidade do aborto, uma vez que, nas audiências públicas programadas para o início de agosto no Supremo Tribunal Federal, a grande maioria das pessoas e instituições, que terão voz dentro delas, são publicamente conhecidas como promotoras do aborto no Brasil.







O que mais chama a atenção nessas equipes favoráveis à vitória do aborto sobre a vida é a discrepância do tempo, já que na Argentina querem liberar o aborto até os três meses e duas semanas, e no Supremo Tribunal Federal se vai acolher a ADPF 442, impetrada pelo PSOL, até os três meses de idade do feto.







O que acontece nesse intervalo de duas semanas ninguém é capaz de explicar, pois no Brasil não se é pessoa humana ate a décima segunda semana, enquanto que na Argentina não se é pessoa humana até a décima quarta semana. Parece que os juízes brasileiros e os legisladores argentinos, discordando sobre estas duas semanas, estão favorecendo o preconceito entre vizinhos, já que no Brasil se é uma pessoa com três meses e “nuestros hermanos argentinos” são mais retardados na sua humanização!







Esta ‘Copa dos Imundos’ tem que ter um fim no Brasil e no mundo!







Mas como finalizar um processo mundial mantido com muito dinheiro sanguinolento e com organismos internacionais tão poderosos favoráveis à legalização e normalização do aborto em todos os países do mundo?







Ressuscitando em todos os brasileiros o valor e a beleza do patriotismo e da consciência de nação!







Parece que só na Copa do Mundo de futebol que os brasileiros gostam de vestir a camisa verde e amarela, de pintar seus rostos com essas mesmas cores, de ostentar com alegria a bandeira nacional, de apresentar uma nação unida em torno de um só objetivo, que é elevar o nome do Brasil como hexacampeão de futebol.







Quem é patriota de verdade no Brasil quer ver não só taças serem levantadas na final de uma Copa do Mundo, com a qual se poderá colocar mais uma estrela de campeão na camisa verde e amarela. Quem é patriota quer que os brasileiros e as brasileiras tenham a possibilidade de verem a luz brilhante dos olhos de mães que chegaram ao final de suas gestação sem a ameaça de abortarem seus filhos; querem levantar a taça da cultura da vida, conquistada graças aos esforços feitos em equipe, onde “jogando” com amor à pátria, a de hoje e a do futuro, “suportando” os pontapés e agressões dos antipatriotas- abortistas, sabem vencer o ódio deles com o respeito sagrado ao direito inviolável à vida, cláusula pétrea da Constituição “cidadã” de 1988.







Não é por acaso que o Hino Nacional brasileiro, que se canta com a mão direita sobre o coração, tenha como estribilho presente a referência à maternidade e à filiação:







Dos filhos deste solo és Mãe gentil







Pátria amada







Brasil!







O Hino Nacional também exorta aos verdadeiros patriotas que não fujam à luta contra tudo e contra todos que querem matar futuros cidadãos brasileiros no seio materno, e deixarem mulheres, as grandes e melhores agentes de humanização de uma nação, sofrendo doenças psicológicas e arriscando suas vidas nessas operações de aborto.







Ao lado do patriotismo, encontra-se a própria cultura brasileira enraizada no primeiro ato público em favor da vida, que foi realizado no dia 26 de abril de 1500. Uma missa celebrada pelo frei Henrique de Coimbra, digno filho de São Francisco de Assis, num domingo, na Praia da Coroa Vermelha, no litoral da Bahia. Nesse dia e ano plantou-se em terras brasileiras a semente dos valores que criaram uma nação brasileira aberta ao acolhimento de todas as raças, cores, condições sociais, culturas e religiões. A Eucaristia celebrada às margens do Oceano Atlântico introduziu na Terra de Santa Cruz o fruto mais imediato da Crucifixão e Morte de Cristo no Calvário há mais de 2000 anos: a comunhão da Humanidade com Deus e a comunhão dos homens entre si, como irmãos dessa família divina, que é constituída por todos os povos.







A cultura brasileira é uma cultura a favor da vida e não da morte, e além das estatísticas evidenciarem essa natureza cultural do brasileiro – aproximadamente 80% dos brasileiros são contra o aborto –, é bom recordar essa realidade aos 11 ministros do STF, que ganhariam mais tempo para julgarem causas realmente mais favoráveis ao bem do Brasil. A nossa nação só será uma nova nação quando se abrirem “as portas” dos corações das brasileiras grávidas, para que por aí passem futuros construtores da civilização do amor e da paz.







Como a primeira missa na Terra da Santa Cruz, depois batizada com o nome Brasil, foi rezada por um filho espiritual de São Francisco de Assis, o santo que soube louvar a Vida do planeta Terra, encerremos essa reflexão séria e sincera sobre como uma nova estratégia dará à cultura da vida mais uma vitória sobre a cultura da morte.







A estratégia da Oração de São Francisco: “Onde houver ódio, que eu leve amor; onde houver ofensa, que eu leve o perdão; onde houver discórdia, que eu leve a união; onde houver dúvidas, que eu leve a fé; onde houver erros, que eu leve a verdade; onde houver desespero, que eu leve a esperança; onde houver tristeza, que eu leve a alegria; onde houver trevas, que eu leve a luz”.









Autor







Dom Antonio Augusto Dias Duarte







Bispo Auxiliar do Rio de Janeiro
















CASA PRÓ-VIDA MÃE IMACULADA















“Sê forte e corajoso” Josué 1-9, esse será o tema do III retiro “Chamado a Ser Homem” realizado anualmente pela Casa Pró-Vida Mãe Imaculada. Neste ano, o convidado especial é o Tiba Camargo, presidente do movimento Juntos Pela Vida. O evento traz palestras e pregações sobre a identidade masculina, com missa celebrada pelo Padre Silvio Roberto, MIC, diretor da Casa Pró-Vida.







Será realizado o dia 19 de agosto de 2018, informações e inscrições pelo site: www.casaprovidami.com.br




























Por que celebramos

a morte de nossos próprios filhos?







Como explicar tantas pessoas comemorando o que, por qualquer um minimamente consciente da verdade do aborto, seria de se chorar e lamentar?







Depois de o aborto ser legalizado por referendo na Irlanda, na última semana foi a vez da Argentina. Com a diferença de que, aqui, na América Latina, o aborto foi aprovado pelos deputados (falta ainda a ratificação do Senado). Em ambos os casos, no entanto, as mesmas cenas se repetiram: inúmeras mulheres nas ruas celebrando a futura morte dos próprios filhos.







A razão de ser desta matéria é, mais do que qualquer outra coisa, comentar essa estranha reação.







Poderíamos falar aqui do número de abortos que — ao contrário do que a mídia mentirosamente propaga — certamente aumentará na Argentina, assim comoaumentou no Uruguai e em inúmeros outros países onde o aborto foi despenalizado. (Isso, é claro, se o projeto passar também no Senado, como já dito.) Poderíamos desenvolver toda uma argumentação respondendo, uma a uma, as farsas relacionadas com a legalização do aborto. Poderíamos falar, ainda, da principal organização por trás dessa ação na Argentina, que não, não é o movimento feminista, mas sim o Fundo Monetário Internacional.







Mas o impacto de um punhado de jovens mulheres festejando a descriminação do aborto é forte demais para que falemos de outra coisa. Como explicar tantas pessoas comemorando o que, por qualquer pessoa minimamente consciente da verdade do aborto, seria de se chorar e lamentar? O que explica uma geração — a nossa, no caso — que faz festa com a autorização para seres humanos inocentes serem assassinados no ventre de suas mães?







Procuramos fornecer uma espécie de resposta a essa pergunta quando comentamos o caso da legalização do aborto na Irlanda. A grande razão para comemorações como essa deve ser procurada em um obscurecimento — quando não em uma completa negação — do direito natural. O que é errado não pode tornar-se certo, o que é mau não pode tornar-se bom por força de lei. As pessoas só chegam a celebrar o mal, portanto, se antes o relativizaram.







O Papa São João Paulo II havia notado esse mesmo problema quando escreveu, 23 anos atrás, que:







Dentre todos os crimes que o homem pode realizar contra a vida, o aborto provocado apresenta características que o tornam particularmente grave e abjurável.




[…] Mas hoje a percepção da sua gravidade vai-se obscurecendo progressivamente em muitas consciências. A aceitação do aborto na mentalidade, nos costumes e na própria lei, é sinal eloqüente de uma perigosíssima crise do sentido moral que se torna cada vez mais incapaz de distinguir o bem do mal, mesmo quando está em jogo o direito fundamental à vida. Diante de tão grave situação, impõe-se mais que nunca a coragem de olhar frontalmente a verdade e chamar as coisas pelo seu nome, sem ceder a compromissos com o que nos é mais cômodo, nem à tentação de auto-engano. A propósito disto, ressoa categórica a censura do Profeta: “Ai dos que ao mal chamam bem, e ao bem, mal, que têm as trevas por luz e a luz por trevas” (Is 5, 20). Precisamente no caso do aborto, verifica-se a difusão de uma terminologia ambígua, como “interrupção da gravidez”, que tende a esconder a verdadeira natureza dele e a atenuar a sua gravidade na opinião pública. Talvez este fenômeno lingüístico seja já, em si mesmo, sintoma de um mal-estar das consciências. Mas nenhuma palavra basta para alterar a realidade das coisas: o aborto provocado é a morte deliberada e direta, independentemente da forma como venha realizada, de um ser humano na fase inicial da sua existência, que vai da concepção ao nascimento. [1]







Trocando em miúdos, as inúmeras pessoas que — tanto na Irlanda, quanto na Argentina — foram às ruas para manifestar a sua aprovação ao aborto, fizeram-no achando que estavam a celebrar um bem.















Com isso já é possível compreender o quão perigoso é dar às consciências o primado da razão, como se o ser humano pudesse autonomamente decidir o que é certo e o que é errado, sem referência a nenhuma moral objetiva. Contra essa idéia relativamente bem difundida (às vezes dentro da própria Igreja), cabe dizer: o que importa ao ser humano não é simplesmente “seguir a própria consciência”; antes, é necessário que nos preocupemos em formá-la da maneira correta, procurando adequá-la à realidade das coisas, sob o risco de que nos tornemos tiranetes, sonhando em “mudar o mundo” só para que ele caiba nas loucuras que nós mesmos inventamos.







Essas loucuras nossa época inventa para não ter de se confrontar com a verdade. À parte aquelas pessoas realmente enganadas por maus professores e pela manipulação midiática — cujo número não se pode subestimar —, o que boa parte dos que defendem a despenalização do aborto quer é uma “válvula de escape” para viver a vida como bem entende, sem enfrentar o incômodo de lidar com as conseqüências dos próprios atos.







Sim, porque — gostem ou não — a grande responsável por estarmos festejando a morte de nossos filhos chama-se “mentalidade contraceptiva”. O Papa São João Paulo II mesmo aludiu a ela quando afirmou, em relação ao crime do aborto, que “uma responsabilidade geral, mas não menos grave, cabe a todos aqueles que favoreceram a difusão de uma mentalidade de permissivismo sexual e de menosprezo pela maternidade” [2].







A grande responsável por estarmos festejando a morte de nossos filhos chama-se “mentalidade contraceptiva”.



















A nossa sociedade, antes de matar os filhos nos ventres de suas mães, mata-os na própria mente, em seus planos de vida, no modo como se relaciona sexualmente.







Filhos normalmente não são queridos, mas, quando o são, não devem passar de um ou dois. Pensar em filhos, para a nossa época, tão habituada a viver o sexo fora da família, é viver em pavor constante. Os homens não os querem de jeito nenhum, porque não querem responsabilidade; as mulheres entram na mesma onda e temem que a maternidade lhes roube a liberdade e a beleza física… Quando a criança já foi concebida, então, o que resta à nossa sociedade irresponsável, senão pedir às autoridades que risquem da lei penal o crime do aborto — como fizeram na Irlanda, estão fazendo na Argentina e alguns ministros do STF não vêem a hora de fazer também no Brasil?







Os países que legalizaram o aborto comprovam: quando essa prática é descriminada, o seu número não diminui; pelo contrário, transforma-se em método “contraceptivo” — com a diferença de que preservativos frustram a vida antes de ela existir; o aborto faz isso depois, ou seja, mata.







Quando um país decreta, portanto, que seus filhos podem ser mortos antes de nascer, muito antes está a idéia — menos grave, sim, mas nem por isso inofensiva — de que seus filhos podem ser mortos antes de ser concebidos. Essa mentalidade é a primeira inimiga da vida intrauterina e, a longo prazo, a única maneira de recuperar nossa civilização é mudando completamente a cultura antinatalista em que estamos imersos.







Até lá, todo e qualquer remédio será sempre paliativo. Até lá, ainda assistiremos a muitas pessoas, tragicamente, comemorando a futura morte dos próprios filhos.







Referências







Papa S. João Paulo II, Carta Encíclica Evangelium Vitae (25 de março de 1995), n. 58.







Id., n. 59.







Equipe ChristoNihil Praeponere (https://padrepauloricardo.org)